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Livraço se relido: “Discover Your Inner Economist”, de Tyler Cowen

discover your inner economist

A primeira vez que eu li esse livro, achei legal, mas não mais que isso. Me pareceu uma série de idéias meio descoladas entre si, uma espécie de “Almanaque Tyler Cowen de Variedades”. É sempre bom ver um cara inteligente escrevendo, mas não tirei grande coisa da leitura, não.

Relendo pra fazer a resenha, achei bem melhor. É um livro estranho que deixa no leitor a impressão clara de que (1) economistas são muito, muito loucos, (2) como propõe o Cohen, a maneira de pensar de economista nos fornece umas técnicas de reconhecimento de padrões que podem ser bacanas,  (3) tem coisas que não podem ser encaradas dessa forma, mas é importante justificar porque elas são assim, e delimitá-las adequadamente, e (4) no fundo, muitas das questões mais profundas a respeito de nossas vidas se relacionam a quando agir racionalmente e quando fazer outra coisa. E um livro que tem a frase “”Salvar o Mundo” é algo que terá que esperar até o capítulo nove” merece meu respeito.

Não vou contar o livro todo, é um negócio cheio de coisas interessantes, como a hipótese de que os países com melhor comida são aqueles com maior desigualdade de renda (vários dos trabalhadores capazes custam bem barato, há uma elite que consome pratos caros) – e, sim, o Cowen gosta muito de comer no Brasil (que merda). Vou só comentar rapidamente três pontos que me pareceram especialmente inspirados.

1.

Quando se deve aplicar incentivos financeiros? Leiam o livro para a argumentação, mas a resposta do Cowen é:

1. Dê recompensas financeiras quando o desempenho depender crucialmente de esforço extra: por exemplo, se o cara da Amway (alguém lembra daquilo?) não se esforçar para vender aquelas tralhas, não vai vender nada. A cada hora em que ele realmente se esforçar para encher seu saco até você ceder só para ele ir embora, ele vende mais. Por isso, faça a recompensa dele depender de quantos sabe-se-lá-o-que-vem-naquele-vidro ele conseguir vender.

Lendo isso, fiquei meio cético com a possibilidade das bolsas de doutorado subirem a partir de certo ponto. É óbvio que você tem que se esforçar que nem um corno pra escrever uma boa tese, mas, sejamos honestos, boa parte é a idéia que você teve. Se eu dobrar a sua recompensa você não vai ter uma idéia duas vezes melhor.

2. Dê recompensas financeiras quando o estímulo interno (pessoal, íntimo) para fazer a tarefa for pequeno. O cara que sabe fazer poesia gosta de fazer poesia. Você não precisa pagar muito para ele fazer poesia, porque para ele a coisa em si já oferece certa recompensa (isso não quer dizer, vejam bem, que ele sempre aceitará fazer de graça). E se você pagar ele por verso, há uma boa chance de ele parar de fazer bons poemas curtos e passar a fazer horrendos poemas intermináveis. Note-se que, nesse caso, o incentivo financeiro não só não ajuda como atrapalha, pois a substituição da motivação interna pela externa prejudica o resultado final. O Cowen afirma que a maioria dos experimentos para pagar os alunos para tirarem boas notas foram um fracasso.

3. Dê recompensas quando ganhar dinheiro for um sinal de sucesso. Não sei se vocês já conheceram alguém de mercado financeiro, mas uma coisa que fica clara é que para eles ganhar dinheiro é muito mais do que abrir mais possibilidades de gastar com coisas de que eles gostam. Ganhar dinheiro é um sinal de sucesso, assim como ser muito citado é sucesso para um acadêmico, ou fazer muitos gols é um sinal de sucesso para o Romário. Uma aplicação interessante: adolescentes americanos aceitam trabalhos braçais ao invés de fazer tarefas domésticas por pagamento porque receber a grana do McDonald’s sinaliza independência, mas receber a mesma grana dos seus pais, não.

4. Cuidado para não travar as pessoas oferecendo recompensas altas demais. Sejamos honestos, qualquer centroavante profissional consegue converter um pênalti 9 em 10 vezes. Mas quando o cara vai bater na final da copa do mundo, ele sabe que ali decide-se, entre várias outras coisas, se o salário dele ano que vem vai ter 4 ou 7 algarismos. Isso pode baixar a performance dele. Nessa parte o Cowen lembra bem do clássico da ficção científica “o jogo do exterminador”, certo, certo, não vou estragar a diversão de quem ainda não leu (vale a pena). Quem aqui se saiu tão bem na defesa da tese quanto na vez em que explicou seu argumento para um colega durante o café?

O conselho final: nenhum incentivo funcionará se tirar das pessoas todo o controle. As pessoas precisam se sentir no controle de algo. O adolescente não quer trabalhar por grana para os pais para não ceder mais controle ainda do que ele já cede. Nós poderíamos pagar lutadores de vale-tudo para nos encher de porrada se não cumpríssemos nossas próprias metas, mas não fazemos isso (bom, eu não faço), porque não queremos perder o controle dessa forma. Muitas vezes essa necessidade de estar no controle nos ferra a vida (tell me about it, diria eu), mas é um fato incontornável, e qualquer arranjo que ignore esse fato vai dar merda.

2.

O capítulo sobre cultura é o melhor, sem dúvida nenhuma. O Tyler Cowen é, para quem conhece o Marginal Revolution, um sujeito ridiculamente culto, que evidentemente passa o dia inteiro consumindo cultura, de Bach a Rock Indie Brasileiro. É colecionador de pintura Amate mexicana, e de bandeiras de Vodu haitianas (é sério).

Você vê que o cara é sinistro quando ele escreve, após definir a escassez relevante (dá-lhe Inner Economist) no consumo de cultura como a escassez de atenção e tempo:

I am a fervent bibliophile, but I find it hard to read for more than eight hours running

O típico cara com esse perfil (bem, não sei como é o típico colecionador de bandeiras de Vodu, mas, enfim) está na faculdade de humanas e é meio esquerdoso (mas adepto de alguma variante de progressismo que é tão complexa que ninguém sabe direito qual sua aplicação prática). O Tyler Cowen, por outro lado, é um economista liberal, pró-mercado, e blogueiro.

Um desafio para os defensores do mercado é justamente defender o que o mercado moderno faz com a cultura. Assistindo TV aberta, por exemplo, é fácil ter a impressão de que há uma competição para ver quem faz o programa mais tosco e baixo nível. Não é que não haja coisas excelentes sendo produzidas, mas se você compara isso com, sei lá, Bach, ou a Capela Sistina, ou Goethe, a comparação não é muito favorável à cultura recente.

Na verdade, a coisa é mais complexa, porque também é muito mais fácil ter acesso aos clássicos da literatura, baixar livros ou sinfonias na Internet, ter acesso a um número incrível de obras de arte e relíquias arqueológicas na web ou em exposições intinerantes, viajar (ainda é caro, mas é muito menos caro do que já foi), enfim, todas aquelas coisas das quais um bom homem da Renascença gosta.

O problema é que é difícil resistir à tentação de simplesmente desfrutar o que você já quer, ao invés de se deixar conduzir através das novas experiências que a cultura mais erudita, ou simplesmente, a cultura a qual você não está acostumada (estrangeira, associada a outro grupo social, música religiosa, etc.) proporciona.

Isso é óbvio quando se trata de sua vontade de ver a Beyoncé cada vez mais pelada nos clipes, mas também é uma influência forte na sua tendência a procurar produtos culturais que reforcem sua auto-imagem (o “fator eu” de que fala o Tyler Cowen). Em geral, certos tipos de produto cultural são associados a certos grupos sociais. Qual grupo mais provavelmente vai gostar de Rock Indie, universitários ou motoboys? E de música gospel? E de jazz? A cultura moderna oferece uma infinidade de elementos para você construir sua própria identidade, mas é tão fácil que você corre o risco de ficar preso nessa identidade para sempre.

Se você quiser isso, beleza, mas se quiser ser um “bilionário cultural”, eis a sugestão do Cowen: o consumo cultural sempre vai ter uma dose de “fator eu”, algo como “o quanto isso serve para o que eu já sou”. Dose o “fator eu” na razão inversa do quanto cada forma de cultura já esteja voltada para sua satisfação.

Por exemplo, música: a indústria musical vive de vender música pra você. Por isso ela puxa seu saco, e tenta desesperadamente lhe fornecer o sexo e a violência com que sonhavam nossos antepassados na savana matando uns aos outros com cascas de coco e tentando estuprar nossas tataravós. Ela também tenta reforçar sua auto-imagem: compre esse disco de jazz e seja sofisticado o suficiente para dar em cima dessa mitológica top model consumidora de alta cultura aqui do nosso anúncio. Nesse caso, é importante tentar contrabalançar o “fator eu” e se abrir para outras experiências. Tente cultura diferente da associada à sua auto-imagem: erudita, estrangeira, super-popular, religiosa, e nessa vá construindo sua própria pessoa mais ou menos permanentemente. Algum estranhamento será inevitável. Isso é bom.

Por outro lado, museus não são feitos pra você. São feitos para agradar os doadores de grana e obras, que querem status; os museus são feitos para fornecer uma aura de sofisticação aos doadores, e você andando pelos corredores com cara de conteúdo é só parte dessa mercadoria que está sendo oferecida a outras pessoas, não você. Nesse caso, sinta-se livre para adicionar mais “fator eu” à experiência: entre nas salas e escolha, em cada uma, qual você gostaria de roubar. Imagine que você tem um orçamento x (sei lá, 30 milhões de dólares) e selecione uma cesta de compras em um catálogo de leilão. Há outros conselhos desse tipo, todos divertidos.

Livros muito sofisticados tampouco foram escritos para os consumidores. O autor os escreveu para outros escritores, ou para críticos de arte, ou, se bobear, para si mesmo. Sinta-se livre para desrespeitar as intenções do autor, aumente o volume do “fator eu”. Concentre-se em um só personagem do livro, leia fora de ordem. E, se perceber que não tem nada pra você ali, largue sem cerimônia. O Cowen cita o Samuel Johnson (grande fodão: organizador do primeiro dicionário da língua inglesa) dizendo que só lhe servirão as leituras que te disserem algo. O resto é babaquice (tradução livre NPTO).

Esse negócio de largar no meio foi uma das coisas mais comentadas no livro. O Cowen larga mais livros que termina, sai no meio de quase todos os filmes, e por aí vai: o tempo e a atenção são escassos e devem ser empregados no que parecer mais provável de gerar retornos  - não só em satisfação, mas também em crescimento, note-se. E note-se também que, em se tratando de cultura, essas duas coisas não são tão facilmente separáveis.

3.

Há um capítulo sobre sinalização e outro sobre auto-engano. Ambos são bons, mas aqui eu acho que o Cowen tende a superestimar o quanto conseguimos controlar essas coisas.

Por exemplo, no capítulo sobre sinalização o Cowen se coloca o seguinte problema, de crucial importância na história da filosofia: como parecer bacana na hora de aplicar uma cantada? Conclusão SPOILER:  dê sinais que alguém que não tenha as qualidades desejadas pelo outro acharia difícil simular. Por exemplo, uma roupa de marca sinaliza riqueza, mas muito menos que um Porsche. Pois o mundo está cheio de caras que gastam tudo que têm para comprar uma roupa cara e sair com ela para a  noite. Mas, mesmo se o Porsche for o mesmo caso, foi bem mais caro, e o estudante de sociais que se meteu na festa do colega que fazia finanças na GV (não, não, era só um cara parecido comigo) pode ter comprado a roupa, mas não vai comprar o Porsche. A chance de alguém se apaixonar por uma foto no Orkut é menor do que a dele se apaixonar por uma menina que ele vê dançando em uma festa, porque não é tão difícil assim tirar uma foto boa na vida.

Tudo bem, legal, mas a conclusão é que o melhor é ser o que o outro quer, mesmo, e sinalizar de acordo. Sejamos honestos, todos estávamos procurando uma dica para trapacear, né não? E, antes que minha mulher me bata, não estou falando de cantada: estou falando do sem-número de vezes em que é muito, muito importante parecer algo (como em entrevista de emprego). Um exemplo no livro: você é preso por engano por terroristas no Líbano que acham que você é agente da CIA. Sinalize que não é. Né fácil, não.

Da mesma forma, o auto-engano.O livro faz referência a um dos meus resultados científicos favoritos: os pessimistas são mais capazes que nós para analisar situações objetivas (por exemplo, fazem apostas mais racionais em loterias de laboratório). Mas subestimam dramaticamente sua própria capacidade de intervenção. No exemplo do Cowen, os deprimidos fazem grandes diagnósticos sobre o mundo, mas superestimam dramaticamente a probabilidade de continuarem deprimidos para sempre.

Daí que é uma boa você se achar menos porcaria do que é (tell me about it, diria eu). Compensa essa tendência da objetividade de vir acompanhada de auto-subestimação. Eu posso dizer pra vocês que pra mim alucinações a respeito de minha própria capacidade, no geral, ajudaram (embora por vezes, como por exemplo, quando se trata de entrar em briga, possam causar um problema ou outro). Não tem praticamente nada que eu tenha feito de interessante que eu não tenha tentado exclusivamente por subestimar o quão difícil seria (e por continuar tentando obssessivamente depois de ter me metido na roubada).

Mas não sei se dá pra ensinar as pessoas a exagerarem suas próprias capacidades sinceramente (porque eu realmente, realmente acredito nas besteiras que eu acho sobre mim mesmo; nem quando eu prestei pra Oxford, nem quando eu prestei duzentas coisas pras quais eu não passei, por vezes vergonhosamente, eu tive dúvida de que ia passar). O cara lúcido, acho eu, vai continuar sendo lúcido, eu vou continuar sendo eu.

Claro, não estou dizendo que não tenhamos nenhum controle sobre auto-engano ou sinalização. É óbvio que você pode prestar mais atenção nos sinais que está transmitindo à sua significant other, e é claro que você pode tentar prestar menos atenção em alguns dos seus próprios defeitos (ou nos de sua significant other). Mas não acho que devamos criar muita expectativa a esse respeito.

4.

Em resumo: um livro que te dá a oportunidade de ficar pensando em todas essas coisas interessantes não pode deixar de ser bom, e esse não deixa.

PS: e o livro ainda tem o brinde de apresentar ao leitor Robin Hanson, o amigo esquisito do Tyler Cowen, professor de economia na mesma universidade, estudioso de sinalização, evidentemente inteligentíssimo, e, bem, um sujeito que paga 2 mil dólares por ano para que sua cabeça seja congelada depois que ele morrer. Em seu último post (é óbvio que um maluco desses não ia deixar de ter blog), afirma que, se continuarmos crescendo economicamente como nos últimos tempos, ao final dos próximos dez mil anos cada átomo disponível à raça humana (suponhamos, por exemplo, todos os átomos no raio de um milhão de anos-luz) terá que sustentar cerca de 10 elevado a 140 seres humanos (supondo que tenham o padrão de vida de hoje em dia). Maneiro!

PSTU: uma aplicação interessante desse negócio de Inner Economist, pensar em termos de incentivos, etc. Resolvi que não vou ler nenhum livro enquanto não terminar as resenhas atrasadas. Vamos ver se consigo.

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16 Comments on “Livraço se relido: “Discover Your Inner Economist”, de Tyler Cowen”

  1. #1 Tiago
    on Sep 23rd, 2009 at 11:04 am

    Aí eu já não entendo: "O Cowen afirma que a maioria dos experimentos para pagar os alunos para tirarem boas notas foram um fracasso."
    Esse não deveria ser um dos casos em que, segundo Cohen, usar incentivos financeiros funciona?
    1) O estímulo interno é baixo para a maior parte dos aluno (se não fosse, não pensariam em como estimulá-los mais).
    2) Esforço extra elva a resultados melhores.
    3) O que deveria ser o maior estímulo- se preparar para obter sucesso na vida- é abstrato para boa parte dos alunos, pois as consequências estão relativamente distantes no futuro.
    4) O dinheiro, nesse caso, não apresenta as distorções do caso dos poetas porque a poesia pode tomar formas diferentes, mas os resultados nos estudos são medidos pelas notas. A não ser que se trapaceie, não existe um jeito "errado" de conseguir boas notas.

  2. #2 Tiago
    on Sep 23rd, 2009 at 11:07 am

    "Nós poderíamos pagar lutadores de vale-tudo para nos encher de porrada se não cumpríssemos nossas próprias metas, mas não fazemos isso (bom, eu não faço), porque não queremos perder o controle dessa forma. "
    Ah, bom. Não querer ser reduzido a uma papa espalhada pelo chão do escritório não tem nada a ver com isso:)

  3. #3 Pedro
    on Sep 23rd, 2009 at 11:11 am

    "PSTU: uma aplicação interessante desse negócio de Inner Economist, pensar em termos de incentivos, etc. Resolvi que não vou ler nenhum livro enquanto não terminar as resenhas atrasadas. Vamos ver se consigo."

    Não sei se vai ser bom para você, mas certamente os leitores agradecem. Suas resenhas são muito boas. Parabéns!

  4. #4 João Paulo Rodrigues
    on Sep 23rd, 2009 at 12:52 pm

    Tem algo que vc mencionou en passant que eu não entendi: o Tyler se refere à "boa comida" como ingestão de calorias e quantidade de alimentos ou como boa culinária? Porque se for boa culinária, não dá para explicar como boa parte dos países mediterrâneos e pelas redondezas têm menor desigualdades que os países anglo-saxofônicos (apud colega de departamento que é sociólogo) ao mesmo tempo de um rango bem mais maneiro. Aliás, muito mais maneiro.

  5. #5 NPTO
    on Sep 23rd, 2009 at 1:22 pm

    A referência é à culinária, mesmo. Não sei se ele se refere ao caso do Mediterrâneo, vou olhar. Se não me engano, ele diz que nos países ricos hoje em dia o que sustenta as cozinhas de restaurante bacana são os imigrantes.

  6. #6 NPTO
    on Sep 23rd, 2009 at 1:28 pm

    Hehehe, bem, suponho que você só contrate os caras para te fazer cumprir promessas possíveis de serem cumpridas (e o medo de virar uma papa seria justamente o que te faria cumpri-las).

  7. #7 NPTO
    on Sep 23rd, 2009 at 1:31 pm

    Valeu, Pedro

  8. #8 Pablo
    on Sep 23rd, 2009 at 2:18 pm

    Entendo bem o que ele fala de cultura. Meus amigos não entendem como posso em um dia ouvir David Guetta, no outro Iron Maiden e no outro estar escutando Puccini ou Bizet.

  9. #9 Tiago
    on Sep 23rd, 2009 at 3:54 pm

    Pode ser. Pensando bem a idéia é boa: precisamos de alguém para nos proteger de nós mesmos. Quem melhor que lutadores de vale-tudo? Mas e o caso dos alunos pagos para conseguir boas notas? Pelos argumentos de Cowen, esse tipo de experiência não deveria ser um sucesso?

  10. #10 NPTO
    on Sep 23rd, 2009 at 5:06 pm

    Ainda bem que você perguntou de novo, porque não estava conseguindo responder no Intense Debate logo depois do seu comentário. Os caras descobriram que o incentivo financeiro tirava a motivação interna dos bons alunos, e, no longo prazo, sem motivação interna para estudar não há dinheiro que resolva. O Cowen especula, entretanto, que em vizinhanças muito excluídas, em que o incentivo interno (dada a realidade da vida da molecada) é muito baixo, talvez funcionasse para melhorar um pouco.

  11. #11 Tiago
    on Sep 23rd, 2009 at 8:20 pm

    Muito obrigado pela resposta. Vivendo e aprendendo…

  12. #12 Zamba
    on Sep 25th, 2009 at 10:18 pm

    Te contar uma coisa: economistas não são muito loucos, são muito inteligentes. Acho que nossa ciência é muito desafiadora e exige uma capacidade de abstração muito elevada. Outra coisa: Tyler Cowen é um gênio, dê muita atenção a ele. Uma dica: ele tá lançando um livro de macroeconomia e outro de microeconomia, escritos em linguagem muito simples. Vale a pena conferir! abraços

  13. #13 NPTO
    on Sep 25th, 2009 at 10:50 pm

    Zamba, o cara ser muito louco e muito inteligente não são coisas mutuamente excludentes, muito pelo contrário. E aqui todo mundo gosta de economia e, em especial, do Cowen (já vou botar outra resenha dele por esses dias).

  14. #14 Antonio Santos
    on Sep 28th, 2009 at 1:39 am

    Se você não publicar logo as resenhas eu vou juntar um bando de 5 comentaristas frequentadores e te encher de porrada.

    Estimulante?

  15. #15 Tiago
    on Sep 28th, 2009 at 11:31 am

    Poderíamos pagá-lo para publicar as resenhas, mas isso não daria certo porque escrever posts-como fazer poesia- depende da motivação interna. E, se pagássemos por palavra, ele encheria linguiça. Dismal science indeed.

  16. #16 Japajato
    on Sep 28th, 2009 at 8:35 pm

    Já sei!!!! Poderíamos incentivar o NPTO com biscoitos Globo! Dessa forma ele teria de equilibrar o conteúdo das resenhas com o prazo de postagem, senão os biscoitos ficarão murchos (pagamento adiantado é o cacete). Teríamos de encontrar o "biscoito/parágrafo ratio" ideal, é claro, mas isso é de menos.

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