Via Ezra Klein: um sujeito comparou, para cada país, a frequência de buscas no Google por “Ayn Rand” (uma véia espirocada que tinha aí) e “Marx”. Só nos EUA e na Índia a Rand ganhou. E o Brasil foi o país em que o Marx deu o maior toco na véia (depois de Cuba, onde “Marx” deve ser a única palavra que dá pra procurar no Google).
O Ezra Klein se pergunta se um dia falaremos de como Wall Street perdeu o Brasil para o comunismo. Mal sabe ele. O ministro da fazenda mais ortodoxo que tivemos nos últimos tempos era trotskysta até outro dia. No fundo, o marxismo é popular no Brasil porque (a) fez oposição ao regime militar, e (b) caras como o FHC, considerado lá fora como indiscutivelmente marxista, para não falar do PT, quando chegaram no governo, foram ortodoxos.
Bom, cá entre nós, esse blog aqui reflete um pouco essa esquisitice nacional.
PS: puta sacanagem sugerir que o equivalente do Marx na direita seria a Rand, hein? O equivalente da Rand na esquerda seria o Posadas, aquele trotskysta argentino que contava com a ajuda dos alienígenas para a revolução socialista (acham que eu estou inventando? Chequem isso aqui).


on Apr 9th, 2009 at 7:51 pm
Irmano-me nessa identidade jabuticabal, ornitorríntica e esculhambática.
on Apr 10th, 2009 at 10:20 pm
Isso aí, olelê, antropofagia, oiáiá! Cadê o Renato numa hora dessas?
on Apr 11th, 2009 at 12:51 am
Se ele aparecer, já dá para afundar uma célula neo-liberal de esquerda, sócio-democrática a favor do controle privado dos meios de produção, mas com calma, serenidade, arroz, feijão, saúde e educação para todos!
Acho que nosso primeiro ato pode ser sequestrar o Delfim! Parece que ele anda na moda de novo…
on Apr 11th, 2009 at 3:14 pm
Não sei se é equivalente, mas Ayn Rand é filosofia para retardados. Toda escola de Ciências Sociais deve ter Marx na sua grade, a importância de estudá-lo já está clara aí. Ayn Rand pode ter meia dúzia de ocorrências no Google-Brasil que não estaremos perdendo nada.
on Apr 11th, 2009 at 3:32 pm
Nunca tinha lido nada da moça, mas depois de ler o Igor, aí é que nunca lerei mesmo.
on Apr 11th, 2009 at 3:49 pm
Ainda bem que a gente não é trotskysta, porque célula trotskysta, quando chega no terceiro membro, racha.
on Apr 11th, 2009 at 3:56 pm
É, forcei um pouco a barra para ter uma desculpa de falar do Posadas (alguém seguiu o link? É engraçado pra cacete). Acho que o equivalente seria o Meszaros, que eu, quando era socialista, ficava puto de saber que meus colegas estavam lendo, em vez de ler alguma coisa que prestasse. Se não me falha a memória, o OC já deu uma esculhambada na Rand que me pareceu muito pertinente. Se tampouco me falha a memória, tem uma foto dela com uma capa presa por um cifrão de ouro. Ah, bom.
Na minha banca de seleção de mestrado, um cara da banca me disse que só daria pra fazer minha tese se eu lesse o Meszaros. E eu lá, "sim, sim, vou ler, vou ler" (rerere). Nisso o outro membro da banca começa a rir desbragadamente, o outro pergunta, que que foi, e ele, nada, nada. Assim foi minha carreira acadêmica.
on Apr 11th, 2009 at 4:47 pm
Bom, agora não lerei nada desse húngaro aí. Já não tinha lido Lukácz. Fiquei só nos "Meninos da Rua Paulo" mesmo, bem pequeno burguês. Afinal, sou pequeno, e sou burguês.
PS: depois quero saber quem era o tal da banca…
on Apr 11th, 2009 at 9:39 pm
"Meninos" não é do Lukácz, que fique claro. Era do Molnár.
on Apr 16th, 2009 at 1:13 pm
Ei, alguém me chamou?
acabo de fazer uma postagem acerca dessa concepção, digamos, "antropofágica" – mas não patafísica – de comunismo…
Mais em lá n´ O(s) Fim(ns) da História.
on Apr 16th, 2009 at 1:47 pm
Aliás, eis o link para o post: http://ofimdahistoria.orgfree.com/?p=732
on Apr 17th, 2009 at 4:13 am
Vamos todos lá ler!