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In Memoriam: G.A. Cohen

(Foto: Chris Bertram, do Crooked Timber)

Ô, Rapaz, esse era dos bons. Morreu ontem Gerald Allan Cohen, um dos fundadores do marxismo analítico, uma turma de quem, como vocês devem ter notado pelo banner do Elster aí do lado, eu sempre gostei. O marxismo analítico tem dois livros realmente chave, o Making Sense of Marx, do Jon Elster, e o Karl Marx’s Philosophy of History: a defense, do Cohen. O do Cohen é mais antigo, e talvez melhor. Os dois livros são bem diferentes.

1.

Mas antes, uma historinha: o primeiro texto que me deram para ler quando eu cheguei em Oxford era um xerox de um manuscrito do G.A. Cohen, com o espetacular título “On The Concept of Bullshit, And Why A Particular Kind of Bullshit Is So Popular in France” (ou algo assim). O texto era um comentário ao clássico On Bullshit, do Harry Frankfurt, surpreendentemente traduzido no Brasil como “Sobre Falar Merda“.

O jovem professor que nos deu o texto rindo durante um intervalo não o fez por acaso. Éramos todos recém-admitidos no doutorado de sociologia, e a sociologia, na maior parte do mundo, é identificada como um negócio teórico meio vago, com termos imprecisos, uma parada meio radical chic. Todo mundo chegou lá cheio de Bourdieu na cabeça, muita gente (não eu) afim de ler Giddens (e tristemente matriculados no departamento mais anti-Giddensiano do mundo), marxismo ocidental, essas coisas. O objetivo do professor era nos dar o recado: somos todos analíticos aqui, ou, em outros termos, aqui o papo é reto.

A filosofia analítica tem méritos e defeitos, que não vou discutir aqui porque não entendo porra nenhuma disso o espaço não me permite, mas o fundamental é: para os analíticos, o objetivo da filosofia é esclarecer, refinar o pensamento, prestar atenção em minúncias lógicas, formalizar quando der, muitas vezes trabalhando próximo do que faz a ciência refinando conceitos.

Quando você explica suas idéias para um analítico, ele fica te interrompendo e perguntando o tempo todo, “o que quer dizer isso que você disse?”, “como sua frase se conecta logicamente com a anterior?”, “porque, exatamente, é necessário usar esse conceito, não dá pra expressar essa idéia com uma palavra mais simples”, “Você realmente está preocupado em falar a verdade, ou está só bullshitting?”. Você tenta fugir da sala, mas ele continua correndo atrás de você pela rua gritando “Navalha de Ockham! Navalha de Ockham!”, ou te ameaça com um negócio de cutucar lareira até você esclarecer sua proposição. Você consegue um mandado judicial que o impede de se aproximar de você, mas ele continua indo nas suas palestras, disfarçado com um sobretudo e um daqueles narizes de Groucho Marx, e interrompe no meio gritando “Aha! A sua conclusão não se segue da sua premissa! Yes! Yes!” e fazendo uma dancinha da vitória. Malditos analíticos.

2.

Agora imaginem um grande congresso reunindo o Hegel, o Marx, o Engels, os teóricos bolcheviques, o Gramsci, o Lukács, o Althusser, os Frankfurtianos, a dupla Negri e Hardt, e uns personagens como o descrito no parágrafo anterior, enchendo o saco de todo mundo: esses são os marxistas analíticos. Os marxistas analíticos queriam submeter os princípios do marxismo ao mais rigoroso crivo lógico, deixando claro desde o início que o que não sobrevivesse seria descartado. Não por acaso, quase todos deixaram de ser marxistas; mas nem todos se distanciaram tanto assim, e creio que todos ainda gravitam ali pela esquerda.

O que tornava o Cohen único entre os caras, além dele ser mais inteligente do que todo mundo, foi oquão fundo ele mergulhou no Marx para dissecar o cara. Se você ler o Elster falando do Marx, o cara já está meio que com um pé do lado de fora do marxismo, e cobre todos os assuntos possíveis na obra do cara, na minha opinião, fazendo um puta trabalho, mas já bastante situado em uma posição pós-marxista. Não o Cohen.

Porque quando um cara como o Cohen vai discutir Marx, ele não fica de nhémnhémnhém que nem certos manezinhos que ficam escrevendo post sobre Gramsci e se achando o máximo. O cara vai no núcleo duro do marxismo, sua filosofia da história, e vai ler Bukhárin, e Plekhânov, dois bolcheviques russos que desde o Gramsci já estão apanhando por não serem dialéticos e filosoficamente sofisticados o suficiente, marxismo oriental hardcore. Tenta ir numa festa de sociólogos sofisticados e citar Plekhânov pra ver o que te acontece.

Mas aí é que eu acho que o Cohen está certo. O marxismo ocidental, que prestou mais atenção na política, na cultura, etc., gerou grandes autores, que devem sobreviver por seus próprios méritos, como o Gramsci. Mas se você quiser julgar o Marx, tem que julgar a idéia de que a história é melhor compreendida partindo dos princípios de que 1) os seres humanos estão sempre tentando inventar instrumentos e técnicas para produzir mais com menos trabalho, porque trabalhar é uma merda, o que nos leva a 2) os seres humanos estão sempre em luta selvagem para decidir quem fará o trabalho mais duro, e por isso 3) antes que todo mundo se mate e/ou morra de fome porque todo mundo está em guerra ao invés de trabalhar, é preciso que se formem tréguas administradas por instituições políticas e expressas nas formas culturais, que têm suas dinâmicas próprias, mas 4) no longo prazo, supondo várias sociedades, e grupos dentro da sociedade, em disputa experimentando diferentes formas políticas e culturais, prevalecerão as relações de produção, a política e a cultura que mais favoreçam o desenvolvimento das forças produtivas.

O livro do Cohen sobre o Marx disseca esse raciocínio em proposições muito melhores do que esta porcaria que eu fiz aí em cima, julga a plausibilidade de cada uma delas individualmente, e a consistência lógica entre elas, e chega à conclusão de que o negócio é mais ou menos plausível.

Aí aconteceu com ele o que aconteceu com outros marxistas analíticos, em especial o John Roemer, que estudou o conceito marxista de exploração usando matematiquinha, economiazinha ortodoxinha, tudo isso, e concluiu que o conceito até que fazia sentido, dadas algumas premissas. Mas, como nem o Roemer sabia como fazer uma sociedade não capitalista que nos parecesse razoável, nem o Cohen sabia como transformar aquela filosofia da história toda em uma proposta concreta, o Roemer foi estudar propostas de socialismo de mercado (entre outras coisas), e o Cohen foi estudar filosofia política.

3.

E nessa acabou participando do grande renascimento da filosofia política dos anos 70, quando o Rawls chegou metendo o pé na porta, o Nozick escreveu um manifesto ultra-liberalzaço pra carááááááiiii, enfim, como dizia Thaíde, certamente se referindo a esse debate, que tempo bom, que não volta nunca mais, e nessa briga de cachorro grande se meteu o Cohen, defendendo o ideal igualitário e enchendo o saco dos outros caras como o analítico descrito no começo do post. Não conheço muito bem essa parte da obra dele (que é capaz de ser a mais importante), mas vocês podem dar uma olhada no texto do Chris Bertram, do Crooked Timber, que foi orientando dele nessa fase, para ter uma idéia.

4.

Para mim, o que ficou foi o seguinte: o determinismo econômico do Marx é uma puta idéia. É absolutamente ridículo dizer que foi o economicismo do Bukhárin que gerou o stalinismo. Uma boa pista disso é que o Stalin matou o Bukhárin, porque o Bukhárin queria desenvolver as forças produtivas no campo soviético mandando os camponeses irem ficar ricos, ao passo que o Stalin, bem, fez outra coisa. E, eventualmente, as forças produtivas na URSS entraram em contradição com a superestrutura política, e, enfim, babau URSS.

(me lembro de uma palestra de um professor gramsciano, e o cara ia criticar o Stalin, e ele dizia que o Stalin era mesmo horrível,  ”era óbvio que todo aquele, aquele (fazendo cara de nojo), aquele…” e eu pensando, aquele genocídio, aquele massacre, aquele totalitarismo, aquele desastre humanitário, e ele completa, “aquele ECONOMICISMO!!!!! só podia dar naquela tragédia”)

Agora, isso quer dizer que tudo pode ser explicado pela economia? Bom, não é nem isso que a formulação original dizia: ela dizia que as grandes transformações históricas podem ser explicadas através desse esquema forças produtivas / relações de produção / lutas de classes. E isso, é verdade? Bom, eu acho disso a mesma coisa que eu acho do pressuposto da escolha racional (os indivíduos agem racionalmente): nem sempre é verdade, mas eu acharia meio esquisito estudar algo e começar a pesquisa pensando o contrário.

Certo, de vez em quando as pessoas espirocam, entram em avião e se jogam em prédios em nome de disputas teológicas, fazem merda por causa de amor, acreditam que o Obama nasceu no Quênia do casamento sodomita entre Gog e Magog. Mas, se você se depara com uma situação pela primeira vez, é razoável você começar achando que o comportamento dos outros pode ser explicado por alguma dessas maluquices, ou é melhor começar supondo que todo mundo está sendo racional, e abandonar a premissa se ficar claro que não é o caso?

Há casos em que sociedades com arranjos econômicos mais eficientes foram esmagados por outras menos produtivas, mas devemos supor que isso é a regra? Ao longo da história, houve períodos em que o nível das forças produtivas regrediu, mas devemos supor que isso aconteceu mais vezes do que épocas em que o nível de desenvolvimento, mesmo que lentamente, subiu? Há sociedades que optaram pela religião sacrificando sua prosperidade material, mas isso é mais comum do que o contrário?

Bom, cada um acha o que quiser em se tratando de grandes narrativas dificilmente falsificáveis, mas eu acho mais plausível começar com um marxzão básico e depois ir abandonando as premissas quando vir que não está funcionando – e, pra ver se não está funcionando, PORQUE VAI TER HORA EM QUE NÃO VAI FUNCIONAR,  eu gosto dos princípios analíticos. É só uma opinião pessoal, nada que eu seja capaz de vender pra vocês oferecendo uma prova matemática como brinde. Mas é uma opinião da qual eu gosto.

(Claro, estou falando de grandes deslocamentos históricos, não vão querer sair explicando o fato de que o Collor voltou a ficar doidaço com grandes esquemas macrohistóricos, nem, aliás, com escolha racional)

5.

Enfim, o Cohen me fez pensar em todas essas coisas, lá na biblioteca do IFCH, com o livro que eu comprei, no mesmo mês em que comprei o do Elster, na Leonardo da Vinci, na época em que dava monitoria pra uma professora que tinha sido orientanda do Pzeworski. Depois cheguei a ver palestras dele no All Souls College, mas ele já estava discutindo filosofia política. Ler o livro dele foi uma das coisas boas que fiz na vida.

Que Deus tenha o ateuzão.

PS: segundo os caras que estão escrevendo sobre ele, o cara também era engraçadíssimo, e chegou mesmo a fazer algum stand-up comedy quando era novo, segundo a lenda. No post do Bertram, não percam o interlúdio poético que foi a primeira conversa dele com seu orientador.

PSTU: no final do texto sobre a bullshit de que os franceses gostam, ele prometia outros textos sobre o tipo de bullshit que fazia sucesso com os americanos, ingleses e alemães, mas nunca vi esses textos, e não sei se chegaram a ser escritos. O Cohen era canadense. Não sei de que tipo de bullshit ele gostava, mas o Bertram nos garante que ele gostava da série “Dallas”.

PSTUdoB: uma das coisas interessantes do marxismo analítico é que ele sempre confundiu a cabeça de muito de meus colegas de esquerda. O Cohen, por exemplo, estava fazendo uma puta defesa do Marx, mas, se você a comprasse, não ia poder mais sair dizendo que todo mundo que está usando teoria dos jogos ou lógica formal está perpetuando formas de pensar burguesas. A propósito, alguém ainda fala essas coisas?

PSOL: mais eulogias aqui.

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12 Comments on “In Memoriam: G.A. Cohen”

  1. #1 De blogs bons e esforçados «
    on Aug 7th, 2009 at 11:50 am

    [...] também acho que tanto eu quanto ele, quando morrermos, devíamos querer reencarnar como o NPTO. [...]

  2. #2 José
    on Aug 7th, 2009 at 12:12 pm

    "Uma boa pista disso é que o Stalin matou o Bukhárin, porque o Bukhárin queria desenvolver as forças produtivas no campo soviético mandando os camponeses irem ficar ricos, ao passo que o Stalin, bem, fez outra coisa."
    A suposta causa e a suposta consequência não estão nem remotamente ligadas. Stalin matou toda a ala direita de Bukharin, toda a ala esquerda de Trotsky (embora tenha adotado suas soluções), a ala centrista de Khamenev e Zinoviev, expurgou o Exército, a Indústria e os deputados ao Congresso partidário de 1934. Nada disso estava relacionado à polítia fundiária de Stalin.

  3. #3 brandizzi
    on Aug 7th, 2009 at 4:18 pm

    Obrigado pela descrição dos filósofos analíticos. O único problema é que todo mundo aqui no trabalho agora sabe que eu não estava trabalhando, de tanto eu rir…

  4. #4 Dinha
    on Aug 7th, 2009 at 4:37 pm

    Bacana esse seu reconhecimento das fragilidades que assolam a academia. Às vezes é difícil encontrar uma autor razoável que saia um pouco do feijão-com-arroz com classe, a maioria pensa que sai quando torce a cara e faz biquinho. Mas tem alguns nomes bons que mudam um pouco, trazendo à tona outras perspectivas – não sei por qual motivo, mas esse post me fez lembrar do José Heck, que é um sujeito que analisa muito bem essas temáticas.

    Ah, sim. Os analíticos são assim mesmo. Tem uns que conseguem ser piores, aliás.

  5. #5 cláudio ladeira
    on Aug 7th, 2009 at 5:26 pm

    Realmente, belo post e baita perda.
    Felizmente o ultimo livro dele ("Why Not Socialism?") já estava pronto para o lançamento: http://www.amazon.com/Why-Not-Socialism-G-Cohen/d...
    Uma curiosidade: recentemente o Samuel Bowles, ex-membro do september group, retomou parte dessas discussões, apresentando um modelo "marxista-darwinista" – em parte explicitamente influenciado pela leitura que o G. Cohen faz do materialismo histórico – para descrever a relação entre mudança social e instituições (Microeconomics: behavior, institutions, and Evolution, especialmente caps. 11 e 12). ("revoluções na estrutura social são dirigidas por avanços tecnológicos")

  6. #6 cláudio ladeira
    on Aug 7th, 2009 at 10:33 pm

    Uma grande perda.
    O último livro dele, "Why Not Socialism?", será lançado em breve:
    http://www.amazon.com/Why-Not-Socialism-G-Cohen/d...

  7. #7 Leonardo Bernardes
    on Aug 8th, 2009 at 5:07 am

    Muito bacana o texto — estimulante mesmo!

    Agora, você sabe que há um certo desconforto em colocar a filosofia analítica tão perto de um marxismo analítico, por ex. Isso porque a fil. analítica tem uma forte marca antiteórica. Isso faz com que certos problemas sejam colocados de maneira diferente do habitual.

    A teoria marxista, como uma teoria, enforma um certo modo de ver o mundo. Os princípios gerais de uma teoria não estão sujeito à falsificação, ao confronto com o mundo. Eles dispõem o modo como organizamos e descrevemos o mundo. Você chega perto disso mando menciona o "pressuposto de uma escolha racional". Porque aí você descobre que o modo como se organiza os enunciados depende das escolhas e pressupostos que você faz. E esses pressupostos não podem eles mesmos serem verdadeiros ou falsos, porque são a condição de articulação de descrições verdadeiras ou falsas. "Não se corta o galho sobre o qual nos sentamos". Há um aforismo do Tractatus, aparentemente desajeitado no contexto de todo o livro, que pode ser de algum auxílio:

    "6.341 A mecânica newtoniana, por exemplo, conduz a descrição do universo a uma forma unificada. (…) A mecânica determina uma forma de descrição do mundo, pois diz : tôdas as proposições da descrição do mundo devem ser obtidas de um número de proposições dadas — os axiomas mecânicos — segundo um modo dado. Com isto provê as pedras para a construção do edifício científico, dizendo: sejam quais forem os edifícios que pretendas levantar, deves construí-los com estas e apenas estas pedras."

    Daí que a prevalência de um modelo teórico não é nunca uma questão de verdade ou falsidade — apesar da batalha em que se envolvem os teóricos — mas sim relativa a que tipo de pedras você escolheu para construir seu edifício. Mas a escolha ela mesma não pode ser reduzida a verdade ou falsidade. Há um momento em que aceitar uma teoria é aceitar certas premissas que são como "axiomas" do seu modelo. E a questão é: no entanto — NO ENTANTO — as coisas seguem como se a escolha de um certo modelo explicativo, na economia, na ciência naturais, nas ciências sociais, etc, fosse determinada, ou melhor, justificada, pelo mundo, pela realidade. Como se as teorias mais bem sucedidas fossem aquelas que estivessem mais próximas de retratar a realidade como ela é, como se houvesse esse parâmetro, exterior a todos os outros parâmetros, que fosse a medida última das teorias.

    Não sei se dá pra entender, é que as bases da filosofia analítica, que são muito mais interessantes e frutíferas que ela, emprestam outro estatuto à teoria, destituem suas pretensões universais — no lastro de uma crítica já antiga, é verdade. E daí que modelos explicativos incríveis e abrangentes, como o Freud ou de Marx, tem que ser postos sobre outra perspectiva. Desculpa aí encher sua caixa :)

  8. #8 Lorena
    on Aug 25th, 2009 at 5:01 pm

    "Porque quando um cara como o Cohen vai discutir Marx, ele não fica de nhémnhémnhém que nem certos manezinhos que ficam escrevendo post sobre Gramsci e se achando o máximo."

    rsrsrsrsrsrsrs… isso é que auto-crítica construtiva! =)

    Legal o blog.

  9. #9 Adriano Codato
    on Sep 25th, 2009 at 5:25 pm

    legal seu blog.

  10. #10 NPTO
    on Sep 25th, 2009 at 5:59 pm

    Valeu. Você é o Adriano ex-orientando do Décio, tese sobre o conselho do Geisel?

  11. #11 Adriano
    on Nov 14th, 2009 at 12:36 pm

    o próprio. nao havia visto sua resposta. só agora que o google me avisou do meu nome aqui.

  12. #12 Ainda o Marxismo Analítico – Na Prática a Teoria é Outra
    on Nov 16th, 2009 at 6:48 pm

    [...] Já faz um tempão, o Idelber me mandou a indicação de um artigo do Antonio Domenéch, publicada em uma revista que eu não conhecia, mas parece legal, a Sin Permiso. Deve estar sendo publicada na revista por agora, e foi escrito por ocasião da morte do G.A. Cohen. [...]

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