Marina Silva acaba de divulgar a carta de desfiliação do PT, o que mais ou menos garante que será mesmo candidata a presidente em 2010. Diz a carta da Marina:
Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.
O que é, evidentemente, verdade. Gostei do fato de que uma turma grande do PT assinou um documento bastante respeitoso (embora com algumas baboseiras) com o título “Companheira Marina”, onde se lê:
Não vemos suas angústias e dúvidas publicamente colocadas como um escândalo, portanto. Só os sectários não percebem o que a trajetória de vida e de militância política de Marina Silva significam para a afirmação da agenda socioambiental no Brasil. E, em torno desta agenda, o debate incontornável para desafiar a imaginação da sociedade na busca da qualificação do novo paradigma de desenvolvimento que desejamos para o país e para o planeta.
(…)
As esquerdas têm o dever de ouvir a voz de Marina Silva. As razões de Marina Silva. Ela, que já deu tanto à nossa geração, receba, agora, por todos os lados, a nossa mão estendida. As mãos que teceram ao longo de três décadas a rede de sonhos e esperanças que nos mobilizou a todos; a capacidade de organizar nossa ação na base da sociedade para reivindicar direitos sociais por meio da CUT; levantar bandeiras ambientais como nos “empates” liderados por Chico Mendes para deter a voracidade dos desmatadores da Amazônia; ou para formular e conduzir políticas públicas de desenvolvimento sustentável no Ministério do Meio Ambiente, liderados por ela. Nós que já sonhamos tanto por uma sociedade de harmonias, livre das opressões, precisamos também saber compor com as harmonias da Terra.
Bacana. Ninguém vai me ver dizendo que Marina Silva é uma vagabunda desmiolada reacionária a serviço do programa criacionista do Serra (embora ela tenha mesmo falado essa atrocidade sobre criacionismo). Se ela não tiver credibilidade diante dos petistas, quem terá? E não saiu queimando as pontes, como fez Heloísa.
Agora, daí a eu votar nela em primeiro turno, vai uma distância. Há coisas ainda a esclarecer a respeito da candidatura Marina Silva.
1.
Embora comparações com Obama estejam aparecendo aqui e ali, há uma diferença fundamental entre Obama e Marina: Obama sucede Bush, um desastre político apoplético, vindo do outro lado do espectro político, que lançou a maior potência da história moderna em uma guerra caríssima e politicamente improdutiva, assistiu passivamente a formação da bolha imobiliária, e destruiu seu próprio partido elevando a posições de liderança ideológica seus elementos mais fanáticos. Marina Silva sucederia 16 anos de bons governos brasileiros, sendo que o último, saído do seu próprio lado do espectro político, foi bastante moderado, e, se tiver ameaçado a sobrevivência do seu partido, terá sido por excesso de compromisso, não por falta.
O fascínio despertado pela candidatura Marina vem, sem dúvida, de não se ter deixado corromper por todos esses compromissos. Mas a questão é: além de não ter se contaminado por aquilo em que o PT piorou, ela teria se deixado “contaminar” por aquilo em que o partido melhorou notavelmente?
Penso, antes de tudo, na política econômica. Qual o grau de Paloccidade de Marina? Pretende combinar política econômica responsável com distribuição de renda bem planejada e fiscalmente sustentável? Se Marina ainda representar aquelas besteiras que a gente falava nos anos 80, não dá nem pra começar a conversar. Aparentemente, há um esforço para atrair o PSOL para uma aliança. Se o PSOL teimar em ser o que foi até agora (o “Partido das besteiras que a gente falava nos anos 80″), isso praticamente elimina qualquer possibilidade de uma candidatura Marina viável, ou, creio eu, desejável.
Mas há mais. Como bem disse o Alon, os verdes brasileiros acabaram se tornando uma federação de vetos: são contra os transgênicos, as hidrelétricas, a energia nuclear, o agronegócio, mas não é muito fácil saber o que fariam ao invés disso tudo. Por exemplo, estou convencido que o maior aliado dos verdes é o progresso tecnológico. Qual seria a política de inovação dos verdes, por exemplo, com relação à biotecnologia? Falta um programa verde propositivo, embora, devo admitir, alguém que simplesmente impeça o desmatamento da Amazônia já me parece simpático.
Enfim, essa é a primeira coisa a se dizer sobre a candidatura Marina: se não representar um aggiornamento ideológico dentro da esquerda, não me interessa. Se representar, sou todo ouvidos.
2.
Me desespera que haja gente, e ainda gente que é paga para dar opinião sobre política, dizendo, “ah, finalmente uma pessoa honesta!”. Se você acha que o problema da corrupção no Brasil é que Lula ou FHC são cleptomaníacos, você provavelmente é uma mula, porque a outra desculpa – absoluta desinformação – dificilmente se aplica a quem lê blog de política como este.
A corrupção que alimenta nosso noticiário é um mecanismo de cooptação de apoio de parlamentares e forças políticas estaduais que se consolidaram em períodos não-democráticos da história brasileira (que é quase toda não-democrática). Esses grupos mantém seu poder através da distribuição seletiva de favores em correntes de apoio parlamentarista, que vão da distribuição de um cargo a um aliado, em uma ponta, até o cabo eleitoral que garante 1000 votos em troca de uma grana, terminando no eleitor pobre que recebe algum favor do cabo eleitoral.
(Há outro tipo de corrupção, envolvendo lobbies e contribuições de campanha, que é mais difícil de combater, mas não vamos tratar disso aqui; basta dizer que é mais ligado ao primeiro tipo do que se pensa)
Se Marina Silva ganhar a presidência, vai ter que montar uma maioria parlamentar. No momento, os dois grandes blocos são PT-PMDB e PSDB-PFL. É possível que Marina governasse primeiramente com a turma do bloquinho (PDT-PCdoB-PSB), mas ainda precisaria de dois partidos grandes. E PMDB e PFL só podem ser conquistados com os métodos de sempre.
De maneira que a honestidade pessoal de Marina (na qual acredito sinceramente) não indica qualquer mudança fundamental no funcionamento dos mecanismos de corrupção que caracterizam a política brasileira. Os dois últimos presidentes brasileiros são, provavelmente, pessoalmente honestos, mas acabaram presidindo sobre governos corruptos pela necessidade de conquistar maiorias parlamentares para, enfim, governar.
O que nos leva a nosso próximo ponto.
3.
Se você acha que a candidatura Marina Silva é só para marcar posição a favor do meio-ambiente, pule para o ponto 5. Vamos aqui supor que ela tenha chance mesmo de ganhar, e precise se preocupar com governabilidade.
Excluídas as alianças citadas no ponto 1, Marina Silva precisaria, para governar, de um reordenamento completo das forças políticas brasileiras. Se não for para fechar com PMDB e PFL, precisaria fechar com PT e PSDB ao mesmo tempo.
E isso ela já vinha sacando faz tempo. No bom artigo publicado pelo nem-sempre-lúcido Sirkis na Folha de domingo retrasado, isso é dito claramente:
No entanto, Marina tem um potencial além do eloquente discurso de primeiro turno para depois arrancar compromissos programáticos.
Ela pode contribuir para a superação dessa abissal fenda da política brasileira: a compulsória aliança das duas vertentes da social-democracia com as oligarquias políticas na busca da governabilidade.
PT e PSDB disputam, como lucidamente notou em certa ocasião o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “quem vai liderar o atraso”.
No instável sistema político-institucional produto do nosso “voto jabuticaba”, proporcional personalizado, ambos dependem do clientelismo e do fisiologismo profissional para governar. Melhor fariam em se aliar em algum momento, mas, como a disputa central se dá entre eles, isso dificilmente acontecerá, e a rivalidade entre eles é feroz.
Nós, verdes, nos relacionamos com ambos e reconhecemos o papel que respectivamente tiveram nos inegáveis avanços econômicos e sociais vividos pelo Brasil desde 1994.
Marina é bem talhada para promover uma nova governabilidade com ambas as vertentes que, enfim, supere essa polarização bizarra, isole o atraso e abra caminho para uma reforma do nosso sistema eleitoral, secando sua dependência do clientelismo, do fisiologismo e do assistencialismo, fontes maiores da corrupção, do excesso de cargos comissionados, do mau uso da máquina pública e da compra de votos, direta ou via centros assistenciais.
O direito de ter um sonho de país e lutar para tirá-lo do papel é inalienável. Os verdes não abrem mão dele, mas também reconhecem que isso transcende suas limitadas fileiras.
Nesse momento, é impossível saber, de fato, se Marina será ou não candidata. É uma decisão difícil, de fé íntima, que há que aguardar.
O caminho político, no entanto, é claro: não é anti-PT. Nossa fraternidade, muito particularmente com o PT do Acre, remonta a Chico Mendes.
Também não é antitucanos.
Bom, se for isso, e se Marina fizer a necessária atualização programática, não tem como não votar nela. Imaginem um governo que tivesse tudo de bom dos últimos quinze anos, em que eu não precisasse aguentar o PMDB, nem o PFL, nem a frente mensalão (PL, etc.): pra mim tá ótimo.
Mas alguém já combinou com os caras? Eu gostaria de ver uma aliança entre PT e PSDB, ainda mais sob inspiração ecológica (é uma espécide de dream team NPTO), mas há diversas dificuldades para isso acontecer:
Em primeiro lugar, PT e PSDB ficaram tanto tempo como as duas forças polarizadas da política brasileira que, provavelmente, os interesses empresariais e corporativos rivais já se alinharam entre um ou outro. Embora a divergência programática entre os dois partidos seja negociável, não sei se esses interesses são acomodáveis. Mas isso é politics as usual, o cara que faz esses acordos sabe que vai ser traído se a maré política mudar, de maneira que talvez não seja o maior obstáculo a nada.
Em segundo lugar, a aliança entre PT e PMDB ainda é mambembe, e o PT nos estados está louco para desfazê-la. Mas a aliança PSDB/PFL é bastante consolidada: na eleição passada o PSDB entregou a prefeitura da maior cidade do país para o PFL, que não teria a menor chance de chegar em sexto concorrendo sozinho. O PFL entraria na base do governo Marina Silva? Se não, aceitaria de bom grado ser marginalizado dessa forma?
Uma coisa que eu tenho achado interessante é o pouco entusiasmo demonstrado pelo Ex-Blog do César Maia com relação a Marina. Embora tenha feito as reverências de praxe na oposição, o Ex-Blog a comparou a Rigoberta Menchu, Nobel da Paz que concorreu na Guatemala e levou um toco miserável. Os pensantes no PFL sabem que, se a aliança agora for PSDB/PFL/alguma coisa meio esquerdosa centrada na Marina, eles perdem espaço rapidamente.
O PSDB, por seu lado, arriscaria essa aliança em nome de uma aposta como a nova coalizão Marina Silva? Uma coisa é os tucanos apoiarem Gabeira em um Estado em que são ridiculamente fracos e o prefeito do PFL não tinha nenhum sucessor natural. Outra é colocar em risco o acordo todo. Posso estar errado, mas vejo mais entusiasmo pela Marina no Aécio do que no Serra, que é o candidato mais orgânico da aliança.
Finalmente, porque o PT, com uma ótima candidata como a Dilma, um governo extraordinariamente popular como o do Lula, e uma oposição batendo cabeça, acharia que é hora de redefinir o jogo todo? Há um motivo, claro, escapar do PMDB, manter o partido nos Estados. Mas isso seria suficiente?
Minha impressão: se um dos dois lados da polarização atual não implodir até 2010, Marina não consegue fazer sua nova coalizão. Posso estar errado, é claro. Mas, mesmo supondo que não ganhe, que papel teria na eleição?
A propósito, o que escrevi acima já revela minha opinião sobre os que falam de Marina como algo contra PT e PSDB, como faz a Istoé essa semana. Não, o Brasil não é só PT e PSDB. Tem também o PFL e o PMDB. Há, é claro, uma enorme diversidade ideológica e política na população, mas, salvo golpe de Estado, é necessário construir a maioria no congresso com o que temos. E, entre os que temos, PT e PSDB são os melhorzinhos.
[Vale dizer, não é óbvio que seria bom se os dois melhores partidos estivessem do mesmo lado; mas isso é assunto para outro post]
4.
Supondo que Marina não ganhe, qual seu efeito na eleição?
Bem, é óbvio que tira voto de Dilma. Não tenho certeza sobre quantos votos tira, e pode ser que sejam bem poucos. Embora não estejamos satisfeitos com as alianças políticas, os eleitores do Lula estão razoavelmente satisfeitos com o governo para não tentar nada de muito diferente, a não ser, é claro, que Dilma imploda e não vá (ou perigue não ir) para o segundo turno.
Em um artigo que jamais poderá ser criticado por ter qualquer qualidade que seja, Danuza Leão argumenta o seguinte:
Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande.
Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.
Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno.
Bem, como seria de se esperar, se Danuza Leão for a estrategista dos caras, não precisamos nem entrar em campo. Imaginem Marina Silva lendo isso e pensando, “Ei, é impressão minha ou ela não está torcendo pra eu ganhar?”, imaginem Serra lendo isso e pensando, “Ah, beleza, vou eu para o segundo turno com alguém que vai ter todos os votos da Dilma e tem mais carisma, valeu mesmo, Danuza”, imaginem Alckmin pensando “Ufa! Não vou ser só eu que vou ter menos votos no segundo turno do que no primeiro”, imaginem o Lula pensando “Uza, Uza, Uza! Viva a Danuza!”.
Como já disse, só acho possível Dilma não ir para o segundo turno se implodir sozinha. Se isso acontecer, acho bom ter a Marina para votar como plano B. Se isso não acontecer, e Marina for para o segundo turno ao invés de Serra, ainda acho que Dilma ganhe, a não ser que Marina faça um excelente trabalho de conversão à responsabilidade econômica (era disso, Danuza, que Regina Duarte tinha medo, e estava 100% errada). Se perder, acho que devemos apoiar seu governo e disputar a hegemonia lá dentro. Mas não sei se precisamos nos preocupar com isso. Se Marina ameaçar Serra, as Danuzas Leão do caderno de política a derrubam.
É possível que Marina force um segundo turno? Sim, mas segundo turno provavelmente vai acontecer, mesmo. E, se for só por causa dela, paciência. O que eu acho é que o eleitorado que sair da Dilma para ela volta no segundo turno. E não sei se algumas pessoas desiludidas com o PT não voltariam a votar na legenda se Marina a apoiasse no segundo turno, o que acredito que faria (posso estar errado, claro). E não sei se a pressão de sua candidatura não forçaria o PT em direções que eu acharia bem-vindas, supondo, é claro, que Marina não concorra como populista ou fanática ambientalista.
Em suma, o pior que o PT pode fazer agora é hostilizar uma provável aliada de segundo turno. Se Marina resolver partir para a ignorância, mudamos de estratégia. Mas por enquanto, a polarização Dilma vs. Marina só interessa a Serra.
5.
Enfim, vamos ver o que a dona sabe fazer.
PS: aproveito para manifestar meu nojo absoluto dos órgãos da grande imprensa falando de Marina como símbolo do PT dos “bons tempos”. Eu era do PT nos bons tempos, e ninguém nessa galera era exatamente nosso amigo.
PSTU: seria ridículo fazer o que o Dirceu sugeriu e pedir o mandato da Marina de volta, mas não me lembro de ver a mesma indignação na época em que o PFL começou com a idéia de pedir mandato de volta.
UPDATE: Hoje no Ex-Blog do CM, começou a porrada mais explícita em Marina Silva.
UPDATE2: No Controvérsias Econômicas, post bacana sobre o assunto.



on Aug 21st, 2009 at 9:51 am
Por que seria ridículo pedir o mandato de volta? Que fato novo ocorreu para que a desfiliação se desse agora? Candidatar-se por outro partido não me parece justificativa válida para a infidelidade.
Ela deveria ter sido punida pelo partido ao abandonar o Ministério (há mais de um ano), da maneira mais politicamente desastrosa para o Governo.
Como candidata à presidência, ela merece menos atenção do que a Heloísa Helena.
on Aug 21st, 2009 at 10:20 am
Sobre a aliança entre PT e o PSDB, o Pomar escreveu um texto não de todo desprovido de razão que lembra que o que opõe PT e PSDB não é apenas a circunstância e a inércia de terem se oposto por tanto tempo, mas projetos de país e sociedade de fato diferentes e opostos. Um é direita e o outro, apesar dos pesares, ainda é esquerda. Ou o PT se neoliberaliza ou o PSDB quebra um pouco pra esquerda, ou não há aliança possível entre essas frentes. Qual será o mais provável?
Confesso que desconheço a situação de BH e do Acre, onde uma aliança entre PT/PSDB parece existir em algum nível, mas desconfio de uma proposta assim em nível nacional.
on Aug 21st, 2009 at 10:21 am
Esqueci do link: http://pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_co...
on Aug 21st, 2009 at 11:53 am
Ótimo artigo, muito equilibrado e com boa argumentação. Só achei curiosa a afirmação de que "PMDB e PFL só podem ser conquistados com os métodos de sempre" – como se PSDB e PT pudessem ser conquistados por métodos outros..santa ingenuidade.
on Aug 21st, 2009 at 12:19 pm
Foi a coisa mais inteligente que li na semana
on Aug 21st, 2009 at 12:25 pm
Ótima análise. O artigo lança o debate "Marina x Dilma x Serra 2010" em bases inteligentes, o que é ótimo e afasta os partidarismos burros.
E parabéns pela porrada na Danuza anta Leão!
Abs
on Aug 21st, 2009 at 12:50 pm
Excelente artigo. Isso sim merecia estar estampado nos principais jornais e websites do Brasil. Isso sim é análise política.
Parabéns!
on Aug 21st, 2009 at 12:57 pm
[...] A Candidatura Marina Silva [...]
on Aug 21st, 2009 at 1:09 pm
Excelente artigo. Escrevi no meu blog sobre os impactos da candidatura Marina. a idéia básica é que salvo a possibilidade (que por mais que te agrade me parece ultra remota) dela ir para o segundo turno sua candidatura muda muito pouco o jogo eleitoral. Como você acho que Dilma só não vai para o segundo turno se implodir sozinha (e se for para isso acontecer que seja antes de sua candidatura se oficializar para o PT sacar um outro nome da cartola – Fernando Haddad é o preferido desde que vos escreve). E num segundo turno é dificil imaginar que mais votos de Marina, Heloisa, etc migrem para o Serra do que os votos que ele naturalmente teria entre os eleitores dessas candidatas em um primeiro turno sem elas.
Abs
on Aug 21st, 2009 at 1:28 pm
Excelente post. Como já escreveram acima, muito acima das Catanhedes, Mervais e Kramers da vida.
Só lamento não comungar com sua esperança de uma aliança PT-PSDB. Não que também não fosse meu mundo ideal em vista da nossa realidade. Mas, ao contrário do que escreveu o André e na linha do que você mesmo registrou, o impedimento de anos de enfrentamento mutuo (no gênero oposição desleal), a consolidação de personalismos opostos (Lula x FHC x Serra) e o enrijecimento de bases sociais próprias com interesses distintos, se não antagônicos (classe média do sul-sudeste x funcionalismo público) bloqueiam a aliança.
Em certo sentido, o próprio post ilustra esta dificuldade. A ideia da aliança entre PSDB-PT aqui no blog me dá a impressão de repetir o que se deu em 93: estamos abertos, mas desde que sejamos a cabeça da chapa. E acho que isso se repete entre a imensa maioria dos poucos petistas que pensam nessa possiblidade. Algum votaria numa hipotética chapa Serra Presidente Dilma vice?
Bom, mas tudo isso, de certa forma, ganha realmente ares de masturbação intelectual, nas palavras do sutil e falecido Serjão, quando me parece já definido que Dilma já ganhou.
on Aug 21st, 2009 at 1:29 pm
Ooops, saiu um "já" a mais acima.
on Aug 21st, 2009 at 1:42 pm
Ótimo texto, acho que esse desejo de se ver livre de PMDB e PFL, também está muito presente no discurso do Ciro. Outro dia assisti uma entrevista do Sócrates com ele em que ele dizia isso com todas as letras. Mas pra uma coisa dessas vingar eu não sei o que seria necessário, sem dúvida nenhum um dos objetivos é reforçar a campanha legislativa mais do qe nunca, mas não só. O problema é a construção de uma aliança anti-atraso. A campanha eleitoral pode ser um ótimo momento pra construção desse discurso.
http://www.youtube.com/watch?v=vbzqRgF0JN4
on Aug 21st, 2009 at 2:14 pm
André, eu acho que seria forçado dizer que a Marina só se elegeu por causa da legenda do PT; os eleitores da Marina seriam traídos se seus votos legitimassem algum outro senador.
E ela não saiu como a HH, completamente possessa, tratando o partido como o que havia de pior na história do universo. É bem mais hábil, e, embora provavelmente perca, é bem mais viável.
on Aug 21st, 2009 at 2:17 pm
André, o texto do Pomar até que tem seus argumentos, mas eu acho que a diferença entre os projetos, embora real, não é antagônica e irreconciliável. O Lula conseguiu redistribuir renda mantendo a política econômica do Armínio Fraga, o Serra provavelmente conseguiria implementar seu programa sem acabar com o BF.
Algumas dessas forças provavelmente voltariam a se separar eventualmente, mas devemos pensar se não valeria a pena sua aliança para reformar nossa governança e implementar algumas mudanças em que se pode chegar a um acordo.
on Aug 21st, 2009 at 2:19 pm
Obrigado pela força, Maurício. Bem, eu acho mesmo que PT e PSDB são menos corruptos que PMDB e PFL, porque tem raízes mais fortes em movimentos sociais, empresariado, etc., e têm que dar mais satisfação a essas bases.
on Aug 21st, 2009 at 2:19 pm
Pô, valeu!
on Aug 21st, 2009 at 2:20 pm
Valeu, João!
on Aug 21st, 2009 at 2:20 pm
Bom, vocês aí lendo já tá bom pra mim, mas valeu!
on Aug 21st, 2009 at 2:31 pm
É por aí, mesmo, vou linkar seu post aí em cima.
on Aug 21st, 2009 at 2:33 pm
É por aí mesmo. Acho que a esperança da Marina é justamente superar o problema da cabeça de chapa.
on Aug 21st, 2009 at 2:35 pm
Lauro, você tem razão, o Ciro tem perfeita clareza disso, já expressou essa idéia em vários momentos. O problema do Ciro é que ele alterna momentos de lucidez que, muitas vezes, só ele tem, com umas besteiras que você não acredita que é a mesma pessoa falando.
on Aug 21st, 2009 at 2:38 pm
E também gosto do Haddad, embora ainda queira ver ele mais vezes nas grandes brigas, pra ver como ele se sai.
on Aug 21st, 2009 at 2:52 pm
Ou seja, provavelmente foi numa noite do primeiro tipo que ele encantou nós sabemos quem…
on Aug 21st, 2009 at 6:24 pm
Nosbons tempos do PT, eu estava em Brasília e o governo acusava a Folha de S. Paulo de ser petista, caro NPTO.
on Aug 21st, 2009 at 6:48 pm
Marina é pior que Heitor!
on Aug 21st, 2009 at 6:50 pm
Fala, ilustre! Bem, o Olavo de Carvalho ainda acha isso, e o Berlusconi já disse que a The Economist era comunista. Faz Parte. Mas acho que a imprensa tende a espelhar a opinião da classe média brasileira, que sonha com uma modernização conduzida exclusivamente por ela, sem participação popular. É legítimo que esse interesse se expresse na mídia, mas quem defender outro projeto (que pode, é claro, ser pior), naturalmente, não vai gostar.
on Aug 21st, 2009 at 6:53 pm
E há outro fator além do viés ideológico: a tendência a procurar histórias simples e com mensagem clara, que tem um bom feelgood factor para os leitores, como "Marina Silva, pessoa honesta, larga aquela podridão toda causada essencialmente pela falta de caráter dos políticos".
on Aug 21st, 2009 at 7:05 pm
Eu não tive saco de ler essa porra toda não, tá maior que post do Reinaldo Azevedo. Mas concordo com vc que a Marina não vale o meu voto se ela seguir com o discurso econômico do PSOL. Aliás, seria um desastre. E tá todo mundo na imprensa romanticamente passando a mão na cabeça de vento dela como a PTista que não se corrompeu… E de que adianta ser incorruptível e uma mula econômica? Preservar a amazônia à custa de jogar o país 50 anos pra trás? Não obrigado. Aliás, eu sou do tipo que acha que se tiver que detonar a amazônia pra desenvolver o país tudo bem, a gente pode sempre bancar uma ong pra preservar as florestas do Senegal e da Indonésia depois!!!
Agora, preciso tirar meu chapéu pra Danuza… dizer que a Dilma Dragão é "mestre em doutorado" me fez dar gargalhadas!
on Aug 21st, 2009 at 7:20 pm
Além disso, me parece claro que seria um grave erro de relações públicas perseguir a senadora Marina, e o pt ficaria com a marca da maldade estampada na estrela.
on Aug 21st, 2009 at 7:26 pm
De fato, estudos mostram que há uma alta correlação entre não conseguir ler texto grande e gostar das coisas que Danuza Leão diz sobre política.
Mas a piada do doutorado foi engraçada, mesmo.
on Aug 21st, 2009 at 7:33 pm
Golpe baixo detected. O aliado Fernando Collor vai bem?
on Aug 21st, 2009 at 7:36 pm
Parabéns, NPTO, análise excelente. Observações todas muito interessantes. Talvez a próxima eleição vá ser bem mais interessante do que se prenunciava até então. A candidatura da Marina Silva poderá trazer novos desafios para os canditos do PT e do PSDB, ao menos no discurso para agradar as classes médias, que progressivamente estão se tornando mais sensíveis aos problemas do meio-ambiente, haja vista a presença incessante do tema nas televisões.
Se o Ciro também se lançar, o que acho que acontecer, teremos uma disputa mais acirrada e perigosa para o PT, pois, a existir um mínimo de lógica nas escolhas eleitorais (o que vem sendo desmentido pelas ciências do da mente e do comportamento), ele deve dividir votos no campo da esquerda.
on Aug 21st, 2009 at 7:41 pm
Peraí, golpe foi, mas não foi baixo, não! Foi maneiro! : ))
E vou só acusar o golpe do Collor, porque você pertence à minoria dos que criticam a aliança com o Collor hoje e não votaram nele em 89.
on Aug 21st, 2009 at 7:43 pm
Exatamente.
on Aug 21st, 2009 at 8:02 pm
Gaius, eu acho justamente que corre o risco do Ciro tirar mais voto da Dilma do que a Marina. Se os dois entrarem, aí já começa a ficar pior pra Dilma, porque perdendo 4% aqui, 5% ali, a coisa fica feia. Mas ainda é cedo para dizer.
on Aug 21st, 2009 at 8:09 pm
Off Topic, aproveito para sugerir um futuro post sobre o livro "O andar do Bêbado", que é bem mais interessante do que o "O Cisne Negro".
on Aug 21st, 2009 at 8:17 pm
Não conhecia, não, vou atrás, valeu!
on Aug 21st, 2009 at 8:25 pm
Concordo que não ficaria bem para o PT, o que torna a discussão sobre fidelidade pouco relevante – embora não fosse injusto o partido querer retomar o mandato.
Mesmo que o eleitor vote no candidato e não na legenda (o que é regra no Brasil, né?) o que é relevante para a avaliação da legitimidade das desfiliação é a relação do mandatário com o partido. Mudar para poder se candidatar por outro é o exemplo clássico de infidelidade não justificada.
A saída do pessoal do P-Sol (e do Gabeira) teve uma coerência política explícita, concorde-se ou não com seus motivos.
Parece-me que o que se está atribuindo à habilidade da candidata explica-se perfeitamente pela condescendência com a qual ela é tratada.
Discordo que ela tenha qualquer viabilidade como candidata, uma vez que dificilmente conseguiria manter a simpatia de quem deseja votar numa esquerda "ideologicamente pura". Mas neste ponto estou só chutando
on Aug 21st, 2009 at 8:39 pm
É importante não essencializar a discussão. Eu até acho que os projetos do PT e do PSDB, a longuíssimo prazo, são irreconciliáveis, pois ambos lidam com um modelo ideal de sociedade – as variáveis tendo a ver com o lugar do Estado, da iniciativa privada, a forma de inserção na política internacional, etc. A curto prazo, também, por causa de todo o ódio e rancor gerados de 1994 até agora. Pelo menos até a geração Lula-Dirceu-Serra-FHC sair de cena, acho difícil aparar as arestas. Mas a médio e meio longo prazo, acho que ambos projetos são mais facilmente factíveis (ou talvez deva dizer factíveis mesmo) através de uma aliança entre os dois. Os dois projetos partem da constatação de que é necessário resolver o passivo social do país, que idéias social-democratas são a melhor maneira de conciliar a democracia que a gente tem com os recursos disponíveis neste momento histórico, etc etc.
on Aug 22nd, 2009 at 3:43 am
Em um artigo que jamais poderá ser criticado por ter qualquer qualidade que seja, Danuza Leão argumenta o seguinte:
Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela -e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo -nem se explicitou-, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande.
Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece.
Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno.
Bem, como seria de se esperar, se Danuza Leão for a estrategista dos caras, não precisamos nem entrar em campo. Imaginem Marina Silva lendo isso e pensando, “Ei, é impressão minha ou ela não está torcendo pra eu ganhar?”, imaginem Serra lendo isso e pensando, “Ah, beleza, vou eu para o segundo turno com alguém que vai ter todos os votos da Dilma e tem mais carisma, valeu mesmo, Danuza”, imaginem Alckmin pensando “Ufa! Não vou ser só eu que vou ter menos votos no segundo turno do que no primeiro”, imaginem o Lula pensando “Uza, Uza, Uza! Viva a Danuza!”.
Esse trecho foi sensacional.
Há tempos não leio nada tão lucido. O texto da Danuzza é piada.
parabens pelo excelente e lucido post.
on Aug 22nd, 2009 at 4:27 am
[...] por Celso Rocha de Barros, a leitura de uma extensa análise sobre esse primeiro momento da candidatura Marina Silva e as possíveis alianças que ela poderá vir a [...]
on Aug 22nd, 2009 at 8:00 am
Eu ainda acho que as diferenças vão além de política econômica/responsabilidade fiscal e do BF.
O Serra topa fortalecer as estatais? Mantê-las estatais? Aumentar financiamento da universidade pública? Dialogar com movimentos sociais e sindicatos sem ter a polícia como intermediária? Ter um modelo diferente de liderança e política externa, principalmente na América Latina? Discutir política de comunicação no Brasil?
Os movimentos sociais e sindicatos ainda colam no PT se houver essa aliança com o Serra? O partido se sustenta sem essa base social diferenciada?
As diferenças são, IMHO, mais do que parecem ser à primeira vista – embora ache que o caráter conciliador do governo Lula tenha afastado a "luta de classes" que o Pomar enxerga no embate PT x PSDB, pelo menos no curto prazo. Também acho que o texto da Marina – e até certo ponto seu post – subestimam o quanto o PSDB se afastou de um projeto social-democrata e se integrou ao "núcleo duro" da direita brasileira, a aliança PSDB/PFL é, também IMHO, bem mais orgânica e mais programática do que a PT/PMDB, por exmplo.
on Aug 22nd, 2009 at 1:53 pm
Por esse papinho furado (corrupção é culpa do Congresso, a culpa é dos eleitores, que não deram 300% das cadeiras no Congresso para o PT, apontar a responsabilidade do presidente nos desmandos do governo dele é errado-já fazer isso na época do FHC é que era certo, mas agora, pensando bem, também era errado-, os eleitores têm que reeleger os senadores, como o Mercadante, que apoiaram a corrupção ou estarão fazendo o jogo do PFL), já se vê que a Dilma não vai mais ser a candidata do PT e dos aliados à presidência. Vai ser o Maluf. Só espero que, até a eleição presidencial, vocês já tenham criado desculpas melhores para malufar porque essas suas são de amargar. Entre os coronéis do DEM/PSDB e a esquerda collorida-malufista, prefiro Marina.
on Aug 22nd, 2009 at 1:55 pm
"aproveito para manifestar meu nojo absoluto dos órgãos da grande imprensa falando de Marina como símbolo do PT dos 'bons tempos'. Eu era do PT nos bons tempos, e ninguém nessa galera era exatamente nosso amigo."
E daí? Sarney, Collor e Maluf também não eram, eram? Vocês superaram o nojo-justificadíssimo, aliás- dessas figuras, não superaram? Agora, são até amiguinhos. A diferança é que o PT de hoje é o dos bons tempos… para Maluf, Collor e Sarney.
on Aug 22nd, 2009 at 10:30 pm
Cara, eu só não seria tão agressivo ao falar "vocês", incluindo o NPTO nesse saco de gatos corruptos. O NPTO é maneiro. Ele contrariou o próprio Partido, o Partido da Boquinha, digo dos Trabalhadores e foi fazer campanha pro Gabeira.
Agora NPTO, Se eu quisesse votar em alguém que acha é preciso agir como Maluf/Sarney/Dilma/Collor/Renan para governar o país, eu não precisaria votar em alguém que vai agir como eles, poderia votar neles mesmo
on Aug 23rd, 2009 at 12:09 am
Ele está dizendo que, a não ser que os eleitores entreguem o Congresso de porteira fechada para o PT, o jeito é continuar se aliando aos corruptos e protegendo-os de punições. Está dizendo que quem aponta a responsabilidade do presidente-Lula ou FHC- nos crimes cometidos pelo governo é uma mula (claro que sim, os "espertos" são os que malufaram). Está dizendo que, se, por ter sido conivente com a corrupção, Mercadante não for reconduzido ao Senado pelo eleitor, a culpa é do PFL, não da falta de caráter que ele mesmo mostrou. Não existe malufista maneiro. Ou se é contra a corrupção ou se é a favor.
on Aug 23rd, 2009 at 12:09 am
Não me lembro agora qual nazista-não, não é comparação entre petismo e nazismo- reclamava que os alemães sib i Regime Nazista "sabiam" e confessavam que os judeus eram maus, mas abriam exceção para os judeus que lhes eram próximos e tentavam interceder por eles. Cada um tinha, segundo esse nazista irritado, seu judeu de estimação, mesmo sendo a favor do extermínio dos outros. Vai ver que o NPTO é assim: pessoalmente, é até contra a corrupção, mas abre exceção para a sua corrupçãozinha de estimação, uma corrupção "do bem", só pela governabilidade, só enquanto os eleitores malvados não entregam o Mundo ao PT. Se ele se esforçar, talvez essa falta de fibra moral o leve à liderança do PT no Senado. Se o Mercadante largar o osso, digo, o sacrifício, claro.
on Aug 23rd, 2009 at 1:14 am
Pois é, SLeo, sempre bom pontuar isso.
Eu, q reconhecia valor no governo FHC e gostava do ex-presidente, sempre achei a FSP um bom jornal, mas, em matéria opinativa, de inclinação petista. Sempre foram muito simpáticos às denúncias e gritarias petistas – e não foram poucas.
on Aug 23rd, 2009 at 1:17 am
Nada a acrescentar ao q foi dito – em síntese, Marina Silva candidata não muda nada, pois o q retira no 1o turno, devolve no 20 -, mas registrar q fiquei uns dias sem aparecer, e vejo essa enxurrada de excelentes posts.
Parabéns, NPTO. Está enfileirando, ao lado do Alon, a minha lista de blogs da Esquerda esclarecida.
on Aug 23rd, 2009 at 2:06 am
Não comparar nazistas com petistas mas comparar judeus com corrupção…mandou bem.
A estrada de tijolos amarelos fica naquele outro blog ali, ó, à direita do careca. Que tal levar seus straw men pra lá?
on Aug 23rd, 2009 at 3:06 am
Não, eu comparei os espertalhões que fingiram professar uma crença porque era conveniente (nazismo, no caso dos alemães comuns sob Hitler), mas na prática sabotavam a execução e espertalhões que fingem professar uma crença porque é conveniente (ética, no caso de quem malufa sem medo de ser feliz), mas estão sempre a postos para justificar o injustificável. Se não fosse a corrupção, o ensino seria melhor, talvez você tivesse aprendido a ler, por exemplo.
on Aug 23rd, 2009 at 3:06 am
Os judeus, certamente, não têm nenhuma ligação especial com corrupção-tal leitura fica mesmo por conta do seu analfabetismo literal e moral -, o mesmo, entretanto, não se pode dizer dos amigos do NPTO: os Sarneys, Malufs e Renans. Mas, claro, tudo culpa do eleitorado malvado, que preferiu dar cadeiras no Congresso aos velhos corruptos em vez de dar aos novos. O desespero dos malufistas de "esquerda" diante do surgimento de uma candidatura que não está identificada com o esgoto moral que domina o Brasil há 15 anos é a melhor propaganda possível para Marina Silva.
Eu até levaria os straw men, mas um deles resolveu continuar na liderança do PT, e os outros estão juntando lenços para o caso do Sarney espirrar.
on Aug 23rd, 2009 at 4:15 am
NPTO,
Uma eventual candidatura Marina pelo PV seria nada mais que uma manobrinha do "atraso", ora aliado a Serra, para prejudicar a candidatura Dilma – enfim, serviria para roubar votos de um eleitorado centrista que ainda está em disputa. O discurso de Marina é bonitinho e interessa nesse sentido, mas, obviamente, se ela ameaçar subir nas pesquisas seria prontamente sabotada porque todos os grupos de interesse ligados ao agronegócio querem ouvir falar no nome dela.
A única coisa positiva que eu vejo na candidatura dela é, justamente, trazer à baila o debate sobre questões ambientais que passaria provavelmente desapercebido com Serra e Dilma sozinhos – e talvez isso justifique sua candidatura.
Quanto à problemática do funcionamento do Congresso Nacional, trata-se mesmo do agravamento de um quadro que em parte decorre do nosso sistema de voto, mas também do dano que os anos de ditadura causaram tanto no modo de fazer política parlamentar quanto no jeito de pensar e praticar a política partidária no nosso país.
Teríamos um Brasil melhor se PT e PSDB estivessem juntos? Eu não sei, sou muito cético em relação ao PSDB – ter piorado mais do que o PT nos últimos dez anos não é pra qualquer um não…A própria degradação política de Serra, acentuada nos últimos anos, me provoca mais pânico ainda.
Venho de uma geração que viu o fracasso do jovem sistema partidário do seu país – sim, inclusive do PSOL que despontou com alguma possibilidade de ser algo, mas está patinando. Por ora, o máximo que eu consigo fazer é torcer para que o PT pare de piorar e pare que o PSOL consiga amadurecer – sobre o PSDB, vejo ele como um PMDB mais coeso ou um DEM mais urbano e nada mais.
on Aug 23rd, 2009 at 1:30 pm
Ha, ha, ha. O desespero dos malufistas-históricos e convertidos- diante da candidatura de alguém que não se comprometeu com a roubalheira é hilária.
on Aug 23rd, 2009 at 3:07 pm
Mas eu apenas usei um straw man, assim como você fez. Em nenhum momento o NPTO *defende* esta forma específica de corrupção, nem é a favor de que exista, ele apenas está diagnosticando e apresentando uma solução, que sob a *sua* ótica é "os eleitores entregarem o Congresso ao PT" quando de fato o NPTO aponta a falha do PT em não *conquistar* maioria.
Pelo menos concordamos que a educação precisa ser melhorada, no seu caso em ambos os significados.
on Aug 24th, 2009 at 3:56 pm
Uma aliança estratégica entre PT e PSDB, talvez fizesse sentido lá atrás, há uns bons 15, 20 anos. Nunca rolou entre outras razões porque ambos os partidos são paulistocentricos, suas bases, e seus quadros mais "importantes", são de SP, onde ambos sempre travaram uma disputa feroz. Algum tipo de acordo a nivel nacional só teria sido possível, se o PT paulista topasse engolir a pílula que sempre receitou às outras regionais (inclusive enfiando o "remédio" goela (ou por outros orifícios) abaixo a seco). Só que as ambições dos caciques locais, inclusive o Luis Inácio, nunca o permitiram. Com isso as querelas paulistas entre os dois sempre ganharam dimensão nacional.
É claro que isso não isenta os tucanos da responsabilidade de terem caminhado alegremente para a aerobicidade neoudenista.
on Aug 24th, 2009 at 3:59 pm
I mean "anaerobicidade neoudenista"
on Aug 25th, 2009 at 2:23 am
Cadê aquele aviso de troll?
on Aug 25th, 2009 at 3:34 pm
Achar que existe possibilidade de aliança PSDB / PT é coisa mesmo da ingenuidade política do dono deste blog, que confunde declarações de intenção com realidade. O PT é o partido da consciência espontânea (sindicalista) da classe trabalhadora brasileira, o PSDB é a expressão da burguesia mais reacionária deste país, que é a paulista, para quem o Homem começa no professor universitário. Não há como se entenderem.
on Aug 25th, 2009 at 5:10 pm
André, acho que a Marina não vai tentar concorrer como esquerda "pura". Mas vamos esperar para ver.
on Aug 25th, 2009 at 5:13 pm
Majestade! Suspeito que a saída de cena da geração seja a senha, mas isso pode acontecer mais rápido que a gente pensa. Quanto às diferenças de concepções, são reais: mas não acho que sejam irreconciliáveis.
on Aug 25th, 2009 at 5:15 pm
André, seus argumentos são bons, mas não sei se o Serra, por exemplo, quer privatizar mais muita coisa, nem se o Lula quer ir mais longe do que já foi na aproximação com a AL. Agora, você tem razão, a aliança PFL/PSDB é mais orgânica que a PT/PMDB.
on Aug 25th, 2009 at 5:19 pm
Valeu, Renata!
on Aug 25th, 2009 at 5:28 pm
I love the smell of troll in the morning.
Fernando, quem já lançou o Maluf como candidato foi o FHC, para o governo de SP, concorrendo com o Covas. Quem não lembra daqueles outdoors?
A propósito, todo corrupto que cai do colo do PT acaba voltando pra casa, como o Quércia, que está fechadíssimo com Serra e Kassab, mas, a crer na cobertura jornalística, nunca mais fez nada errado desde que desmudou de lado.
on Aug 25th, 2009 at 5:29 pm
Valeu, Frank, muito nos honra!
on Aug 25th, 2009 at 5:32 pm
Hugo, não sou tão crítico quanto você com a Marina, acho que devemos dar uma chance e ver se ela mostra a que veio. E não desanima não, véio! Uma hora melhora.
on Aug 25th, 2009 at 5:41 pm
gatoprecambriano (grande nome, btw), acho que a origem do problema é bem essa que você menciona. Mas o que a gente faz agora?
on Aug 25th, 2009 at 5:42 pm
Carlos, coisas mais estranhas já se entenderam.
on Aug 25th, 2009 at 5:46 pm
Rapaz, agora que eu percebi que você vota na Marina. Sinceramente, acha que é uma boa idéia vir aqui afastar da sua candidata os eleitores que, em tese, seria mais fácil ela conquistar? E eu aqui mandando você fazer conta para formar uma maioria. Ê lelê.
on Aug 25th, 2009 at 5:53 pm
Japajato, vá bater em alguém do seu tamanho!
on Aug 25th, 2009 at 6:05 pm
Bem, se você quiser me comparar com alguém que sabotava a execução do nazismo, sinta-se à vontade.
on Aug 25th, 2009 at 6:09 pm
O novo PT venderia a alma ao diabo- menos o Mercadante, que já não tem, e Zé Dirceu, que nunca teve alma ou reflexo no espelho- para impedir a vitória de alguém descomprometido com os métodos sujos que se tornaram a razão de ser da dupla PT/PSDB nos últimos anos. Entre Marina e Serra, no caso dificílimo de Marina conseguir ir longe contra a vontade da Mídia, das elites, dos partidos, etc., eles fecham com o Serra. Já fecharam até com Sarney no Conselho de Ética! A Dilma pode ficar com o voto dos malufistas para ela.
on Aug 25th, 2009 at 6:11 pm
Rapaz, Fernando, essa eu vou deixar passar porque não tem nem graça comentar, mas você acaba de me comparar a alguém que sabota a execução do nazismo.
on Aug 25th, 2009 at 6:12 pm
Fernando, fiz um resumo dos melhores momentos da sua carreira de comentarista e resolvi colocar em um tweet. Assim que conseguir escrever os outros 140 caracteres eu publico.
on Aug 25th, 2009 at 7:07 pm
Ih, chamou de "politicamente ingênuo". Daqui a pouco, vai chamar de pequeno-burguês derrotista. Chamou pra briga.
on Aug 25th, 2009 at 7:18 pm
Hitler e Stalin. Stalin e os Aliados Ocidentais. Hitler e Rohm. Hitler e Chamberlain. Hitler e todo mundo, menos Churchill, que não era bobo. Stalin e todo mundo, menos Trostsky, que, apesar do picador de gelo na cabeça, não era bobo. Caim e Abel. Tiradentes e Silvério dos Reis. Os membros dos Triunviratos. Otelo e Iago. Hamlet e Claúdio. Edson e Tesla. Pelé e seus sócios. Castelo Branco e Lacerda. Pimenta Neves e Sandra Gomide. Enfim, as chances de uma aliança pacífica e duradoura são evidentes.
on Aug 25th, 2009 at 9:51 pm
Sim, mas todos tinham um objetivo concreto e comum que permitiu que a aliança existisse. O PSDB e o PT já FORAM aliados lá atrás, lembram? nas eleições de 1989 e até a queda do Collor, na fase do PSDB pré-FHC. Agora, que ambos são major players, a aliança entre dois projetos de poder opostos fica difícil….
on Aug 26th, 2009 at 9:57 pm
Não me pergunte.
Voltar a ser marisco É FODA!!
on Aug 26th, 2009 at 9:59 pm
E não foi com "picador de gelo", foi com martelo de escalada, btw.
on Aug 27th, 2009 at 2:41 pm
Que tipo de assassino anda por aí com um martelo de escalada? Um alpinista? Não existiam pistolas no México, não?
on Aug 27th, 2009 at 2:52 pm
http://www.sandraandwoo.com/2009/08/27/0089-woo-h...
on Aug 27th, 2009 at 6:58 pm
O que sei da história é que foi com um martelo de escalada, semelhante a uma pequena picareta (por isso nos Congressos estudantis da minha época, o pessoal do HP fazia umas picaretas de papelão para provocar os trotskistas), agora o porque…vá saber. Suponho que ele não conseguiria se aproximar de Trotsky se portasse arma de fogo, tinha que ser algo que parecesse normal, no contexto…enfim, mas isso é especulação. Como eu disse, vá saber!
on Aug 27th, 2009 at 8:30 pm
Eu sei que os trotskistas cuidavam da segurança de Trotsky. Talvez, não sei, até houvesse revistas, mas tenho minhas dúvidas se um martelo de escalada é mais fácil de esconder ou de justificar do que uma arma de fogo. Nem todo mundo portando uma arma de fogo tem más intenções, não sei se o mesmo se aplica a pessoas portando apetrechos de alpinismo sem a intenção de praticar alpinismo. Até imagino como deve ter sido:
Trotskista: O que você ia fazer com essa picareta? Matar Trotsky?
Assassino: Não é picareta, é um martelo de escalada.
Trotskista: Ah, bom, por que não disse antes? Pode passar.
Pois é, martelos de escalada não matam pessoas, Stalin mata pessoas. Muitas pessoas.
on Nov 12th, 2009 at 5:52 pm
Camarada NPTO, lê os artigos 39 e 53 do estatuto do Partido Verde e descobrirás por que o PV não é uma opção séria no cenário político brasileiro.
Não é um inimigo dos verdes quem informa isso: eu fui fundador do PV no Rio Grande do Sul, estive afastado do partido por muitos anos e quando resolvi retornar encontrei aquelas aberrações e decidi permanecer distante – como qualquer criatura honesta com pelo menos dois neurônios funcionais deveria fazer.
on Dec 14th, 2009 at 4:48 am
[...] do pensamento de Gramsci em vários posts, os fichamentos de Keynes e suas análises sobre a possível candidatura Marina Silva para 2010 e o recente caso de corrupção no governo do DF. Em todos os posts, a linguagem simples, [...]
on Jan 23rd, 2010 at 5:35 pm
[...] c) Os principais candidatos à presidência serão Dilma, Serra e Marina. Marina ainda não foi o fenômeno eleitoral que prometia ser, mas esperemos. Ciro está ainda espreitando oportunidades. Marina também inspirou um dos posts mais comentados do ano. [...]
on Mar 5th, 2010 at 2:37 pm
Pois é… eu adoro a Marina Silva e teria dúvidas entre ela e a Dilma… mas o PV… o PV é "Verde" porque não é maduro… um partidozinho que não merece a Marina. O melhor teria sido o PT ter tomado juízo e pedido não a candidatura, mas a Marina de volta… mas agora é tarde.
on Apr 7th, 2010 at 1:54 pm
Falsa, fingida, mentirosa…ela é comprada do governo do PT para destruir o meio ambiente…por traz dessa capa de cordeira tem uma cobra peçonhenta…ela se articulou com o seu lula e dona dilam pra acabar com o ibama e liberar tudo que é obra pra destruir o meio ambiente…