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A Escola Brüno de Economia

Bull Market

Bull Market

Um meme para matar na origem: a crise financeira foi causada pelo governo americano, não pelo mercado.Nesse post vamos tratar de duas encarnações do meme, e no final vou discutir uma interessante besteira teórica que tem circulado.

Tudo que eu vou dizer é tirado dos textos linkados, feitos por gente que entende disso muito mais que eu, por isso, se eu estiver falando besteira, chequem os textos para ver o argumento explicado direito.

Alguns dos caras que defendem o meme se consideram seguidores, ou ao menos admiradores, da Escola Austríaca de Economia. Esse post é, em parte, uma tentativa de livrar a barra dos Austríacos originais, que tinham lá seus problemas, mas não acho que diriam essas besteiras. Por isso sugiro que essa linha de pensamento seja chamada de Escola Brüno, em homenagem a outro austríaco fake que também já tentou ir pra cama com o Ron Paul.

1.

 
Primeira versão do meme: a crise foi causada pelo Community Reinvestment Act, legislação americana de 1977 que visava facilitar o acesso à casa própria. Segundo essa lenda urbana, os bancos estavam lá na maior, apareceu o governo, disse, empresta pruns pobre aí, os coitados emprestaram, e pobre, sabe como é, não tem dinheiro. Esse argumento já foi criticado n’O Hermenauta.
 
A historinha tem vários furos, entre os quais já foram apontados os seguintes:
 
1)      Os empréstimos feitos sob o CRA eram apenas 9% dos financiamentos subprime para famílias de baixa renda, e 0% dos empréstimos para imóveis comerciais (55% das hipotecas de imóveis comerciais vencendo antes de 2014 estão indo pro buraco). A proporção de empréstimos subprime entre os feitos sob o CRA também era menor do que os feitos sem o CRA(quer dizer, quem pode emprestar sem levar em conta o governo emprestou mais doidonamente, não menos).

2)  A idéia básica do CRA era que os bancos deveriam fazer esses empréstimos em áreas em que tivessem filiais. Mas as invações financeiras no financiamento de hipotecas  fez com que cada vez menos hipotecas caíssem sob a jurisdição da CRA. E foi justamente nesse período que se formou a bolha imobiliária.

Como disse o Kevin Park, o CRA não forçou os agentes privados a emprestarem que nem malucos; o CRA foi esvaziado pelo surgimento de agentes privados fora de sua esfera de regulação que queriam emprestar que nem uns nego mais maluco ainda (tradução livre: NPTO).
 
Mas esse argumento sobre o CRA, pelo menos, fala de algo que o governo obrigou os outros a fazer. Isso é mais do que se pode dizer sobre a outra historinha “o governo causou a crise”.
 

2.
O outro acusado de ter causado esse pandemônio todo foi a Recourse Rule. A Recourse Rule é uma regra que estabeleceu o quanto o banco deveria guardar embaixo da cama para cada tipo de investimento. Pela Recourse Rule, a reserva de capital requerida para o banco fazer aqueles investimentos doidões baseados em hipoteca era menor do que para a hipotequinha lá, sozinha. Segundo os partidários dessa historinha, isso fez com que os caras que deveriam investir em outras coisas fossem investir nesse negócio de hipoteca pra pobre.
 
Há várias objeções a esse argumento, mas tem uma, de fundo, que me parece suficiente. A Recourse Rule não obrigava ninguém a reservar menos capital do que devia. Ela autorizava você a fazer isso. Se você fizesse as contas direito e chegasse à conclusão de que precisava reservar mais, nenhum burocrata ia na sua casa te mandar desencanar e curtir mais a vida, sentir o vento do risco nos seus cabelos, etc.

E, pensem bem, porque os caras deixaram guardar menos capital no caso dos investimentos doidões em vez da hipotequinha simplona, carmelita descalça? Porque a idéia é que o mercado saberia vender o risco das hipotecas adequadamente. Ou seja, se você acha que o governo fez besteira nesse caso, está dizendo o seguinte: o governo fez besteira de permitir um mercado para o risco das hipotecas. É isso mesmo que você está querendo dizer?

Como disse o Rortybomb:

So let’s look at this new amendment more critically. It takes an older, blunter government rule (all mortgages at 50% risk), and makes it more market friendly (mortgages at the level where the market prices risk). It outsources risk-management to private companies, the ratings-agencies, assuming that companies willing to pay to get ratings on their mortgage bonds would lead to more efficient information than government regulators. It takes as granted that financial innovation has “worked” and that government regulation should act to help move the latest financial innovations more coherently into the regulatory regime.

With this in mind, it’s hard not to plug this amendment into the familiar narrative of “deregulation” that has taken place since the Carter administration. This deregulation narrative includes, in my opinion, some big success stories (telecoms, airlines), some positive but more mixed stories (de-unionization, NAFTA, de-industralization), and a disaster in the case of finance. One can spend a long time talking about these stories – but from my point of view there’s nothing about this amendment, and the political economy about how to measure financial risks, that doesn’t fit into this narrative.

Os bancos investiram no subprime, e, mais, nos derivativos baseados nesses negócios, porque, bem, isso estava dando uma grana espetacular. Não foram irracionais, nenhum cara do governo foi lá mandar eles fazerem isso, nada. Que instabilidade fez o mercado dar esse sinal para os bancos é outra questão, para cuja resposta há um prêmio de um milhão de dólares esperando em Estocolmo.

Mas não vai ser o Brüno que vai levar essa grana.

A propósito, o que eu achei mais alucinado nisso foi que os caras do “Causes of the Crisis” mencionam um sujeito que pretende provar que os bancos entraram nessa só por causa da Recourse Rule PERGUNTANDO para os banqueiros se foi isso mesmo. Imaginem a pergunta: “E aí, vocês fizeram merda, ou foi culpa do governo?”. IgNobel nele.

2.

A propósito: se alguém quiser se contrapor aos argumentos acima com sugestões de que eu estou subestimando o quanto o mercado é míope (e desconta demais o futuro), instável (por isso vulnerável a mudanças de regulação que, no fundo, movem mínimas frações da riqueza toda envolvida) e caótico (porque dependente de jogos de expectativa que são excessivamente complexos), eu sacrifico meus peões para levar seu rei.

3.

Uma coisa meio assustadoramente ruim que tenho visto é esse tipo de argumento aqui:

If we seek the sources of a systemic failure, a logical place to look is among the legal rules that govern the system as a whole. Unfortunately, being legal mandates, these rules–unlike the different strategies pursued by competing capitalists–aren’t subjected to a competitive process. So if they are based on mistaken ideas, we all suffer the consequences. That turned out to be the case with the Recourse Rule. [Ênfase NPTO]

Esse mesmo argumento é usado nesse e-book sobre a crise, p.23 , capítulo de autoria de Rodrigo Constantino:

Como espero ter deixado claro no resumo acima, as intervenções do governo americano estão no centro da crise atual. Evidentemente, isso não exime de culpa os agentes do setor privado, principalmente no mercado financeiro. De fato, houve claros excessos fruto de irresponsabilidade de muitos desses agentes. Mas, quando todos erram ao mesmo tempo, deve-se procurar a causa em algum fator exógeno [Ênfase: NPTO]

Como diria Aristóteles, assim até eu. Se você começar a discussão supondo que a culpa só pode ser do governo, bem, não é muito surpreendente que você conclua que a culpa é, De quem? De quem? De quem? Do governo.

Mas o que eu acho interessante nisso aí é ver uns caras que provavelmente se consideram ultra-liberais ignorando a existência do mercado. Os Ronnie Vons (Von Mises e Von Hayek) eram bem melhores que isso.

O argumento supõe que existem duas classes de coisas: os agentes privados e o governo. Mas não são os agentes privados que regulam o capitalismo, é o mercado, um sistema emergente altamente coletivista – o mercado recompensa o indivíduo que se sacrifica mais para satisfazer a demanda alheia -  de agregação e produção de informação.

Por “emergente”, quero dizer surgido da interação entre indivíduos. Mas depois que emerge, a ordem emergente é uma coisa independente. Você pode preferir se submeter a uma ordem emergente ao invés de uma ordem planejada, mas se tiver muita ilusão de que não está se submetendo a nada, está ferrado (não que isso seja problema meu).

E porque esse sistema de coordenação não teria falhas, incompletudes, ou colapsos? O resto da natureza tem. O mercado seria melhor servido se seus apologistas simplesmente dissessem que nada melhor foi inventado até agora para gerir a economia.

É óbvio que é legítimo argumentar que a culpa é do governo, mas o argumento, como todos, tem que encarar na porrada as evidências contrárias, ou pelo menos discutir argumentos empíricos bem embasados, como o trabalho do Shiller sobre a bolha ou a discussão sobre o “global savings glut”. Quando começou o “Causes of the Crisis”, eu fiquei animadão, fui lá comentar, mas logo vi que o negócio deveria se chamar “In Denial”.

Isso não lembra a esquerda no começo da década de 90? Lembra, mas tem um agravante: o socialismo morreu, mas o capitalismo vai sobreviver (felizmente, porque é o melhor que já conseguimos bolar, sem comparação), o que quer dizer que essa galera ainda vei ter muita chance de fazer besteira. Um dos meus maiores medos é que o mercado internacional precifique as atrocidades que a oposição republicana vem dizendo e deixe de acreditar que o governo americano vai ser capaz de  fazer o que for preciso contra a crise. Nada do que Lula teria feito em 2002 se radicalizasse sequer começaria a se comparar ao que a turma contra o estímulo fiscal está amarradona tentando fazer nos EUA.

Mas agora que a galera austríaca já deve estar bem puta comigo, vou botar outro post pra vocês verem com quantas valsas argumentativas se faz um artigo legitimamente vienense.

PS: no referido texto, o tal do Constantino dá como exemplo de que o mercado nos EUA é, na verdade, muito regulado, a existência do FED. Só noto que algumas pessoas intolerantes, com acentuadas tendências comunistas, e, até mesmo, keynesianas, fanáticos do Foro de São Paulo nascidos no Quênia, esquerdopatas e petralhas consideram que essa turma que acha que não tinha que ter FED (ou BACEN) é um bando de pentelhos que devem ser mandados para a mesa das crianças quando os adultos estão conversando sobre coisa séria. Segundo essa turma, se a gente não tem que discutir a proposta do PSTU de estatizar o sistema bancário, tampouco tem que analisar esse negócio muito mais alucinado.

PSTU comemorando o fato de que alguém é mais doido que eles: se vocês seguirem o link lá em cima, vão ver que o Ron Paul é um sujeito doidão, mas uma personalidade  interessante.

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23 Comments on “A Escola Brüno de Economia”

  1. #1 Igor T.
    on Dec 10th, 2009 at 3:58 pm

    Sou fanzoca do Ron Paul e achei muito bom o post todo, Celso. Não há impeditivo nenhum em existir uma bolha causada basicamente pelo mercado – se não me engano, a bolha da internet foi bem assim. Nessa, ao constrário, acho que o dedo do governo foi bem fundo. Não sei quanto, não tenho como avaliar, mas foi. Agora, achar que o que governo é sempre problema é tão errado quanto achar que a solução terá que vir dele necessariamente. Não acho, e o próprio Krugman disse que isso é mais ou menos como criar outra bolha por um preço que se pode pagar. Abração,

  2. #2 João Paulo Rodrigues
    on Dec 10th, 2009 at 4:10 pm

    Duca.
    O ponto do mercado como agente coletivizante é algo que ainda se tem que escrever mais na blogosfera, assim como minha impressão de que o liberalismo criou até agora os melhores sistemas econômico e político, com a ressalva de que não são os liberais os mais indicados a cuidar deles.
    O que eu lamento é que boa parte da nossa esquerda não tenha ainda saido não digo nem de 1890, mas de 1890…

  3. #3 Vinícius
    on Dec 10th, 2009 at 4:29 pm

    Não entendo quase nada de economia. Só o que leio de blogs liberais e, sei lá, como é que se chamam mesmo os que não são liberais? Rs.

    O que é que eu devo ler para ter a base? Pergunto isso com a humildade de quem só analisa discursos (em especial os literários, claro), e vê que o seu é bem embasado.

  4. #4 fredk
    on Dec 10th, 2009 at 5:58 pm

    Baita texto, mas, existe alguem sério que ainda ache que a culpa da crise está exclusivamente no governo?
    Essa era uma tese muito popular lá no começo, principalmente relacionada ao CRA, mas me parece que essas vozes foram pro brejo, não?

  5. #5 Pablo
    on Dec 10th, 2009 at 6:52 pm

    Já é um avanço. Até bem pouco tempo ninguém falava da participação do governo. Só acho que a análise ficou baseada muito no CRA, tem os juros praticados pelo FED, e talvez o maior de todos: o ganho que os americanos tem em fazer uma hipoteca atrás da outra.

    O que não dá para dizer é que foi uma crise do liberalismo.

    O Kanitz escreveu algo bem interessante.

    http://blog.kanitz.com.br/2009/05/crise.html

    P.S.: Sou Ron Paul de carteirinha. A presença de espirito dele para dizer isto é fantástica:

    And I understand he makes a lot of money. But, if he makes a lot of money, I have to permit the market to do this.

    I don't like the idea that he lies his way into an interview. That to me is fraud. But, the fact that he has raunchy material and people buy into it, it's sort of sad that that is a reflection of our culture. To me, it's a real shame that people are going to reward him with millions and millions of dollars for being so crass.

  6. #6 Frank
    on Dec 11th, 2009 at 12:05 am

    “O mercado seria melhor servido se seus apologistas simplesmente dissessem que nada melhor foi inventado até agora para gerir a economia.”

    Não entendi. Não é isso o q justamente a maioria dos liberais dizem? Sugerir q exista alguém aí “adorando o deus mercado”, a mim parece mais uma caricatura q serve ao embate político / ideológico do q a uma fiel síntese dos argumentos liberais (ou ao menos de boa parte da turma).

    Sobre essa histórica de culpa do Mercado X Governo – sem entrar absolutamente em nenhuma filigrana técnica, pois não tenho competência pra isso -, só noto q parece mais razoável falar-se na imputabilidade do Governo (com agentes eleitos e claramente “accoutabilizáveis”) do q do Mercado (essa abstração “míope”, “instável” e “caótica”).

    Parece-me razoável supor q o Mercado sempre buscará brechas p/ arbitragem, inflar ativos, repassar securities tóxicos, etc. Cabe ao Governo envidar esforços p/ limitar o comportamento q se tenha por nocivo à ordem coletiva no curto / longo prazos. (talvez essa seja uma leitura meio de cartilha, meio basicona, mas me seduz)

    Enfim, e sem querer absolutamente polemizar, grande post – como sempre.

    Abraço.

  7. #7 Pablo Vilarnovo
    on Dec 11th, 2009 at 12:56 pm

    "Não é isso o q justamente a maioria dos liberais dizem? "

    Negativo. Os liberais dizem que o Mercado é o melhor mecanismo para definição de preço. Apenas isso.
    Quem costuma colocar atribuições de que o Mercado faz isso faz aquilo não são os liberais.

  8. #8 Clever Mendes
    on Dec 12th, 2009 at 12:34 am

    Na Prática a Teoria é Outra,
    Eu penso que a que você denominou Escola Brüno de Economia tem um pouco de razão. Se não existisse Estado, ou se ele não tivesse as dimensões que tem hoje (gastos públicos mundiais superiores a 35% do PIB), o mundo seria mais pobre e uma crise, na proporção da que ocorreu no final de 2008, não teria acontecido.
    De certo modo, trazer essa razão (essa justificativa) para dar razão a Escola Brüno de Economia permite também concordar com o que diz Tyler Cowen no seu post seguinte "Tyler Cowen e a Crise", de 10/12/2009, pois se a China não estivesse fazendo esse esforço para arrumar emprego para todos os chineses, ou seja, se não existisse o Estado chinês, a crise também seria menor.
    Enfim, a razão da crise é o tamanho gigantesco que o Estado vai assumindo no mundo. Na época de neandertal uma crise como essa não teria acontecido.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 11/12/2009

  9. #9 Frank
    on Dec 12th, 2009 at 2:26 am

    Não discordo de vc.

    Tentei argumentar q acreditar q o Mercado seja o melhor mecanismo para definir preços não significa crer q o Mercado deva prescindir de qq tipo de regulação p/ disciplinar as relações entre os agentes.

    Daí, segue-se q boa parte dos liberais poderiam admitir sem problemas q "(…) nada melhor foi inventado até agora para gerir a economia".

  10. #10 Gabbardo
    on Dec 13th, 2009 at 9:17 pm

    NPTO,

    creio que a afirmação de que existem religiosos marxistas (e desses, acho que 95% são marxistas-leninistas) não é surpresa. Mas existem religiosos do livre-mercado também. Como suas contrapartes marxistas, eles lêem bem pouco, ou nada, da Palavra Revelada (os escritos de Mises, e em menor grau de Friedman e de Hayek), preferindo ler Ayn Rand.

  11. #11 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:06 am

    Grande! O RP é um daqueles idealistas bons para manter a chama do movimento acesa, mas tem que tomar cuidado quando se passa dessa atitude direto pra política prática. Sim, o tema dos juros é outra história, vou ver se falo disso em outro post.

  12. #12 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:07 am

    "O que eu lamento é que boa parte da nossa esquerda não tenha ainda saido não digo nem de 1890, mas de 1890…"

    Disse tudo.

  13. #13 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:09 am

    Rapaz, valeu, mas eu também não entendo muito de economia, não. Sou sociólogo, mas convivo com muito economista no trabalho. Essa galera toda aí no BlogRoll seção Economia é bacana. Recomendo especialmente o Leo Monasterio.

  14. #14 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:10 am

    Cara, dá uma sacada no texto do Constantino, ou no Cause of The Crisis.E tem uns austríacos malucos indo vaiar o Krugman em palestra.

  15. #15 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:11 am

    Também gostei muito da reação do RP ao Bruno, por isso o PS. Mas, no momento, ele está fazendo mais mal que bem. Acho que ele publicou um livro chamado End the Fed, não foi?

  16. #16 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:13 am

    Valeu, Franl. Cara, como eu disse, dá uma olhada no tal do Constantino. O cara gosta da Ayn Rand! Não como curiosidade, como texto que voc6e lê quando é moleque e gosta (sei lá, tipo "Veias Abertas…"), mas ele gosta mesmo. Agora, quando morreu o Samuelson, um mané foi no Blog do Schwartsman e falou que a Rand era maior que o Samuelson!

  17. #17 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:15 am

    Pablo, maiomenos. Tem uns liberais aí bem mais entusiasmados com o mercado que isso. Aliás, mesmo alguns bons.

  18. #18 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:23 am

    "Na época de neandertal uma crise como essa não teria acontecido"

    Mas naquela época não devia ter lá muito mercado, tampouco.

  19. #19 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:25 am

    Coitado do Hayek. Pior do que ser criticado injustamente é ser apoiado injustamente.

  20. #20 Clever Mendes de Oliveira
    on Dec 16th, 2009 at 3:32 am

    Na Prática a Teoria é Outra #18 (16/12/2009 at 1:23 am),
    “Mas naquela época [De Neandertal] não devia ter lá muito mercado, tampouco”.
    Com certeza. Ninguém precisa mais do Estado do que o mercado. E com certeza para essa simbiose vale a frase: “o germe que o alimenta é o mesmo que o destrói”.
    Só dei uma passada de olhos, mas parece que o artigo de hoje, terça-feira, 15/12/2009, no Valor Econômico do Delfim Netto está tratando do Estado, do mercado e da crise. Vou conferir.
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 15/12/2009

  21. #21 Frank
    on Dec 16th, 2009 at 12:54 pm

    Ok, mas tomar uma minoria mais exaltada pelo coletivo "Liberais" talvez não seja lá muito justo.

    Abraço.

  22. #22 João Paulo Rodrigues
    on Dec 16th, 2009 at 5:18 pm

    Ôpa! Digo: "…não digo nem de 1990, mas de 1890…"

  23. #23 Igor T.
    on Dec 17th, 2009 at 1:23 am

    Ahhhhhhhh!!!!!! Tenho que ver essa.

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