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Livro Bacana: “God is not Great”, de Christopher Hitchens

God Is Not Great

Prosseguindo na série de resenhas de livro que tem título parecido com nome de disco do Slayer, devo dizer que gostei desse livro, embora discorde de uns 70% dele. Comparando com o Dawkins, ele é bem menos sólido na discussão científica (design inteligente, etc.), mas, até pelo Hitchens ter mais cultura humanista, se aproxima mais do debate necessário, que não é científico.

Também gosto do livro porque, tal como o Dawkins, o Hitchens se sai melhor quando joga na defesa, isto é, quando critica a religião por ter ir se metido onde não devia. No caso do Dawkins, trata-se da discussão do design inteligente, no caso de Hitchens, da discussão sobre política. Como eu gosto mais de política, o livro do Hitchens me pareceu mais interessante.

E, finalmente, o Hitchens escreve muito, muito bem, é um dos melhores textos do jornalismo mundial contemporâneo.

O livro tem um problema fundamental: não é um argumento desenvolvido do início ao fim, mas uma série de ataques por todos os lados possíveis. Como já acontecia no caso do Dawkins, oscila entre tentar argumentar que (a) a religião já causou sofrimento e genocídio (verdade), (b) a ciência refutou a religião (obviamente falso), (c) Deus não existe (nem eu nem você sabemos se é verdade), (d) não é justo que os não religiosos sejam submetidos aos princípios dos religiosos (obviamente verdade), (e) a história do relacionamento entre religião e ciência é essencialmente uma história de conflito (falso, nesse nível de generalidade), (f) os religiosos não têm o direito de dizer que sabem que sua fé é verdadeira no mesmo sentido em que o teorema de pitágoras é verdadeiro (obviamente verdade), e, talvez o mais importante, (g) independente de qualquer coisa, é perfeitamente possível viver bem sem religião (provavelmente verdade).

É coisa demais para um livro só, mas vamos ver como se sai o  ex-trotskysta metido a besta cheio de pinga nas idéias*.

 

1.

Deve-se conceder um ponto ao Hitchens: nem sempre ele ataca pelo lado mais fácil, o que sempre é um mérito na discussão. Um livro anti-religião que fala pouco sobre a inquisição, mas desce o pau em Madre Teresa de Calcutá, merece um certo respeito.

Vale dizer, Hitchens depôs no Vaticano no processo de beatificação da Madre, como, digamos, testemunha de acusação (não existe mais advogado do diabo, uma pena). Agora, enquanto você lê que a dona Teresa tinha amizade com os mais variados tiranos (os falangistas libaneses, ditadores africanos, etc.), se você  repetir pra si mesmo “e dedicou sua vida a cuidar de leprosos na Índia, que à época eram os últimos dos últimos entre os seres humanos”, vai ter que forçar muito a barra para não ver um saldo ainda bem, bem positivo.

Igualmente ousada é a tentativa de dizer que o Novo Testamento é não apenas tão barra pesada quanto o Velho, é mais. Esse capítulo é o maior fracasso do livro, porque, simplesmente, não tem nenhum argumento a esse respeito, a não ser um: o de que é no NT que aparece o inferno eterno pela primeira vez como ameaça aos pecadores. Não sei se isso é verdade, e sei que muita gente boa discute se esse negócio do inferno eterno é lá muito ortodoxo. Bom, se me lembro bem da performance do velho Jeová no Velho Testamento, ele mandaria a galera pro inferno eterno numa boa. E no NT não tem aquelas incitações ao estupro e ao genocídio que tinham no VT.

Não contente em ir atrás de Madre Teresa, o Hitchens resolve descer o pau no Ghandi. Mas aqui o argumento é outro: o Ghandi não é criticado tanto por ser um safado, quanto por ter sido um mal para a Índia, que teria se saído muito melhor se sua independência tivesse sido conduzida desde o início por secularistas indianos como Nehru. Por exemplo, os muçulmanos talvez não tivessem desejado a partição se o Ghandi não fosse tão ostensivamente hindu.

Bom, pode ser. Mas desconfiem desses cenários alternativos em que tudo que aconteceu de bom aconteceria de qualquer jeito, mas o que aconteceu de ruim era perfeitamente evitável.

2.

Pontos mais fraco do livro:

Hitchens argumentando que Martin Luther King era supimpa mas isso não tinha nada a ver com ele ser religioso, enquanto que Joseph Kony só é o que é por ser religioso. Mandou mal, hein, Hitchens?

E, principalmente: falando do que aconteceu no Iraque depois da invasão que ele apoiou entusiasticamente, o Hitchens me manda essa: o problema foi que a Al Qaeda apareceu lá depois da invasão e fez uma zona. A religião, vejam vocês, envenena tudo (isso é dito com destaque nesse mesmo trecho).

Bom, rapaz, o Iraque foi pras picas porque a turma que você apoiou conduziu o pós-invasão da pior maneira possível. Grande parte dos insurgentes era do exército iraquiano, que a turma do Bush desbandou desastradamente, e não tinha muito interesse nesse negócio de religião. Quando a religião chegou na parada, não tinha mais muito o que envenenar.

O que nos leva ao próximo ponto.

3.

No que se refere ao histórico de violência da religião, que é mesmo impressionante, o Hitchens repete uma falha metodológica comum. Quando você diz que “A religião envenena tudo” (subtítulo do livro), o que é que era tão puro assim antes de ser envenenado pela religião?

Nós somos uma espécie traiçoeira e violenta, que dedicamos a maior parte de nossa história à guerra (por território, poder, estupro e glória) e ao saque (por lucro). A esmagadora maioria das guerras não se deu por motivo religioso (em especial, as últimas, indiscutivelmente piores que todas). É claro que a religião muitas vezes piora as coisas -  ninguém aqui quer viver sob o Talibã – mas sugerir que o Afeganistão seria perfeitamente pacífico e democrático se não fossem os punheteiros do Mulá Omar é ridículo. E a esmagadora maioria das tiranias usou a religião como adorno ou acessório, mas se afirmou por princípios perfeitamente materialistas. Vale dizer, a maioria das tiranias religiosas se afirmou pelos mesmos princípios, o que alguém (Dewey?) já chamou de ganância e sadismo. Lembremos, o Islã é a tecnologia de controle do Osama sobre suas tropas, mas o que ele quer é ser califa.

No que se refere à relação entre religião e liberdade de opinião, o histórico recente dos religiosos é mesmo muito ruim, mas isso é função do ritmo muito lento pelo qual as instituições religiosas mudam. Se você pensar, por exemplo, nas formas de poder político, organização familiar, ou divisão do trabalho que existiram ao longo da existência das religiões que temos hoje em dia, elas não eram exatamente conselhos anarquistas.

É verdade que a religião, durante séculos, dominou a universidade, mas também é verdade que a religião fundou as universidades. Era chato você não poder discutir com seu superior na ordem religiosa, mas acho que não devia ser muito mais fácil discutir, sei lá, com o Átila, o Huno. O Giordano Bruno foi morto por discordar da Igreja, mas vocês acham que eles faziam o que com quem queria era contra o rei? O sujeito que fazia revolta camponesa, o que vocês acham que acontecia com ele quando caía na mão do senhor feudal? E escravo que fugia?

Nada disso absolve a religião de um único de seus crimes, mas a idéia de que a religiosidade foi singularmente mais violenta do que  o resto das instituições humanas é altamente contestável. No caso do poder político, com seus impalamentos e crucificações, isso é óbvio, mas a família, por exemplo, não tem uma história muito melhor. Não sei se vocês lembram da história da Mukthar Mai, paquistanesa que foi estuprada por um clã inteiro, em praça pública, como punição por algo de que seu irmão era acusado. Nenhuma parte do procedimento era baseado em preceitos islâmicos, mas sim em costumes tribais e familiares, e, de fato, foi um mulá que a ajudou a denunciar o caso. Somem a isso o fato de que boa parte do trabalho humano até hoje foi escravo ou semi-escravo, e você vai ver que a religião é só mais um capítulo da história da civilização, e, como dizia o Benjamin, todo objeto de cultura é também um objeto de barbárie.

A diferença é que a religião sobrevive, em especial no Islã, muito menos modificada do que a política ou a economia ou a família. E isto se dá porque ela é muito menos racionalizável que o Estado ou a economia. É nesse ponto que você tem que escolher entre declarar a religião não-kosher para a razão  ou utilizá-la como demonstração para os limites da razão. No segundo caso, você tem que decidir o que fazer com esse negócio que demonstra os limites da razão.

4.

O Hitchens enfrenta a questão dos argumentos não-falsificáveis, mas erra o alvo. Como deve ser claro, a imensa maioria das proposições religiosas é composta de asserções não-falsificáveis. O Hitchens diz que, já dizia Popper, argumentos não-falsificáveis não são muito bons. Bem, o que dizia o maluco do Popper era que argumentos não-falsificáveis não são científicos. Portanto, quem disser que tem uma prova científica da existência de Deus, ou coisa que o valha, está de sacanagem com a sua cara.

(mais ou menos off-topic: o pessoal cético que riu quando o Dan Brown avacalhou a Opus Dei no Código Da Vinci deve ter chorado de raiva com a inacreditável estupidez do seu argumento anti-matéria/Deus em Anjos e Demônios)

Agora, um argumento não-científico não é necessariamente falso. É possível, por exemplo, que uma espécie mais evoluída que nós consiga pensar sobre questões muito mais complexas que as que nos assombram, por, sei lá, não precisarem pensar o tempo linearmente, enxergarem em dezenove dimensões, algo assim. Por exemplo, esses argumentos dialéticos “é e não é ao mesmo tempo” (Hegel, santíssima trindade, materalismo dialético, etc.) só fazem sentido porque se postula algum negócio (Deus, o Espírito Absoluto, sei lá) fora do tempo, para quem, enfim, “a0 mesmo tempo” não faz sentido. Se houver um sujeito desse tipo (mesmo que não seja Deus: pode ser um gorila metafísico bêbado), ele nos compreenderá melhor que nós mesmos, mas nós não seremos capazes de sequer concebê-lo, a não ser por metáforas, poesia, mito, etc.

E, é claro, é possível que não exista porra nenhuma disso e o universo seja só um aglomerado cego e burro vagando epileticamente pelo nada. Não há a menor possibilidade de julgarmos a probabilidade de um ou outro cenário, porque, se não conseguimos imaginar os outros cenários, imaginem nossa incapacidade de produzir uma metalinguagem que nos permita compará-los.

O que o Dawkins, por exemplo, faz, é postular os fatos conhecidos pela ciência como axiomas, e depois deduzir a probabilidade de cenários metafísicos a partir deles. Isso não faz o menor sentido, como não faria para um ser que só enxergasse em duas dimensões descartar a existência de uma terceira porque ele nunca viu um cubo. Ele nunca viu um cubo, mas ele pode já ter andado por cima de vários, achando que estava andando em uma superfície plana.

5.

Agora, o que os ateus tem todo o direito de argumentar é que, se não somos capazes de entender essas coisas, seria melhor se esquecêssemos o assunto e tentássemos viver sem isso. Eles indiscutivelmente têm o direito de escolher essa alternativa para si mesmos, e de encher o saco dos religiosos que tentarem produzir qualquer outro argumento que não “pode ser que seja verdade, e minha experiência de fé assim o sugere, mas, evidentemente, pode ser que eu esteja doidão”. O que não podem é montar essa banca de que sabem alguma coisa que os outros não sabem.

Os religiosos, por sua vez, têm o direito de ter sua fé, porque constantemente temos experiências que não são perfeitamente racionalizáveis, e seria ridículo querer excluí-las do repertório humano. Se a religião, por outro lado, quiser forçar suas intuições e experiências profundas como conhecimento, ou, pior, como lei, pau nela. Se um exército religioso quiser tomar o poder, luto ao lado dos ateus de consciência limpa. A César, etc. 

E entre esses dois extremos, cada um se vira como pode, e acordos são inteiramente possíveis.

6.

Para terminar, uma coisa interessante. O Hitchens, embora admita o aborto em alguns casos, afirma que o feto é uma vida humana, o que, naturalmente, descarta argumentos como  ”my body, my choice”, essas coisas. Pode-se discordar disso, mas no que ele tem toda razão é em afirmar que esse debate não tem nada a ver com religião, e um ateu pode perfeitamente argumentar que um feto é um sujeito que nem eu e você (e a Igreja deveria apoiar o uso de anticoncepcionais para evitar o aborto).

Na verdade, esse debate é particularmente curioso, porque nele a maioria dos religiosos deixa de falar em alma (São Tomás de Aquino, ao contrário, falava em um ponto da gravidez em que ocorria o “ensoulment” – não sei a palavra em português – do feto) para definir a vida humana, que passa a ser definida pela estabilidade de um conjunto de cromossomos; e os racionalistas, em geral, vêm com uma conversa meio fiolsófica a respeito do conceito de pessoa, do que é a consciência, etc., o tipo de coisa que, quando dita por cientista social, tende a ser vista como enrolação. Não estou criticando, só acho curioso.

7.

Finalmente, tanto eu quanto o Hitchens concordamos com o pastor protestante dessa história:

Durante uma sessão da legislatura estadual, o céu subitamente se tornou acizentado e coberto em pleno meio-dia. Seu aspecto ameaçador – escuridão ao meio-dia – convenceu muitos dos legisladores que o evento tão presente em suas mentes nebulosas [o apocalipse - NPTO] era iminente. Pediram que fossem suspensos os trabalhos para que todos pudessem ir para casa morrer. O presidente de casa, Abraham Davenport, conseguiu manter a calma e a dignidade. “Cavalheiros”, disse ele, “ou o dia Do Juízo chegou, ou não chegou. Se não chegou, não é caso para temor e lamentação. E, entretanto, se tiver chegado, prefiro ser encontrado cumprindo meu dever. Proponho que velas sejam acesas. [p.70 - tradução livre NPTO]

É por aí.

*: drink-soaked former trotskyst popinjay é como o intolerável George Galloway se referiu ao Hitchens, que respondeu que isso só era parcialmente verdade, porque ele sabe beber, sim.

PS: aparições prévias do Hitchens aqui incluem a sessão de totura a que se submeteu voluntariamente e o dia em que apanhou do movimento fascista libanês. Esse é doidão, mesmo.

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10 Comments on “Livro Bacana: “God is not Great”, de Christopher Hitchens”

  1. #1 Pablo
    on Oct 28th, 2009 at 6:33 pm

    Celso, o que muitas vezes se confunde é religião com fé. Religião nada mais é que um conjunto de regras, códigos morais que são definidos nada mais, nada menos por seres humanos. O Torá, a Bíblia e o Corão, para ficarmos em três religiões monoteístas, foram escritos por seres humanos.
    Pior, são interpretados por seres humanos que possuem interesses diversos, pontos de vista diversos, anseios diversos e etc…
    É difícil questionar que o surgimento da própria ICAR foi um golpe bem inteligente de Constantino. Na minha opinião o Império Romano nunca acabou, imortalizou-se no seio da ICAR.

    Então para mim, religião representa isso: conjunto de regras definidos por pessoas com diversos interesses.

    O que não tem nada a ver com fé. Não preciso de um papa, um rabino ou um líder mulçumano para me dizer como devo me comportar em relação a minha fé.

    Ou seja, para mim fé une. Religião divide.

  2. #2 João da Luz
    on Oct 28th, 2009 at 7:55 pm

    Tem outro trecho “divertido” em que ele é parado, na Irlanda, por um grupo armado, que lhe pergunta se ele é católico ou protestante. Dependendo da resposta ele poderia ser morto.
    Ele respondeu: Sou ateu.
    E então perguntaram: ateu católico ou ateu protestante?
    Daí ele desenvolve um texto sobre o grupo em que crescemos. Muito bom o livro todo.

  3. #3 Thiago
    on Oct 28th, 2009 at 8:47 pm

    Eu tinha lido essa história do pastor há anos na Internet (não lembro onde, mas tenho a impressão que no site da STR) e estava procurando há muito tempo. Obrigado.

  4. #4 ferdinando
    on Oct 28th, 2009 at 11:14 pm

    "universo seja só um aglomerado cego e burro vagando epileticamente pelo nada. "

    Muito bom. Acabei lembrando de uma frase do Bertrand Russell: "O próprio homem parece um ridículo animal empertigado, que berra e se agita durante um breve interlúdio entre silêncios sem fim."

  5. #5 Pedro
    on Oct 28th, 2009 at 11:59 pm

    Grande análise! Não li o livro, mas achei seus comentários sobre ele muito bons. É essa moderação que falta aos dois lados da questão.

  6. #6 fredk
    on Oct 29th, 2009 at 11:39 am

    Se há algo a se admirar no Hitchens e no Dawkins é que eles não fogem ao debate, e são mesmo capazes de ir ao centro do que de mais ignorante há em termos religiosos e bater de frente com as pessoas mais estúpidas, sem o menor medo do debate.
    Refiro-me, claro, às passagens hilárias e selvagens de ambos pelas cadeiras da Fox. Vale procurar no youtube.

  7. #7 basílio
    on Oct 30th, 2009 at 8:10 pm

    Talvez “ensoulment” possa ser traduzido livremente como "encarnação da alma"?
    Quanto a religiões, entendo que já causaram e continuam causando muitas mortes, dores e sofrimentos, talvez sejam consoladoras e tragam alívio para alguns ingênuos ou para gente que se sinta bem apenas sendo um carneirinho da manada do senhor. Bom, e o que dizer das 3 grandes religiões monoteistas que "idolatram" um cara que deus mandou subir num monte com seu filhinho de 5 anos e lá esfaqueá-lo em sua homenagem? Na última hora dispensou-o de assassinar o próprio filho, era apenas para testar sua obediência (como onisciente deus sabia de antemão o que ele faria, mas de sacanagem mandou assim mesmo…). Bondade deve ser isso.
    Acho mais provável Zeus, Apolo,etc., pelo menos tinha também Minerva, Diana, Venus..

  8. #8 gatoprecambriano
    on Nov 4th, 2009 at 6:11 pm

    Pois é, e como Zeus pegava umas mortais aqui e ali, sempre dava para fantasiar que alguma Deusa pegasse algum mortal também né?
    Perspectiva melhor do que as "virgens-de-olhos-negros", aliás.

  9. #9 André Egg
    on Nov 7th, 2009 at 11:50 am

    Celso,

    imagino que você já deve ter descoberto isso por algum serviço de trackback, mas escrevi um post resposta. Na verdade, não é bem reposta, que concordo com tudo que você diz aqui, mas resolvi encher o saco por causa de uma frase sobre o teorema de pitagoras e aproveitar para discutir um pouco mais sobre questões de ciência e religião.

    http://andreegg.opsblog.org/2009/11/05/da-demonst...

  10. #10 Ateus à toa « O Gato Précambriano
    on Dec 11th, 2009 at 2:12 pm

    [...] o sempre imperdível NPTO publicou mais uma das suas também imperdíveis resenhas, desta vez sobre “Deus não é grande – como a religião envenena tudo” de Christopher Hitchens. Hitchens é conhecido como um dos “New Atheists“, juntamente [...]

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