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Dia de Solidariedade aos Trabalhadores Iranianos

 

 

 

              

Hoje é dia de solidariedade global aos trabalhadores iranianos presos pelo regime ultra-reacionário de Teerã. A manifestação foi convocada após a feroz repressão às manifestações do Primeiro de Maio, mas ganha novo significado depois da insurreição anti-Ahmadinejad, e, em especial, no momento em que o regime escancara a repressão mais selvagem contra os manifestantes.

Para mandar mensagem de protesto às autoridades iranianas, ou obter mais informações sobre o caso, é uma boa ir lá na Anistia Internacional.

A propósito, circula por aí a idéia de que, bem ou mal, não há provas de fraude na eleição iraniana. Bem, provas só haveria se deixassem auditar a eleição independentemente, o que, evidentemente, não rola. Mas os estudos de padrões estatísticos de votação no Irã mostram desvios ridículos do padrão recente. É como se hoje houvesse eleição no Brasil para presidente e Lula tivesse só 5% dos votos dos pobres e nordestinos (ou se ganhasse na seção casa do Bolsonaro com 90%). Vejam aqui e aqui. Para uma análise não-estatística de especialista na área, chequem o Juan Cole. Para medir a credibilidade média do regime, vejam isso.

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4 Comments on “Dia de Solidariedade aos Trabalhadores Iranianos”

  1. #1 Pablo Vilarnovo
    on Jun 26th, 2009 at 2:56 pm

    Celso, não sei quem está dizendo que não houve fraudes, mas quando o próprio governo afirma que em 50 cidades havia mais votos que eleitores a coisa fica estranha…

  2. #2 artur
    on Jun 26th, 2009 at 5:48 pm

    Para uma outra opinião: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-que-rea...

    O caso do Irã parece não ter nada a ver com democracia ou liberdade de expressão. Muito menos com revolução. Aquilo está mais para conflito interno. Nesse conflito, as massas são instrumentalizadas. O verdadeiros contendores são O aiatolá Komenei e outro patriarca da revolução, representante da família Rafsanjani (aportuguesando). Nenhum deles quer o fim do programa nuclear ou a separação entre estado e religião. A mudança pretendida pela oposição é daquela que deixa tudo como está.
    O máximo que podemos extrair do caso é que existe uma parcela da população (minoritária) insatisfeita com a vida. Talvez com a falta de liberdade, talvez com a situação econômica, talvez com as imposições da religião sobre suas vidas que julgam demasiadas. Essa insatisfação parece ter aflorado agora.
    Certa vez um conhecido viajou por diversas cidades iranianas, visitando gente de classe média alta. Surpreendeu que as pessoas têm vida dupla. As mulheres saem às ruas com as burcas e sob elas calças jeans. Ao chegarem em casa, livram-se delas e usam roupas ocidentais. Cada família tem seu estoque de bebidas alcoólicas em casa. Algumas as fabricam em casa. Nas ruas, são frequentes duplas de homens armados com metralhadoras. São da guarda revolucionária. Mais temida de que a polícia. Intervêm em qualquer situação que julgam necessária. Viver assim requer paciência daqueles que já viveram de outro modo. Um dia o saco acaba.

  3. #3 NPTO
    on Jun 30th, 2009 at 2:34 pm

    Pablo, acho que ninguém diz que não houve fraude nenhuma, mas sim que não há provas de que a fraude tenha determinado a vitória do Ahmadinejad. Naturalmente, só podemos saber disso se houver recontagem independente.

  4. #4 NPTO
    on Jun 30th, 2009 at 2:40 pm

    Arthur, essa pesquisa que o artigo cita é bem estranha: se for verdade, alguma coisa aconteceu no Irã que fez com que setores historicamente oposicionistas passassem para o lado de Ahmadinejad, o que nenhum especialista da área acha plausível. Naturalmente, a solução seria realizar a recontagem com auditoria independente.

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