É na marcha de 12 de Setembro, chamada por um imbecil da Fox News. Vejam fotos:

Imaginem a vergonha desse moleque quando ele entender o que estava dizendo. E é claro que o Obama é comunista:

Vejam que o cara não se conforma em dizer que o cara é igual ao Stalin: ele é o Stalin+Fidel+Hitler+Lenin. Beleza. E os blogueiros americanos estão batendo cabeça pra entender o que quer dizer esse cartaz com a presidente do Congresso, Nancy Pelosi:

Bom, não sei o que o cara queria dizer (“Astroturf”?), mas acho que é um caso clássico de “esse deixa que a natureza marca”. A impressão que dá é que Pelosi está olhando para os manifestantes e, com grande perceptividade, pensando, “Nazis!”.
E é lindo ver o partido dos bons costumes em atitude tão respeitosa:

Falando sério, isso é muito feio. Na nação mais poderosa do mundo, em meio à maior crise econômica desde 29, um movimento de extrema-direita está ganhando impulso. Ainda é bem artificial e minoritário (a propósito, a popularidade do Obama subiu de novo). Mas só precisa de um cara com uma arma para jogar o país no caos. E, make no mistake, esses caras querem matar o Obama.
Isso não é o momento inicial e idiota de um novo movimento, como foi Seattle (que acabou não dando em nada). Não é um molequinho cagando nas fraldas porque ainda não sabe ir no banheiro. Isso é um velhote terminal cagando pra fora das fraldas geriátricas num último gesto antes de expirar. Isso não é Seattle, isso são as Brigadas Vermelhas no final dos anos 70, desesperadas porque o momento 68 tinha passado, e eles não tinham mais lugar no novo período. Lembrem da merda que deu aquilo, e rezem para os seguranças do Obama serem melhores que os do Aldo Moro.


on Sep 14th, 2009 at 5:01 am
"Astroturfing" é um termo para movimento pseudoespontâneos gerados por organizações para fazer lobby. Por exemplo, uma empresa que abra vários blogs e twitters para falar bem de seus produtos como se fossem consumidores, o que ande por caixas de comentários e Orkuts falando com contas falsas.
Considerando isso, eu deduziria que o cartaz com a Pelisi quer dizer que… ah, ok, ainda não dá para deduzir nada.
on Sep 14th, 2009 at 11:44 am
É bom que Obama leve a sério seu plano de fazer um governo suprapartidário, pois cada vez mais acho que depende dele o futuro do Partido Republicano. Se ele alijar demais os Republicanos, eles vão escorregar cada vez mais para uma direita histérica, paranóica e inconsequente, capaz de um novo Oklahoma.
on Sep 14th, 2009 at 3:23 pm
Agora é definitivo, vou juntar minhas tralhas e ir morar nos EUA: sem essa de 50% de imposto de importação nos eletrônicos e o "Cansei" dos americanos é mais hilariante do que o daqui.
on Sep 14th, 2009 at 4:06 pm
Japa
Não vá.
Vai que eles comecem a caçar estrangeiros.
Esses caras não são hilários, são perigosos dementes.
Pelos cartazes se vê que não entendem nem de alhos nem de bugalhos.
Historicamente cegos. Politicamente grosseiros.
Eles estão mais para SA do que os originais alemães.
Vai na 25 de março que os preços das gadgets estão quase iguais aos de lá.
Aqui no Brasil é bom, cara. Tem muitos racistas, mas são todos envergonhados.
on Sep 14th, 2009 at 4:09 pm
Nêpê u should take a luk: Fascist America: Are We There Yet?.
Scary.
on Sep 14th, 2009 at 6:09 pm
E para quem, como eu, é monoglota:
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sara-robi...
on Sep 14th, 2009 at 8:45 pm
Aquele cartaz com as fotos dos maiores vilões da história ( =P ) me lembrou de uma discussão sobre o Hitler ser de esquerda e não de direita…hahah… que coisa não?
on Sep 14th, 2009 at 9:02 pm
Esse texto da Sara Robinson é excessivo. Sim, esses imbecis são coisa séria, mas minha dúvida é se a sociedade americana já não se tornou semi-protegida contra esses proto-fascismos.
on Sep 14th, 2009 at 9:24 pm
Ela discute isso na parte 2, e na parte 3 (infelizmente acho que não tem traduzido Adroaldo).
O problema que ela aponta é que, quando não dá mais para ter dúvidas, já estamos diante do pelotão de fuzilamento. Ou seja, é tarde demais. Daí a necessidade de identificar os sinais com antecedência, e matar (METAFÓRICAMENTE falando) o ovo da serpente antes que ele choque.
on Sep 14th, 2009 at 9:43 pm
Esse texto é bem interessante mesmo. O texto em que ela se baseia -do Paxton- é muito bom e esclarecedor. E um pouco atemorizador.
Por isso, ainda acho que cabe ao Obama não deixar o Partido Republicano "escapar".
on Sep 14th, 2009 at 10:28 pm
Li as três partes. Não querendo dar uma de Chamberlein, acho que o risco é menos grave do que ela faz parecer. De todo modo, precisaria estar lá nos EUA (e, bem, ela está e eu não) para afirmar com certeza. O risco de sempre é a polarização exacerbada dos debates, o que acaba tornando grande o risco de ingovernabilidade. E numa dessas um Huckabee qualquer ganha em 2012, ou o núcleo extremo dos Republicanos fica over representado na Câmara em 2010.
on Sep 15th, 2009 at 12:19 am
Realmente, sem estar lá pra sentir o clima, fica difícil ter uma ideia clara do que ocorre, mas o fato de a Fox dar palco pra todo tipo de maluco de direita um pouco mais articulado é o que complica as coisas. A Fox virou a voz da direita -inclusive daquela raivosa e inconsequente-, uma parcela nada ignorável da população CRÊ na Fox, e é aí que mora o risco….
on Sep 15th, 2009 at 4:22 am
Nisso viria em boa hora a mudança do logo da 20th Century Fox para "19th". Ou para "20th (at 33's Germany)".
on Sep 15th, 2009 at 7:50 pm
Realmente algo de muito novo está acontecendo nos EUA. Não coloco isso na conta da FOX. Americanos são diferente de latino. Se não entender isso nunca vai entender americanos.
Zombar da manifestação é mole, mas não conseguir interpretar é um erro pior ainda. Depois Obama perde a maioria na próxima eleição do Congresso e ninguém vai entender porque…
Vai dizer que a culpa é da FOX.
Eu poderia dizer isso também: “uma grande maioria da população acreditou na CNN e na MSNBC”.
E seria uma idiotice tão grande quanto.
Ora bolas, é só ir no Google imagens e digitar “Bush Hitler” e encontrarão dezenas de imagens iguais.
Mas como é com o Obama a coisa muda de figura.
O que é difícil para nós latino é conviver com divergência. Americanos convivem com divergência bem melhor que nós. Por incrível que parece.
A verdade é que o gato que foi vendido como lebre começa a demonstrar sua fragilidade. E francamente TODO o discurso de Obama era frágil. A diferença que ele estava disputando contra Bush e qualquer um perto de Bush é melhor.
on Sep 15th, 2009 at 8:03 pm
O que se deve analisar é que dois milhões de pessoas foram protestar. Não os cartazes bobocas (e aqui concordo com todos os comentários). Tenho outras fotos do mesmo protesto em que os cartazes dizem outras coisas muito mais sensatas.
on Sep 15th, 2009 at 11:20 pm
Concordo em parte. Não é bem uma questão de não entendermos as divergências (estou longe de ser um petista, acho até que me defino em boa parte entre os conservadores), mas o fato do que é apoiado por essa turma.
Sabem, não fiquei "chocado" com a soma Stalin-Hitler-Lenin-Fidel (por que não o Mao, hein, tchurminha? Será que estão com medo da China?). Fico mais chocado com uma criança usando aqueles penduricalhos do Exército (como é que chama aquilo mesmo?) e uma camisa pedindo para que voltasse o Macarthismo.
Depois disso vem mais uma onda de radicalização e, então, uma tentativa de assassinato do presidente. Vai ver os extremosos acham até que é certo, já que o Obama tentou "resgatar" (ao menos retoricamente) o legado de Lincoln e Kennedy…
Sem contar que são duas coisas diferentes, não acha? Bush ser comparado a Hitler por conta de uma guerra injusta é muito mais próximo da realidade do que Obama ser comparado a Stalin+Hitler+Lenin+Fidel por conta de uma… reforma do sistema de saúde que visa proteger 40 milhões de pessoas sem condições!
Entendo as dúvidas, os medos e as incertezas quanto a essa reforma. Não entendo e não tolero comparar o Obama a Stalin por conta dela. Assim como sempre achei um exagero ridículo comparar Bush a Hitler, assim como acho que o São Paulo será campeão de novo, etc.
on Sep 16th, 2009 at 3:31 am
Não entendi Pablo. O que é que de "muito novo está acontecendo nos EUA" na sua opinião? Os caras que perderam a eleição querendo zerar o relógio, e voltar ao que o país era em 12/09/2001, sob Bush? Assim como se NADA tivesse acontecido, e o Governo Bush não tivesse sido o desastre que foi?
Não sei se estamos falando da mesma coisa.
No momento estamos discutindo se é só isso, anaeróbicos maus perdedores ressentidos , ou coisa pior: a possibilidade de se estar assistindo ao inicio de um movimento fascista nos EUA, caracterizado por algo mais do que uns malucos carregando uns cartazes idiotas. Sem falar das armas automáticas.
on Sep 16th, 2009 at 3:58 am
BTW que eu saiba Obama disputou contra John McCain, o qual, aí sim, tinha que carregar o peso do legado de Bush Jr.
Mas porque é que o legado de Bush Jr era tão pesado mesmo?
on Sep 16th, 2009 at 11:41 am
Sumiu um comentário meu, ora pois. Este site ficou com sequelas da recente morte?
on Sep 16th, 2009 at 2:25 pm
Pablo, não foram 2 milhões. Foram 70 mil. Esse número aí foi um furo — não no sentido jornalístico — da Michelle Malkin.
Confira aqui: http://mediamatters.org/columns/200909140039
on Sep 16th, 2009 at 2:39 pm
Claro, dois presidentes e um candidato a presidente assassinados mostram otimamente a convivência pacífica com a divergência.
on Sep 16th, 2009 at 3:25 pm
Foram três, na realidade: Lincoln, McKinley e Kennedy. E lembrem-se ainda do assassinato de M. Luther King.
Isso para não falar na forma como os suprematistas brancos se apossaram dos legislativos do sul ao final da década de 1870.
on Sep 16th, 2009 at 3:43 pm
Não considero que queiram o estilo de governo Bush de volta. Até porque ele não representava nem mesmo uma grande parcela do conservadorismo (nem falo dos liberais clássicos). Não compactuo com sua opinião.
O que me parece é que você revoga totalmente o direito dessa parcela de protestar contra algo eles acreditam.
Lembro que Obama foi eleito pelo voto popular por 52,9% da população americana. Mas McCain recebeu 45,6%. Quase 60 milhões de americanos NÃO votaram em Obama.
Os "perdedores ressentidos" fazem grande parte da população americana. E é isso que deve ser reconhecido por Obama. E ele sabe disso.
E não é não. Para os americanos a comparação é justificada. Para essa parcela o aumento do poder do Estado (e diga-se de passagem vem de muito tempo desde Roosevelt passando por Reagan e Buhs Jr.) é motivo suficiente para compara-lo a Stalin, Lenin etc… etc…
on Sep 16th, 2009 at 5:14 pm
"….aumento do poder do Estado…".My ass!
Essa turma que é contra o aumento do poder do Estado, na Economia bem entendido, não vê nenhum problema no aumento do poder desse mesmo Estado sobre a vida privada das pessoas.
Acham que o Estado não pode regular o sistema financeiro, ou a saúde pública, mas pode dizer a seres humanos adultos com quem podem casar, com quem podem fazer sexo, e como, e o que podem ingerir. E, alguns, não poucos, no limite querem inclusive dizer para que Deus orar e de que modo.
É a isso que se está criticando, não ao direito desses lunáticos expressarem suas maluquices. Aliás, o mesmo direito que os lunáticos tem de comparar Obama a Hitler temos nós de chamá-los de doidos. Ou não Pablo? É de mão única?
on Sep 16th, 2009 at 5:28 pm
É verdade. Erro meu.
on Sep 16th, 2009 at 5:57 pm
Nossa, agora está parecendo a ressurreição da caixa de cometários do Pedro Dória!
Dando pitaco: é óbvio que os lunáticos da extrema direita têm o direito sagrado de expressar suas ridicularias para que possamos dar boas risadas.
Mas, infelizmente, os doidivanas não ficam só nisso. Lembrem-se do que acontecia nos comícios do McCain e da já saudosa Sarah Palin: a galera berrava a plenos pulmões: Kill him! (e o him em questão não era o Bill do filme).
Há muito tempo que há uma profunda divisão nos EUA, com o nordeste e a costa do pacífico representando áreas com tendências “liberais” e democratas e grande parte do centro tendendo para o “conservadorismo” e republicano, com algumas áreas divididas. O velho Francis chamava esse pedaço do país de Flying Over Territory.
O mais triste é ver um americano jovem clamando pelo maccarthismo, um dos episódios mais vergonhosos da história americana. A mensagem do moleque é clara, queremos um regime forte, autoritário.
O ídolo desse povo só pode ser antigo condestável do Bush II, Dick Cheney.
on Sep 16th, 2009 at 7:29 pm
Pois é. Querem a volta do macartismo e depois falam em "aumento do poder do Estado"….
on Sep 16th, 2009 at 7:52 pm
Os EUA não são fáceis de analisar. Por exemplo a Califórnia. Votou em um republicano, mas votou em peso em Obama, mas votou contra o casamento gay. Mas esse republicano aprovou leis "progressistas" quanto ao meio ambiente e aumento de impostos.
Coisa de louco! rs
on Sep 16th, 2009 at 8:00 pm
Caramba, a facilidade de fingir que não se entende o que o outro fala é impressionante. No principal, o Pablo me pareceu bastante razoável: entre meia dúzia de camisas (meia centena, enfim) quase metade da população não optou por Obama. O estrondo feito pela mídia americana à esquerda (a única que o brasileiro médio já ouviu falar) não pode ser parâmetro, e daí a surpresa quando vêem um protesto desses. "Só pode ser coisa de redneck, olhem essas camisas do Obama-Stalin". Bem, isso é tão parte da direita quanto "Bushitler" é mantra na esquerda, como lembrou o Pablo. A esquerda, que é muito mais afeita a protestos de rua e a passar a mão na cabeça do monte radicais que aparecem, não deveria se escandalizar tanto – ou deveria, ao menos, se manifestar em relação aos seus próprios radicais. Só óleo de peroba resolve.
Só um obs., ao contrário de muitos comentaristas e um e outro blogueiro "cool", o NPTO já deu vários puxões de orelha nos caras que estão do lado ideológico dele, é claro que a falta de simancol que mencionei não se aplica a ele.
on Sep 16th, 2009 at 8:37 pm
Olha, pra mim o grande problema é que essa parcela doida da direita americana não hesita na hora de pegar em armas e resolver à bala suas questões, enquanto, salvo falha minha, a porção à esquerda apenas sai nas ruas gritando seus bordões inocentes.
Os minute men que caçam chicanos na fronteira sul dos EUA são uma boa amostra de onde pode chegar essa histeria toda quanto ao Obama.
on Sep 16th, 2009 at 9:06 pm
Até entendo que os nativistas vigiem a fronteira contra estrangeiros: um deles pode até virar presidente
)))))
on Sep 16th, 2009 at 9:07 pm
os aliens, para não ficar dúbio.
on Sep 16th, 2009 at 11:12 pm
"Não considero que queiram o estilo de governo Bush de volta. (…) Não compactuo com sua opinião."
Claro que não querem. Eles querem McCarthy de volta.
O resto da sua resposta é pura retórica, e digo isso sem nenhuma pejoração. Note que você aceita que há uma parcela da população que acha "motivo suficiente" a mudança do Health Care para afirmar, assim, na base do descalabro mesmo, que Obama é comparável a vários assassinos em massa da História. Por favor, se você não acha essa opinião extremista, fico medo de seu conceito de extremista.
Essa história de "quase metade do país não votou em Obama" é besteira. Bush Jr. ganhou uma eleição roubada e ninguém o comparou a Hitler até ele resolver jogar bombas no Iraque.
on Sep 17th, 2009 at 1:59 am
Até aí….NENHUMA sociedade complexa é fácil de analisar, vamos combinar?
Um republicano da California ou de NY é provavelmente mais liberal (no sentido estadunidense do termo) do que um democrata da Geórgia, p.ex. So what?
Não é disto que se trata.
on Sep 17th, 2009 at 5:15 am
Na verdade, foram quatro. Faltou o presidente James Garfield. Três republicanos e um democrata (JFK). Se depender da preferência de 3/4 dos assassinos, o histórico é mais perigoso para o GOV.
on Sep 17th, 2009 at 12:45 pm
É isso, enquanto nossos anaeróbicos gritam anonimamente em caixas de blogs que temos (quem?) mais é que jogar umas bombas nesses terroristas (mexicanos, árabes, russos, chineses, etc) de merda. Os anaeróbicos de lá realmente jogam as bombas.
on Sep 17th, 2009 at 12:49 pm
A direita facista dos EEUU me preocupa, é verdade, mas me preocupa muito mais a direita facista brasileira travestida de democrática, ética e, agora, de ambientalista. Quem é a direita facista brasileira ? Onde ela está ? Notas para esse blog.
on Sep 17th, 2009 at 1:09 pm
Isso é de um extremismo tão bocó quanto o mostrado no post. "Direita fascista" agora é a Marina Silva e o pessoal do PV? Menas, gente, bem menas.
on Sep 17th, 2009 at 1:13 pm
hein?
on Sep 17th, 2009 at 2:12 pm
Igor, assino embaixo o seu comentário.
É natural o sujeito indignar-se de modo mais – digamos – enfático com os excessos dos "outros" – de modo q até justifique post, como esse aqui no NPTO. Mas pera lá: em uma discussão mais serena por aqui, na contraposição de argumentos na caixa de comentários, fica meio bobo negar (ou minimizar, argumentando q era/é "diferente" por causa disso, daquilo e daquilo outro) q, no frigir dos ovos, extremistas de um e outro lado dizem e pregam as maiores barbaridades.
on Sep 17th, 2009 at 5:01 pm
Meu deus, voltem no primeiro comentário, acho que do tal gato precambriano, leiam o texto que ele postou e o texto do paxton e parem de usar "fascistas" pra qualquer tipo de coisa!!!!
on Sep 17th, 2009 at 7:19 pm
Não sei o que soa mais idiota "anaeróbicos" ou "fascistas".
on Sep 17th, 2009 at 8:09 pm
"Anaeróbicos" é, evidentemente, uma gozação com Reinaldos Azevedos, Olavos de Carvalhos et caterva.
Já "fascismo" não tem nada de engraçado, nem de idiota, e deve ser levado muito a sério.
on Sep 17th, 2009 at 8:29 pm
Igor T. – UFA…
O que eu queria dizer com "algo novo acontecendo" é justamente que a parcela americana chamada de "conservadora" não é lá muito feita a passeatas e afins. Aliás, assim como no Brasil.
É normal para todos que gente de esquerda tomem as ruas, façam seus protestos, digam suas palavras de ordem coisa e tal.
Agora quando alguém de direita faz é um escândalo, são facistas, é a elite (o que nos EUA é mais ridículo ainda. Se alguém conhecer um banqueiro americano que não seja democrata de carteirinha – motivos óbvios – por favor me apresente. George Soros apoiou quem?), são os "cansadinhos".
Em outros cartazes diziam exatamente isso: "Silence is consent. Can you hear us now?".
Há quem diga que essa polaridade seja ruim.
Eu considero que essa polaridade…melhor, a alternância no poder dessas polaridades fizeram os EUA se tornarem a nação mais importante do mundo.
on Sep 17th, 2009 at 9:04 pm
Heh
on Sep 17th, 2009 at 10:45 pm
João, comeram meu comentário. Foram 4. Faltou o James (?) Garfield. 3 Rep. e 1 Dem. (JFK). Estatisticamente, presidentes do GOV são mais alvo de morte do que os azuis.
Abs,
on Sep 18th, 2009 at 12:52 am
A direita sempre marchou em prol de causas meio malucas nos EUA. Isso de dizer que a direita nunca sai às ruas lá é balela….eles sabem muito bem protestar contra casamento gay, aborto, direitos civis. Vejam a vitória acachapante que tiveram na California contra o casamento gay: uma vitória da retórica da direita, feita com muito barulho, por sinal. Mas, como eu disse, não é haver polaridade o problema, até porque, em um sistema bi-partidário, polarização é necessária, mas sim o fato de que a direita mais aguerrida, mais “militante”, é como ter um Reinaldo Azevedo 10 mil vezes pior e com colhões, porque eles incentivam, com todas as letras, a violencia contra os adversários, e, eventualmente, um maluco acaba fazendo merda. Grande forma de se exercer a polarização, não?
on Sep 18th, 2009 at 3:09 am
Ninguém deu a entender que "a direita nunca sai às ruas", apenas que a esquerda é mais identificada com esse tipo de manifestação que o contrário. Aliás, é notabilizada por isso. Faz parte do jogo "fazer barulho", inclusive quando é o outro lado que faz isso, embora poucos aceitem o fato da regra valer para os dois.
Sobre os aguerridos, fala sério. Muito longe de mim aliviar a barra de KKKs e etc, temos mais é que malhar qualquer ação desse tipo. Mas vamos então falar de Black Panthers, Brigada Vermelha, Baader-Meinhof… Pois é, a regra do espantalho também vale para os dois.
on Sep 18th, 2009 at 4:11 am
Pô, Igor, mas a diferença básica entre uma pessoa sensata e uma pessoa imbecil é justamente a de ver que jogador ruim é ruim seja no meu time ou no seu (para usar uma metáfora futebolística…). Esse pessoal do "macarthismo-que-legal" não chegou ainda ao ponto de um Baader-Meinhof. Mas a tentação autoritária é gigante neles. Se não se convertem em uma KKK é por falta de espaço dentro da sociedade. Por isso não sou tão negativo quanto a Sara Robinson, com todas as ressalvas que fiz acima.
Eu realmente aceito a regra para os dois, se é que me entende. Acharia muito justo que fizessem uma marcha contra a mudança no sistema de saúde. Mas há limites. Acho besta comparar Bush a Hitler, mas acho que há mais elementos hitleristas, por assim dizer, na conduta do Bush do que há elementos castristas (ou leninistas, ou stalinistas…) na conduta do Obama. Isso me lembra aquela noção do Idelber, às vezes mal aplicada, da falsa simetria. É exatamente isso que vejo. Não há simetria entre Bush e Obama. Este vai ter que piorar muito até poder ser comparado com aquele.
PS: não fica bem usar como argumento o fato de que "vamos então falar dos grupos viiolentos similares da esquerda". Besteira. Se a cada crítica que eu fizer contra a direita eu tiver que descer a lenha na esquerda, eu desisto.
on Sep 18th, 2009 at 6:43 am
"Imaginem a vergonha desse moleque quando ele entender o que estava dizendo."
O problema é a maior chance é que esse moleque jamais sinta vergonha do que estava dizendo. Dado o ambiente familiar em que ele se insere, mais os reforços vindos dos seus pares no grupo social do qual dependerá para obter aceitação na adolescência, é altamente provável que ele não somente não se envergonhará disso como ainda radicalizará essa posição.
on Sep 18th, 2009 at 6:45 am
(Faltaram os dois pontos após "o problema é".)
on Sep 18th, 2009 at 12:31 pm
É claro que há diferenças enormes entre Bush e Obama, principalmente porque o segundo mal chegou e começou a lidar com crise financeira que estourou agora, e o primeiro já saiu de dois mandatos, um atentado terrorista (o mais grave que apareceu) e duas guerras. Não foi disso que falei. Retomando, disse que 1) Metade da população não votou por Obama, a impressão de unanimidade quase absoluta costuma ser falseada pela falta de referências do brasileiro médio. 2) Daí se espantar com essas manifestações, que, sim, simetricamente, na esquerda e na direita, aparecem malucos. 3) A esquerda, que é mais habituada a esse tipo de situação, não deveria ficar espantada com os radicais que aparecem, uma vez que sequer se dão conta dos seus. 4) A histeria ao ver um histérico deveria valer para os dois lados, mas esse não é o comportamento habitual, então devo concluir que o problema não é o radicalismo, mas o lado dele.
Vinicius, não foi uma turba de só de malucos, foi um monte de gente querendo protestar contra políticas fortíssimas em seu país: o cara veio, mal chegando, querendo mudar o sistema de saúde quase de sola (entendo que precise ser reformado, mas isso é outra história), dá uma quantidade enorme a banqueiros, estatiza instituições de uma hora para outra. A crise o forçou a isso? Há controvérsias, mas de qualquer modo foi tudo goela abaixo. É óbvio que haveria, alguma hora, protestos dessa natureza. E em todos eles aparecem radicais. E digo mais, mesmo entre os extremistas, há uns e há outros.
on Sep 18th, 2009 at 12:31 pm
É claro que há diferenças enormes entre Bush e Obama, principalmente porque o segundo mal chegou e começou a lidar com crise financeira que estourou agora, e o primeiro já saiu de dois mandatos, um atentado terrorista (o mais grave que apareceu) e duas guerras. Não foi disso que falei. Retomando, disse que 1) Metade da população não votou por Obama, a impressão de unanimidade quase absoluta costuma ser falseada pela falta de referências do brasileiro médio. 2) Daí se espantar com essas manifestações, que, sim, simetricamente, na esquerda e na direita, aparecem malucos. 3) A esquerda, que é mais habituada a esse tipo de situação, não deveria ficar espantada com os radicais que aparecem, uma vez que sequer se dão conta dos seus. 4) A histeria ao ver um histérico deveria valer para os dois lados, mas esse não é o comportamento habitual, então devo concluir que o problema não é o radicalismo, mas o lado dele.
Vinicius, não foi uma turba de só de malucos, foi um monte de gente querendo protestar contra políticas fortíssimas em seu país: o cara veio, mal chegando, querendo mudar o sistema de saúde quase de sola (entendo que precise ser reformado, mas isso é outra história), dá uma quantidade enorme a banqueiros, estatiza instituições de uma hora para outra. A crise o forçou a isso? Há controvérsias, mas de qualquer modo foi tudo goela abaixo. É óbvio que haveria, alguma hora, protestos dessa natureza. E em todos eles aparecem radicais. E digo mais, mesmo entre os extremistas, há uns e há outros.
on Sep 18th, 2009 at 1:14 pm
Aliás, alguém me explica de onde veio o termo "anaeróbico"?
on Sep 18th, 2009 at 1:14 pm
fredk – Desculpe-me mas é um enorme erro dizer que quem é contra o casamento gay e aborto são apenas de direita. Há um enorme contingente de gente que se considera de esquerda, tanto nos EUA quanto no Brasil que é contra essas duas coisas. Principalmente gente de esquerda que é ligada à Igreja. Agora mesmo o PT usou todo o peso do seu código de ética contra dois parlamentares por esse motivo.
Sobre os direito civis nem vou comentar, achar que uma pessoa de direita é contra os direitos civis é de uma alienação total. Os maiores defensores dos direitos civis eram (e são ) liberais. Dentro da divisão (idiota diga-se de passagem) entre direita e esquerda esses se encontra na direita.
E fica muito difícil falar em direitos civis de pessoas de esquerda quanto compactuam com Cubas, Coréias, Chinas e etc…
on Sep 18th, 2009 at 1:15 pm
Aliás, da mesma forma que conheço gente de esquerda que não tolera o regime cubano, conheço gente de direita que abomina pessoas como Bush (e eu sou um deles). Então cuidado com generalizações.
Até porque os mesmos malucos que na Califórnia votaram contra o casamento gay, votaram em Obama.
Ou será que eles só são de direita quanto fazem aquilo o que você não concorda?
on Sep 18th, 2009 at 2:06 pm
Vinicius #49, perfeito o seu comentário. Lembro que o sentido original do post é o de que estas manifestações são o canto do cisne da ultradireita republicana, e não o início de grande movimento.
Só pessoas desinformadas poderiam achar que a vitória de Obama foi fruto de algum consenso ou “unanimade absoluta”.
Quanto ao entrar de sola para propor reformas, infelizmente, não há outro meio. O momento propício para qualquer governante propor reformas é no início do mandato, quando conta com alta popularidade e expectativas favoráveis.
Pode-se, é claro, formular críticas ao programa de reforma do sistema de saúde de Obama, mas chamá-lo de socialista é pura e simplesmente uma imbecilidade. Valesse a ideia, o único país não socialista seriam os Estados Unidos da América do Norte.
O grande mal do direitismo americano é que ele sem tem duas únicas ideias: reduzir impostos (mas sempre de preferências dos ricos) e reduzir o tamanho do Estado. É óbvio que tal par de ideias não dá conta da complexidade do mundo atual. Aliás, sobre o ponto, recomendo a breve e prazeirosa leitura da coluna do Lucas Mendes no site da BBC do Brasil sobre o Francis Fukoyama.
on Sep 18th, 2009 at 2:50 pm
"O grande mal do direitismo americano é que ele sem tem duas únicas ideias: reduzir impostos (mas sempre de preferências dos ricos) e reduzir o tamanho do Estado."
Já que a torrente de comentários nos obriga, eventualmente, a mudar de assunto, gostaria de comentar essa passagem do Gaius. Fica fácil criticar a direita (ou qualquer coisa) quando é uma invenção dos outros, né? Nesse caso, uma redução pra lá de ruim. Detalhe: a última coisa que Bush fez, para ficar só nele, foi reduzir o Estado.
"É óbvio que tal par de ideias não dá conta da complexidade do mundo atual."
É óbvio que tal par de idéias não dá conta nem da direita america, Gaius. Vamos parar com os espantalhos, senhores.
Sobre a simetria que o Vinicius reclamou… bem é mais fácil chamar Obama de socialista (já realizou a maior estatização que os EUA já viram e tem esse gigantesco plano para a saúde na cabeça) do que chamar fulaninho de fascista porque está fazendo Tea Party, como vimos, inclusive, nos comentários daqui.
on Sep 18th, 2009 at 4:13 pm
Desculpe, mas não há um, UM, caso de um esquerdista -dentro do limite aceito pelos EUA para essa palavra- dando um tiro em alguém ou colocando bomba em algum lugar. Se vamos discutir as besteiras armadas da esquerda em outro lugar, acho que aqui não é o momento propício. Mas nos EUA, essa porção política sai sim às ruas, mas sem uma pregação atual de ódio ou coisa do tipo.
Pablo, o conceito de liberal se aplica à direita quando se fala em economia, mas os Republicanos são claramente conservadores em termos políticos. A KKK era de direita. Vá lá ver na história americana o que a direita fazia nas décadas de 1950, 60, 70. Vá lá ver qual era a posição de parte considerável da direita sobre direitos civis. Bom, não precisa ir longe: veja qual foi a opinião da direita sobre direitos civis depois do 11/09. É claro que nem toda a direita é terrorista, assim como nem toda a esquerda.
on Sep 18th, 2009 at 4:14 pm
Quanto à California, sim, foi um estado azul, mas a campanha da direita para reverter a decisão anterior sobre a união gay foi pesadíssima, e não excluo o fato de ela ter conseguido isso em parte com votos democratas. Mas a vitória é conservadora.
O aborto, a união civil gay são pautas da esquerda progressista, e isso é inegável. Há, claro, aquela porção ultraliberal política e economicamente que apoia tais pautas, mas essa porção não tem representação mínima pra se fazer ouvir.
on Sep 18th, 2009 at 4:42 pm
Mas o Bush cortou impostos SÓ na porção mais rica da população. Além disso, se não diminuiu o tamanho do Estado, não foi em prol da presença deste nos setores defendidos por Democratas, mas sim por causa de gastos elevados em guerras absurdas e na vigilância paranóica.
Salvo engano, foi o governo Bush que aprovou um plano de U$ 800 bi. E quando o Estado não tomou as rédeas, o que aconteceu foi o Lehman Brothers.
Já Obama injetou mais grana, mas ficou à cargo de seu governo o plano econômico, uma ação que fosse mais do que simplesmente dar dinheiro aos bancos. As opções eram a estatização total -defendida por gente como o Krugman e o Stiglitz- ou a compra do ativos podres -o plano efetivamente adotado. Ninguém apresentou outra alternativa pluasível que não fosse essas duas. Dentro das possibilidades, até que Obama não foi tão socialista assim, certo?
on Sep 18th, 2009 at 4:50 pm
Bom, Igor, vá reclamar da formulação com o Francis Fukuyama. Vendo os discursos do McCain, o principal mote sempre foi o dos impostos, e muito pouco além disso.
Onde foi mesmo que eu disse que o Bush diminuiu o tamanho do Estado? Eu disse que isso era simplesmente um lema, representa a ideologia do partido, que é repetida ad nauseam pelos divulgadores `populares americanos´, os radialistas malucos, e a FoxNews, que, se não fossem pelas belas loiras, seria totalmente intragável. Mas teve lá seus momentos, como as participações do Hitchens sobre seu livro deus não é grande, imperdível e que ainda pode ser vista no youtube.
Por outro lado, os desafios com que se deparou a administração Bush o obrigaram a deixar de lado este ideário e tomar medidas concretas para salvar a economia do colapso. Nesse aspecto, ele tem que ser lembrado como tendo coragem tomar medidas contra a crise, ainda que frontalmente contrárias a seus credos e discursos.
Lembro, ainda, que o indefectível Dick Cheney, o antigo condestável, andou atirando contra Bush, acusando-o de ter se tornado frouxo no fim do governo.
Também acho que é estúpido ficar chamando o Bush de Hitler ou fascistas. Essas associações só servem para banalizar o sentido desses termos e para, de alguma forma, relativizar toda a monstruosidade que representaram os grandes tiranos facínoras do nosso tempo (Hitler, Stalin, Mao et caterva).
on Sep 18th, 2009 at 4:51 pm
1) Só para ficar nUM, nUM, exemplo: Lee Harvey Oswald, que matou JFK, era comuna.
2) Para ficarmos nas posições do Partido Republicano, Lincoln era do GOV e lutou contra vários democratas a respeito da escravidão, mesmo ao preço de uma Guerra Civil. Difícil dizer que outro partido tenha feito mais pelos negros. Se você quer falar de grupelhos cá e lá, falemos, mas vamos botar em perspectiva mais real e informada da coisa toda.
on Sep 18th, 2009 at 5:19 pm
Lee Oswald matou um dos mais progressistas presidentes americanos, e nunca se soube os motivos dele. Ou ele escreveu em algum lugar que o fez a mando da URSS??
A divisão dos EUA nesse período dava-se mais entre sul escravocrata e norte industrialista. Por isso, não são poucos historiadores norte-americanos a dizer que os EUA nascem efetivamente com a Guerra Civil, possibilitando, inclusive, o desenvolvimento ideológico dos partidos.
Quanto a que partido fez mais pelos negros, só sei que o Republicano vilipendiou o voto negro em 2000, enquanto os Democratas implementaram os avanços nos direitos civis no século XX. Os Democratas, não os republicanos.
on Sep 18th, 2009 at 5:26 pm
Caro Igor T.,
Vamos ver a história completa. O Partido Republicando realmente nasceu como uma dissidência antiescravista dos partidos democrata e whig, tendo como principal bandeira justamente o abolicionismo e a modernização.
Até os anos 1930, os negros votam massissamente nos republicanos.
A maré mudou quando emergiram as questões dos direitos civis dos negros, bandeira que foi empalmada por Roosevelt e pelos democratas.
O Lee Oswald era um lunático (conclusão oficial).
E o único presidente morto por questões políticas foi o Lincoln. O assassino do McKinley parece outro doido vagamente inspirado por anarquistas.
on Sep 18th, 2009 at 5:52 pm
Nesse caso, gostaria que você aplicasse as proporções que eu dou às coisas apenas às minhas ideias e/ou opiniões. Acho, como já disse várias vezes aqui, um exagero dizer que se forma um "estado (assim mesmo, em minúscula) fascista" nos EUA. O que há é a manifestação de um autoritarismo, um totalitarismo e de uma insensatez ideológica nestas manifestações do neo-Teabag (e, ora pois, não são todos que assim são, é uma minoria que, aos poucos, vem pautando o debate). Se deixassem o Estado na mão dessa turma, nem o democrata mais republicano deixaria de ser perseguido. Sem contar muitos republicanos, etc, etc.
De todo modo, novamente você incorre em um erro grande de argumentação. Prefiro pensar que foi erro, pois é sacanagem demais se foi de propósito. Você compara ações efetivas (proposta de reforma, bailout) com algo próximo de um "comportamento pessoal". Como se eu dissesse que o Serra é mais nazista (por ter proibido o fumo) do que um skinhead-ich-liebe-Hitler que ainda não espancou ninguém por pura falta de oportunidade.
Portanto, novamente você estabelece uma… falsa simetria!, ao comparar ações governamentais que se aproximam muito porcamente do socialismo com uma manifestação pedindo a volta de um período de exceção e acusando o presidente de ser igual a quatro facínoras.
on Sep 18th, 2009 at 6:09 pm
"Mas o Bush cortou impostos SÓ na porção mais rica da população." Onde é que você viu isso???
Preste atenção ao mito 10
http://www.heritage.org/research/taxes/bg2001.cfm
on Sep 18th, 2009 at 6:22 pm
Sobre o partido Republicano ser o bastião dos direitos civis no século XX, digo duas coisas: Ato Patriótico e Comitê de Atividades Antiamericanas/Maccarthismo.
on Sep 18th, 2009 at 8:05 pm
Preste atenção ao congresso americano:
http://www.nytimes.com/2007/01/08/washington/08tax.html
on Sep 18th, 2009 at 8:17 pm
http://www.nytimes.com/2009/09/16/opinion/16wed1….
Ok, ok, o NYT é um jornal de linhagem Democrata.
Vamos ver o que a Economist tem a dizer: http://www.economist.com/world/unitedstates/displ...
É longo, mas muito interessante. Leia tudo até chegar à parte sobre os cortes de impostos.
on Sep 18th, 2009 at 9:44 pm
> "O que há é a manifestação de um autoritarismo, um totalitarismo e de uma insensatez ideológica nestas manifestações do neo-Teabag"
1) Só se "totalitarismo" no meu dicionário estiver com a definição errada. Acho absolutamente fora de proporção.
> "Você compara ações efetivas (proposta de reforma, bailout) com algo próximo de um "comportamento pessoal"."
2) Claro que não, eu só disse que 99% desse pessoal tinha, cada um, suas motivações e revoltas absolutamente normais no debate político. 1%, que é o pessoal das fotos selecionadas, são retardados. Não confunda as coisas.
>"Como se eu dissesse que o Serra é mais nazista (por ter proibido o fumo) do que um skinhead-ich-liebe-Hitler que ainda não espancou ninguém por pura falta de oportunidade."
3) Sinceramente, não faço a mínima idéia de como você chegou a essa conclusão.
>"Portanto, novamente você estabelece uma… falsa simetria!,
4) Por favor, basta reler o que escrevi.
> "ao comparar ações governamentais que se aproximam muito porcamente do socialismo com uma manifestação pedindo a volta de um período de exceção e acusando o presidente de ser igual a quatro facínoras.""
Novamente:
5) Não estou dizendo que chamar Obama de Stalin é bonitinho. Estou dizendo que a esquerda faz coisas similares de montão, em maior número e grau. E é, inclusive, famosa por esse tipo de protesto.
6) Se alguém quer arrancar os cabelos e soar o alarme, beleza. Mas faça isso quando o seu lado ideológico faz o mesmo – o que não acontece. Então, tratem de achar o radicalismo dos outros normal, já que passam a mão nos carinhas extremistas que estão na base da esquerda. Quem não faz isso, é cara de pau.
7) Nenhuma comparação tem simetria absoluta – se essa é a tua exigência, é falácia. Estou falando de proporções, de tangências. Isso está mais para isso, do que isso está para aqui. Se for verdade, ponto.
Já identifiquei um problema sério na sua visão da coisa: você acha que todos os manifestantes são farinha do mesmo saco, mesmo. Que são "totalitários" etc. Se você parte desse ponto, qualquer debate será inútil, pois não há campo comum para isso. O que acho sobre o assunto está no ponto (2)
Abs,
on Sep 18th, 2009 at 9:54 pm
Não me importo de mudar o assunto de vez em quando para se chegar a algum ponto, mas discutir o bail-out agora está fora de questão para mim.
on Sep 18th, 2009 at 10:03 pm
Pelo menos concordamos em absoluto com seu último parágrafo.
E, novamente eu só respondi a esta sentença:
"O grande mal do direitismo americano é que ele sem tem duas únicas ideias: reduzir impostos (mas sempre de preferências dos ricos) e reduzir o tamanho do Estado."
É verdade que o discurso de vários polítcios rep. é baixar impostos. E, sim, discurso. Mas você não identifica o que chama de direitista. Se for uma campanha sei lá de quem, pode ser, depende. Se for a direita em geral, é claro que não é só isso. Como não encontrei um sujeito claro no que você quis dizer, acho que meu exemplo contrário se aplica.
on Sep 18th, 2009 at 10:13 pm
Lee Oswald era um lunático E comunista. Você disse que não havia exemplo de esquerdista algum matando, armado, soltando bombas, etc. Não é verdade, e só precisei dar o maior contra-exemplo disso. Ou vou começar a responder que, digamos, esquerdistas fanáticos não são direitistas, são lunáticos. Sã as duas coisas. Política é um catalizador natural de malucos, por isso não se julga a instituição pela exceção.
…
Pois é, a maré mudou. Mas mudou mais de uma vez, e para os dois lados. Se só enxerga a maré mudando para o seu lado, quando convém, fica difícil.
on Sep 19th, 2009 at 12:39 am
O cara veio de sola porque ele foi eleito para vir de sola. Não era "change" o mote?
Bush, por outro lado, veio de sola muito além do mandato: começou uma guerra justa e outra complicada; alterou toda a política externa e as doutrinas militares de décadas contra parte de seu partido, dos próprios neocons, do Congresso e da maioria dos militares; forçou políticas de fundo religioso na educação contra boa parte do país; interviu como poucos presidentes na academia e na produção científica; buscou instaurar a tortura como princípio legal; criou princípios esdrúxulos de direito (?) international rasgando compromissos históricos baseados na constituição; interferiu na máquina pública, revelando nomes de agentes secretos e demitindo funcionários que não concordavam com diretrizes questionáveis; mentiu ao Congresso; buscou criar uma excrescência constitucional quando inventou que todo ato presidencial é legal apenas por ser ato presidencial, mesmo que contrarie as leis etc. etc. etc. Obama precisaria ser beeeeem mais à esquerda para ser simétrico a Bush.
Isso para não falar que nenhuma manifestação de esquerda que me lembre consegue ser tão ignorante ao fazer uma equação juntando Hitler, Stalin e Fidel. No máximo usará a figura de Hitler.
on Sep 19th, 2009 at 1:05 am
1. Pô, Igor, na boa, essa é demais. Comunista?
2. Bom, os democratas que eram contra os direitos políticos e civis no sul ficaram democratas até 1964. Depois viraram republicanos, na sua maioria. E os republicanos a favor dos direitos dos negros foram escorraçados na limpeza de 1877, quando o republicano Rutherford foi eleito após acordo entre as lideranças republicanos e democráticas que rifou os negros do sul, momento a partir do qual os republicanos viraram as costas ao legado de Lincoln. Ou seja, entre 1877 e 1964, democratas e republicanos foram igualmente racistas, muito embora Roosevelt tenha feito algumas medidas a nível federal, como a dessegração nas FFAA.
on Sep 19th, 2009 at 4:52 am
Isso parece o O'Reilly dizendo que Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot fizeram o que fizeram porque eram ateus.
Lee Oswald não fez o que fez em nome de uma ideologia. Ele não matou Kennedy em nome do marxismo, ou da URSS, ou a mando da esquerda radical -hahahaha- norte-americana. Na verdade, ninguém sabe porque ele fez isso. Daí a conclusão, inclusive oficial: lunático.
Já o Timothy McVeigh explodiu um prédio do governo por razões ideológicas e políticas bem claras, assim como os minutemen caçam chicanos no sul por uma razão política clara, e certos grupos conservadores explodem clínicas de aborto também por motivos que eu não preciso nem citar.
on Sep 19th, 2009 at 2:57 pm
Exatamente, é isso aí fredk!
on Sep 19th, 2009 at 6:51 pm
Você acha que temos que fazer um concurso de qual o pior cartaz? Fazer um índice da insanidade de expressão e ver quem ganha?
Mais desculpa para, novamente, passar a mão nos seus.
Ou aceitamos a meia dúzia de freaks como parte de uma coisa que é, na verdade, natural, ou demonizem todos.
on Sep 19th, 2009 at 7:03 pm
Caras, vocês tem que acompanhar a conversa, senão não dá. A minha afirmação não veio solta, veio depois de falarem que não existe UM, nem UM, esquerdista americano que tenha cometido assassinato, se juntado com irmãos de armas, etc. Eu só dei um contra-exemplo.
Falar que "Isso parece o O'Reilly dizendo que Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot fizeram o que fizeram porque eram ateus." foi malícia ou distração.
on Sep 19th, 2009 at 7:10 pm
Sim, ele era, fato pra lá de conhecido.
…
E como disse antes: "Pois é, a maré mudou. Mas mudou mais de uma vez, e para os dois lados. Se só enxerga a maré mudando para o seu lado, quando convém, fica difícil." Outra coisa é jogar na lata do lixo um dos maiores feitos históricos porque não apetece. Os dem. tinham mais é que limpar seu nome, e o fizeram, claro, entre outras coisas, por motivos eleitorais. Nem comparem uma manobra poítica com o sacrifício de sangue – que matou mais americanos do que qualquer outra guerra.
on Sep 19th, 2009 at 10:24 pm
Sorry, mas essa de que os republicanos pagaram em sangue uma motivação solidária e humanista é um exagero. O abolicionismo era marginal como força política, sendo atacado como utópico e pró-negro mesmo no norte. Os republicanos não prezavam muito os abolicionistas porque complicavam seus planos ao meter na política nacional e no que realmente interessava esse negócio de que negro era igual e que a escravidão era um crime. A questão central era de cálculo político: o destino das terras a oeste e o equilíbrio político no Congresso que seria consequência da formação de novos estados escravistas ou "livres". Quando se diz que a Guerra Civil foi uma guerra contra a escravidão não quer dizer que ela foi uma guerra pela abolição ou pela equiparação dos escravos. Vê-se isso na própria Proclamação da Emancipação, emitida ao final da guerra como tática de desestabilização social e econômica do sul, mas sem um caráter de abolição universal. Somente a 13a emenda, de 1865, proclamou a escravidão ilegal.
E nem é preciso mencionar que a imensa maioria dos que sacrificaram seu sangue, afora os soldados negros, era racista, ou não tinha idéia de por que morria ou matava, não gostava dos abolicionistas e nem se preocupava com os escravos que encontrava quando invadia o sul, coisa que as eleições durante a guerra demonstram, isso para não falar nos drafts riots de 1863.
on Sep 19th, 2009 at 11:24 pm
João, sua última intervenção me parece correta, etc. Para ficar claro, minha intenção não é ser advogado dos rep., pelo contrário. Só não me digam que os dems. podem e devem arrotar uma superioridade inerente absolutamente inventada. Se for para jogar no lixo as conquistas rep., façam o mesmo em relação aos dem. De qualquer forma, ainda assim, OBJETIVAMENTE, só esse feito de Linconl supera, em muito, todas as campanhas dos anos 50 e 60 absorvidas (em parte lideradas) pelo Partido Democrata.
Abs,
on Sep 21st, 2009 at 2:27 pm
Ah, sem dúvida que chamar Bush de Hitler é exagero e ignorância, além de um tremendo mal por banalizar o nazismo. OK. Todavia, há grau sim na loucura, na ignorância e na bestialidade. É claro que há um limite a partir do qual diferenças já não importam. mas justamente porque há um limite há graus, diferenças, níveis. Mas, reforçando o já dito por outrem, não dá para confundir as manifestações de esquerda no Brasil e na Europa, em que aquela comparação com Hitler ocorre, com a forma institucional e correta com que os opositores de Bush nos EUA se comportaram em sua imensa maioria. Portanto, sua exigência de ser simétrico (isso após corretamente lembrar que não existe simestria perfeita…) não cabe aqui. Estivéssemos falando, sei lá, da França ou do Brasil, você teria razão.
on Sep 21st, 2009 at 3:14 pm
Não tenho problema nenhum com o NYT. Como falei, me importo com o que está escrito não com a fonte. Mas há apenas uma frase falando sobre o "corte de impostos para os ricos" sem nenhum desenvolvimento e muito menos motivos para crer nisso. Nenhum dado, nenhum argumento. Nada. Apenas a opinião do jornal.
No Economist nem fala sobre isso. Diz sobre o corte de impostos (de maneira geral, não fala que foi restrito aos ricos) e dos déficites de Bush. Os quais não dá para discordar.
De maneira geral o artigo do Economist está muito bem escrito, o do NYT também é bom, mas nesse ponto específico faltou dados para basear o argumento.
on Sep 21st, 2009 at 4:50 pm
Ignorando os outros pontos, por considerar um tanto inútil discuti-los novamente, fixo-me no seu ponto 6: se tem algo que não faço é "passar a mão na cabeça" dos extremistas de esquerda.
on Sep 21st, 2009 at 5:41 pm
OK, Vinicius, errei ao me dirigir a você quando, na verdade, o alvo é a esquerda em geral.
P.S.: também não estou inferindo que você seja de esquerda.
on Oct 21st, 2009 at 2:05 pm
Desculpe comentar post antigo, mas http://www.theonion.com/content/news/nations_moro... é tão relevante que precisava ser postado aqui…