Post legal lá no Raphael Neves, que estuda lá na New School, quartel-general dos habermasianos americanos (ou ao menos era assim quando eu acompanhava essas coisas, dez anos atrás).
Um Blog sobre Política e Adjacências
Post legal lá no Raphael Neves, que estuda lá na New School, quartel-general dos habermasianos americanos (ou ao menos era assim quando eu acompanhava essas coisas, dez anos atrás).
Posted in: Uncategorized.
Tagged: Habermas
This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

© 2010 Na Prática a Teoria é Outra | Powered by WordPress
PrimePress theme by Ravi Varma
Installed by SimpleScripts
on Jul 14th, 2009 at 10:25 pm
Xi, rapaz, a New School virou um antro de pós-modernos/pós-estruturalistas… A turma aqui só quer saber de Heidegger (cruz, virgem-maria!), Foucault, Judith Butler e… Carl Schmitt (sai, capeta, dessa esquerda que não te pertence!!!!!!).
O pobre Habermas apanha muito e eu sou zoado pra cacete por gostar dele (sabe como é, chamam o cara de liberal, e chamar de liberal é pior do que xingar a mãe). Continuam Habermasianos aqui, firme e forte, o Andrew Arato (meu venerável mestre) e a Nancy Fraser.
Obrigado por colocar o link! e já te adicionei no tuiuiuiter.
Abraço,
Rapha
on Jul 14th, 2009 at 10:26 pm
Digo, firmeS e forteS.
on Jul 15th, 2009 at 3:31 pm
Olha só, as coisas mudam. Eu comecei a ler Habermas por influência do Josué, que foi orientando do Arato. A esposa do Arato ainda é professora aí também? Essa coisa do Carl Schmitt e parte da esquerda americana é uma coisa que me intriga, desde aquele número da Telos especial sobre o Schmitt. Você já viu aquele livro sobre os juristas de Frankfurt? Um dos propósitos do autor era descer o malho no CS.
on Jul 15th, 2009 at 5:58 pm
A Cohen é professora em Columbia e continua fiel escudeira do Habermas. Ela escreveu um livro muito porreta sobre feminismo (usando a teoria dele) e agora está numa de direito internacional… Qual livro sobre os juristas de Frankfurt? Acho que não conheço não…
on Jul 15th, 2009 at 6:12 pm
O livro é esse aqui, ó: http://www.amazon.com/Between-Norm-Exception-Fran...
on Jul 16th, 2009 at 1:14 am
Ah, sim, esse eu conheço. O Scheuerman é fera. Estudou com uma "habermasiana" de Yale, a Seyla Benhabib. Acho esse cara um dos melhores… e ele é super novo. Outro "moleque" é o Rainer Forst. Fez o doutorado com o Habermas e tem um livro chamado Contexts of Justice.
Valeu pela dica.
Abraço,
Rapha
on Jul 19th, 2009 at 12:04 am
Tem que cuidar com essa história do Schmittão. É fácil querer se livrar dele agora, mas o velho Habermas também citava o sujeito. A questão é não entronizar o cara, mas tem que ver que o cara era um dos juristas mais lúcidos do século XX – e todo mundo que quiser falar de Direito precisa ao menos se confrontar com ele. Aproveitei o embalo dos 80 anos pra postar minha leitura sobre o "Mudança estrutural" lá no blog. Abraço
on Jul 19th, 2009 at 3:52 pm
Olá, Alexandre!
Claro, você tem razão quanto ao fato de o Schmitt ter sido um jurista influente e ser um autor importante que deve ser lido. E as críticas que ele fez ao liberalismo e à democracia ainda fazem parte da agenda de discussões teóricas. Também li seu post sobre o Habermas e gostei (depois comento lá no seu blog). Mas são dois mundos distintos, esse do Habermas e o do Schmitt, né? Não vou me alongar, mas acho a proposta do Habermas de tentar combinar soberania popular com direitos humanos mais interessante, com maior, digamos, "potencial emancipatório" e mais sensata em um mudo cada vez mais plural.
Abraço,
Rapha
on Jul 19th, 2009 at 8:04 pm
Rapha: de acordo. Sei que, por vezes, tem gente que faz um balaio de gato e incorpora Schmitt ao discurso esquerdista. (Há casos piores, de juristas brasileiros famosérrimos que usam Schmitt como referência quando vão falar de democracia…). Em todo caso, só queria ressaltar que não é o caso de um Agamben, por exemplo, que tá sempre tentando achar os furos dos argumentos de Schmitt (mas tem gente que faz confusão e e acha que citar Schmitt é sinônimo de usá-lo como referência positiva). Acho que tem que ver caso a caso. O que não pode é policiamento, como acontece com Heidegger também. Acontece de, às vezes, o fulano citar Aristóteles e a Polícia Especial da Esquerda Acadêmica começar a achar que o cara não é de esquerda por causa disso. Que bom que v. gostou do post, é apenas um insightzinho que quero desenvolver melhor na tese. Abraço
on Jul 20th, 2009 at 3:09 pm
Caramba, o nível dos comentários aqui está excelente! Alexandre, tô meio corrido mas vou lá ler o post (embora o Raphael entenda bem mais que eu sobre isso).