Chuvão em São Paulo ontem, só consegui chegar na hora no SESC Vila Mariana porque a sempre alerta Adriana me deu uma carona de taxi até o metrô. Eu crente que estava indo em um coquetelzinho com palestra, lançamento de livro, essas coisas, cheguei lá, era um tremendo evento midiático.
Bom, pra começar, estavam ali o governador de São Paulo e um ex-presidente da República, o que quer dizer que havia um esquema de segurança que não se vê todo dia em palestra. Muito mais ávidos e agressivos do que os PMs eram os puxa-sacos, que, obviamente, não estavam entendendo nada que se passava, mas não podiam deixar de ir lá bajular autoridade e faturar uma boca livre (excelentes salgadinhos, aliás).
O primeiro evento foi a exibição de um documentário com entrevistas com os fundadores. Eu não sei se todo mundo vai gostar disso, mas eu gostei. Pra começar, eu teria gostado se só tivesse o trecho do FHC contando que todo mundo brigava muito, porque “onde tem o Giannotti tem briga”. O vídeo acima é um extrato do documentário, tirado do blog da Cosac e Naify, que editou o belíssimo livro comemorativo, Retrato de Grupo (o DVD do documentário vem como brinde no livro).

O Livro
A seguir, houve o debate entre dois fundadores do centro, FHC e Chico de Oliveira. Suspeito que a discussão tenha decepcionado muitos dos presentes. O Serra, por exemplo, teve que sair mais cedo, mas foi no microfone e perguntou se alguém ia filmar, porque estava “muito, muito curioso mesmo para ver isso”. Se você não entendeu porque, bem, da última vez que eu chequei, o CdO estava no PSOL. E era famoso porque protagonizava brigas com o Giannotti que apavoraram gerações e gerações de jovens bolsistas.
Mas não houve pancadaria nenhuma. Os dois estavam emocionados, e pareciam mais interessados em relembrar os velhos tempos do que em discutir quem leva 2010. Juntando o documentário com as duas intervenções, foi uma excelente aula de história do Brasil recente. Bom, eu gostei.
Para um resuminho do evento, chequem essa matéria do UOL, que começa com uma comparação inacreditável entre o documentário e “Lula, o Filho do Brasil”, mas que, eventualmente, melhora. Realmente aconselho que vocês pulem o começo, ou vocês vão ter vontade de fazer o filme “Editor do UOL, o Filho da, bem, não do Brasil”.
Grandes momentos das histórias contadas:
1) O momento máximo do CEBRAP, quando Ulysses Guimarães aparece lá e pede um programa para a sua anti-candidatura a presidente em 1974. FHC havia publicado um artigo no Opinião defendendo o engajamento no MDB, que até então era visto com desconfiança por ser um partido criado pelo regime. Grande parte da agenda que desembocaria na constituição de 88 entra nesse programa: a questão racial, indígena, social, etc. Como disse FHC, a contribuição do CEBRAP ao MDB foi dizer, parem de falar só de política e discutam temas sociais, econômicos, etc.
O depoimento de Chico de Oliveira contando como foi o primeiro encontro com a liderança do MDB foi engraçadíssimo (“todo mundo dormia quando o Ulysses falava”, “Mais conservador que Tancredo nem Nossa Senhora de Guadalupe”), mas, também, instrutivo: segundo ele, os políticos presentes analisaram muito bem os acadêmicos presentes, e filtravam tudo que eles diziam pelo critério “queremos acabar com o regime, não com a república”. Como disse o CdO, “foi aí que eu descobri que o cara pode ser conservador sem ser reacionário”.
A propósito, o Ulysses podia dar sono aos outros, mas tirava o dos milicos.
2) O dia em que Clarisse Herzog foi ao CEBRAP dizer que tinham matado o marido dela. FHC conta que eles foram pedir autorização à mãe de Herzog para fazer o ato ecumênico, e, enquanto falava com ela, ele pensava, “Essa senhora saiu da Iugoslávia para fugir do nazismo, só para ver seu filho ser assassinado pelo governo aqui”.
3) Várias histórias fascinantes sobre a resistência à ditadura militar depois, outro momento crucial na história do centro: as greves do ABC e a fundação do PT, que leva a um racha entre os pesquisadores. Esse racha, se vocês prestarem atenção, é parte central da disputa presidencial dos últimos 16 anos (embora não as esgotem).
Talvez não tenha sido dada tanta atenção às brigas, célebres, dos anos 80, que levaram à fundação do CEDEC pelo Weffort. Como me disse um pesquisador que não sei se gostaria de ser citado, os fundadores têm em média, hoje, 80 anos. A nova geração (Limongi, Comin, Monteiro) têm pouco mais de 40. A geração que está por volta dos 60 e sumiu é o pessoal que saiu nos anos 80.
A briga ganha outra dimensão quando um dos fundadores do CEBRAP vira presidente da República por 8 anos. Como bem disse um dos entrevistados, o CEBRAP fica meio diluído porque ele vira uma realidade política: vários pesquisadores viram atores políticos do mainstream.
Um fato curioso é que, dos fundadores mais famosos, acho que só o Paul Singer apóia o governo Lula (aliás: porque o MST não vai conversar com a secretaria de economia solidária do Singer em vez de ficar pisando em laranja?). O Chico de Oliveira diz, no vídeo, que o governo FHC foi uma guinada à direita, mas o governo Lula foi um regresso, porque bloqueou as lutas populares. O Roberto Schwarz diz que os dois governos foram bons governos de atualização capitalista, mas que ele, como intelectual de esquerda, não se entusiasma com nenhum deles. E o pessoal do PSDB, naturalmente, bem, apóia o PSDB.
Meio estranho: vários dos maiores historiadores brasileiros recentes, Boris Fausto, Novaes, Alencastro, foram ligados ao CEBRAP em algum momento, mas não foram muito citados. Se eu fosse historiador, reclamaria. Aliás, mesmo não sendo, reclamo.
E talvez tenha faltado mais gente falando do futuro. O FHC mencionou um negócio interessante, o nível da pesquisa acadêmica brasileira atual é muito melhor que na época em que eles fundaram o CEBRAP; mas logo fez uma ressalva, bem, talvez não em termos de prover uma visão de país, etc. Essa mudança descreve bem, creio eu, a mudança geracional no centro.
Um cara como o Limongi tem um currículo acadêmico excelente, o grupo sobre direito e democracia reúne um aglomerado absurdo de QI, mas não há uma instituição acadêmica gerando debate público brasileiro, como aconteceu nos anos 70.
Talvez o mais próximo disso tenha sido a Casa das Garças nos anos 90, mas já em um ritmo mais tecnocrático, o tipo de coisa que gera ministro, mas não presidente ou governador, não algo que, justamente, nos ajude a superar as consequências indesejadas dessa transição para a democracia negociada (que foi, sem dúvida, um sucesso, mas todo sucesso gera seus próprios problemas).
Talvez por isso o Giannotti termine seu depoimento em tom muito pessimista, falando do fracasso de sua geração em gerar um ambiente político melhor que o atual.
Ou talvez o que falte seja o Ulysses para sacar de onde vem a próxima idéia.
PS: não estou com tempo para editar, se acharem algum erro me avisem, valeu.
PSTU: inacreditavelmente, não há ainda um link para o livro no site da editora. Quando aparecer, eu coloco aqui.


on Nov 26th, 2009 at 2:23 am
Celso,
O que você aponte sobre os historiadores talvez tenha ocorrido porque nenhum dos nomes acima almejou ou alcançou a projeção política dos sociólogos citados. Aliás, é raro que historiadores participam do debate público com propostas e reflexões mais assertivas. Inversamente, Fausto, Novaes e Alencastro são bem mais conhecidos pelas obras que escreveram, não necessariamente geradas no Cebrap, do que o são pelas suas seus homólogos das ciências auxiliares da história…
PS1: num espaço comprimido como numa ditadura que, contudo, não suprimiu totalmente o espaço da sociedade civil, mas acabrunhou a universidade, termina ficando mais fácil, digamos assim, para um think tank impulsionar debates públicos, ainda mais num período em que a concentração acadêmica em São Paulo (a Unicamp mal engatinhava) era avassaladora. O panorama atual pode ter diluído isso, mas trata-se de um reflexo também do avanço da academia como um todo, que, inclusive, consegue ter até mesmo penetração estadual, como são alguns centros ligados às universidades cariocas, por exemplo.
PS2D2: Flu bi-vice… um abraço solidário nos irmãos de infortúnio…
on Nov 26th, 2009 at 3:52 pm
Ótimo texto. A propósito acho que o ambiente da Casa das Garças é bem mais tecnocrático e bem menos propenso ao debate do que o do Cebrap. Não imagino as brigas (ideológicas?) que você disse que ocorreram no Cebrap acontecendo na Casa das Garças. Não tem muito debate ideológico, político, programático ali não. Tem trocas de idéias entre pessoas que pensam +- parecido. O que é ótimo, mas imagino que seja menos "animado" e "estimulante" do que um centro de estudos onde realmente existem opiniões e pensamentos divergentes. De qualquer forma, isso reflete menos algum tipo de radicalismo específico a Casa das Garças e mais a enorme divisão ideológica e metodológica existente nos departamentos de economia do Brasil.
on Nov 26th, 2009 at 11:28 pm
NPTO,
Gostei muito do post e lamento muito não estar lá para ver isso. Entrei no Cebrap no segundo ano de graduação, no grupo de direito e democracia. Aprendi e ainda aprendo muito com as pessoas do Centro.
Concordo com você sobre a ausência de um debate público. Ainda que os acadêmicos de hoje tenham uma boa formação, falta, como você falou um debate mais amplo. Esse debate não existe, eu diria, nem dentro, quanto mais fora da academia.
Será que cada um ficou tão focado em sua área, em questões de ordem mais técnica, em debates muito específicos (imagine quanta energia foi gasta reproduzindo-se o debate liberais vs. comunitaristas!!!), que isso ofusca questões mais gerais? Há um desacoplamento entre sociedade e academia. De um lado, acho que os temas não chegam na esfera acadêmica, de outro, o que sai de lá não chega nas ruas.
Enfim… precisamos pensar.
Abraço,
Rapha
on Nov 26th, 2009 at 11:36 pm
[...] This post was mentioned on Twitter by davidbutter, Raphael Neves. Raphael Neves said: Vale muito a pena o relato do NPTO sobre o debate dos 40 anos do #Cebrap: http://bit.ly/4YNffT [...]
on Nov 27th, 2009 at 12:02 am
Celso e Raphael,
Mas será que precisamos mesmo de um amplo debate público com tanta presença assim da academia? Isso não é um fetiche e um edulcoramento? Será que encontramos isso alhures? Ou mesmo em nosso passado?
Muita coisa boa, ainda que "técnica" saiu da relação entre academia-estado-partidos desde fins dos anos 80. O Bolsa Família é o caso mais emblemático. E acho que é por aí que as coisas funcionam. Pedir mais pode ser fantasiar um pouco o poder da universidade e das instituições correlatas (que parece ser, segundo a descrição deste ótimo post, um dos sentidos da fala pessimista do Gianotti), assim como o papel do intelectual. Ao mesmo tempo, isso pode soar como condescendência frente a sociedade civil.
Talvez o problema do tal "desacoplamento" esteja no formato enjessante de nossos institutos estatais. O Cebrap seria uma prova disto. Não o conheço por dentro, mas me parece, pelos relatos, que havia uma liberdade que provavelmente tinha a ver com sua independência. Um sistema como o nosso, tão centrado em meia centena de universidades e um ou outro instituto estatal de pesquisa não é exatamente o meio mais arejada para incentivar a criatividade, a ousadia e a sedução da opinião pública. E foi exatamente essa área o que cresceu entre fins de 70 e o governo Lula (até os militares apostaram na ampliação da pós-graduação). Enquanto isso, no setor público não estatal, continuam os mesmo Cebrap, o IUPERJ, a FGV e nem sei se mais algum órgão do mesmo tipo.
Agora, se vocês estão falando do ensimesmamento das pesquisas e dos interesses acadêmicos, aí me parece uma crítica certeiríssima – desde que lembrando aquilo que o próprio post destaca: o aumento da pesquisa e da diversidade de aproximações da realidade social a partir da academia. Eu apenas lembraria dois fatos menos grandiosos como fonte desta situação a ser criticada: a extrema burocratização da academia (cuja melhor descrição foi dada pelo Coronel Kurt em Apocalipse Now, sem o saber) e a facilidade com que a picaretagem pode se trasvestir de pesquisa acadêmica e, ao mesmo tempo, de proposição de política públicas.
Realmente, é um bom debate.
Abraço aos dois.
on Nov 27th, 2009 at 12:37 am
Caro João,
Depois da ação policial na USP, Gabriel Cohn publicou um artigo que acho excelente e reproduzi no Politika etc.: http://www.politikaetc.info/2009/06/com-palavra-u...
Talvez eu seja mais pessimista em achar que não é apenas um problema de "comunicação" com o mundo exterior. Mas enfim… o debate é longo.
Abraço,
Rapha
on Nov 27th, 2009 at 11:51 am
Acho que você tem razão nas duas coisas. Os historiadores do CEBRAP, de fato, provavelmente teriam feito o que fizeram mesmo sem o CEBRAP, o que não é verdade, por exemplo, sobre os sociólogos ou os economistas. Deve ser isso mesmo.
E as circunstâncias da ditadura também tornavam meio inevitável a estratégia de concentração em bunker, que hoje, felizmente, não é mais necessária.
Agora, isso não explica porque não há VÁRIOS centros formando o debate, em diálogo. Pense no debate eleitoral atual: de onde estão saindo as idéias?
on Nov 27th, 2009 at 11:54 am
Arthur, é por aí, mesmo. Também aqui tem a coisa da ditadura. No CEBRAP todo mundo estava meio fugido, então não tinha como querer que o centro fosse ideologicamente muito homogêneo (embora todo mundo fosse mais ou menos de esquerda). Agora, cada um pode fazer seu próprio centro, só com gente parecida. Veja que, quando houve a abertura, o CEBRAP sofreu vários rachas de caras que queriam fazer sua própria coisa (não só o Weffort, como também a turma do Lamounier).
on Nov 27th, 2009 at 11:58 am
Rapaz, não sabia que você era do grupo de D&D! Bacana. Quando falar com o maluco do Denilson, mande um abraço. Lá no evento encontrei ninguém menos que o Jean-Paul, a lenda, o mito.
Vou fazer um post separado sobre esse negócio da academia, porque os comentários de vocês me deram muitas boas idéias.
on Nov 27th, 2009 at 12:00 pm
Pô, perfeito. Mas tem uma outra coisa, na relação com a sociedade civil, que a academia poderia estar fazendo: os movimentos sociais estão diante de impasses seríssimos, se alguém tiver alguma idéia que aponte uma direção seria ótimo.
on Nov 27th, 2009 at 12:04 pm
Legal, vou ler e depois comento. Não sei como foi o Cohn como admnistrador universitário, mas, como só conheço ele pelo "Crítica e Resignação", acho o nego muito foda.
on Nov 27th, 2009 at 12:57 pm
De lugar nenhum… Tens ampla razão.
O que, eu acho, remete ao problema da universidade e do Estado. Quem é que vai sustentar órgãos como o Cebrap? O Iuperj quase foi para as cucuias porque os administradores da UCAM queria acabar com seu instituto mais deficitário. Quem o salvou (acertadamente)? O governo federal (não só ele).
Mais, duvido que a ampla maioria dos acadêmicos das ciências sociais permitiria o pagamento de tuition fees e taxas anuais, já que há um anátema contra a cobrança no ensino e pesquisa que faz parecer o horror da Igreja Católica da Idade Média aos juros apenas uma birra passageira.
Aquele cara que a Veja sempre chama para falar de educação e vez em quando escreve na Folha (esqueci o nome) fala várias bobagens e generalidades sobre o ensino, mas acho que ele uma vez apontou um ponto válido: quando você tem um sistema universitário com amplas verbas (nem sempre, mas hoje em dia as IFES vivem uma bonança, sobretudo se comparando com a Era FHC e somando a isso a grana jogadas nas pós e na agências de fomento) do Estado e para o Estado, o atrativo profissional para os cientistas e professores se torna enorme e os bons candidatos a alunos não pensam duas vezes não digo nem entre a USP e outra universidade, mas entre a Universidade Federal de Guarulhos e a Uniban.
É claro que há outros problemas quanto ao financiamento, mas se nem nós mesmos investimos em outras forma de captação de recursos, acho que nem dá para ir muito longe na tentativa de fazer proliferar instituto públicos não-estatais de maior relevância intelectual e política.
on Nov 27th, 2009 at 12:58 pm
"Esse racha, se vocês prestarem atenção, é parte central da disputa presidencial dos últimos 16 anos (embora não as esgotem)."
Só é. PT e PSDB são como Esaú e Jacó. Nascidos no mesmo útero, mas só quebram o pau entre si.
"cuja melhor descrição foi dada pelo Coronel Kurt em Apocalipse Now, sem o saber"
Nossa, nem lembro dessa cena. Como foi??
Comentário geral: sobrou algum acepipe da festa?
Ótimo o post!
on Nov 27th, 2009 at 1:04 pm
Nisso você tem razão. Não é um porquê, mas o fato é que ou as pessoas estão pensando em outros assuntos (como eu) ou simplesmente aprovam tudo que o MST faz, por exemplo (que aliás, não sei se ouviria algo que não fosse aprovação incondicional). Falta mesmo quem consiga chacoalhar um pouco esta seara.
on Nov 27th, 2009 at 2:58 pm
"O horror, o horror…" Últimas palavras do Coronel (ao fundo, som de The Doors), final do filme…
on Nov 27th, 2009 at 3:33 pm
[...] fecham com isso; porque eu costumava ir lá tomar café com o Na Prática, antes de ele ficar confraternizando com a elite do PSDB. Mas, como o editorial do Guardian argumenta, isso não deve obscurecer o fato de que novas [...]
on Nov 29th, 2009 at 12:08 am
Tava curioso pela citação da do Brando.
"o horror, o horror" – vale p/ a burocracia na academia, e vale p/ virutalmente tudo q diga respeito à forma de se relacionar com o Estado Brasileiro.
on Nov 29th, 2009 at 4:44 am
"Esse racha, se vocês prestarem atenção, é parte central da disputa presidencial dos últimos 16 anos (embora não as esgotem)."
Pois é, Celso, não nego a legitimidade, mas o Brasil foi simplesmente seqüestrado por esse racha.
on Dec 2nd, 2009 at 12:56 am
Celso, sua postagem retrata o que aconteceu. Coisa do tipo auditor: fotografa o fato. E quando tem FHC temos que respeitar. Principalmente na minha cidade favorita de São Paulo.
Saudações acadêmicas e florestais!
João Melo, direto da selva
on Dec 2nd, 2009 at 2:42 am
Social comments and analytics for this post…
This post was mentioned on Twitter by Raphael Neves: Vale muito a pena o relato do NPTO sobre o debate dos 40 anos do #Cebrap: http://bit.ly/4YNffT...
on Dec 5th, 2009 at 2:17 am
Valeu, rapaz, mande um abraço aí pra galera da floresta!
on Jan 4th, 2010 at 7:01 pm
[...] conseguiram impor sua visão de país e suas estratégias para o futuro. Veja-se o caso do grupo ligado ao CEBRAP, de onde saíram tanto os programas do PSDB quanto os do [...]