Na Prática a Teoria é Outra Rotating Header Image

A Nação é Hexa!

 

(tirado do Urublog)

(tirado do Urublog)

Trajando o manto sagrado e munido de meu IPod de macho, me mandei para o Maraca. Tinha história de que estava tendo confusão na entrada, que parece que teve, mesmo, mas eu não vi. Quando cheguei, uma multidão sem ingresso rondava o Maior do Mundo. Muita gente procurando cambista (200 paus uma arquibancada), e uma galera que parecia mais propensa era a pular a grade. Só consegui entrar quando o jogo estava começando, e, só de olhar a arquibancada, deu pra ver que tinha uns 100.000 malucos ali (o público oficial foi 85.000).

Fiquei atrás do gol que o Flamengo atacava no primeiro tempo, só um pouco depois da entrada, porque não havia a menor possibilidade de ir mais pra frente. Mas dava pra ver bem direitinho. Não era área de nenhuma das maiores organizadas, por isso os gritos de guerra começavam ali meio atrasados. À minha direita, a Raça Rubro-Negra. À esquerda, a FlaManguaça.

Como diria Petkovic, meu português não é bom o suficiente para descrever a torcida flamenguista. As bandeiras com os rostos do time de 81 são lindas, e a bandeira da Sérvia com a cara do Petkovic é algo que tem que ir para algum museu do futebol.

bandeira da servia

Mas não achei que, no começo do jogo, o clima fosse de euforia, não: era muito nervosismo. Havia a história recente de decepções no Maraca: Santo André, América do México, e, em escala muito menor, o Goiás. E todo mundo sabia que o time estava jogando na base do sacrifício: Petkovic exausto desde o jogo contra o Goiás, Adriano de pé queimado, Kléberson e Everton machucados, Maldonado fora de todos os últimos jogos. E Álvaro suspenso por cartão. Com time inteiro, ganhar dos reservas do Grêmio no Maracanã seria moleza. Com o hospital inteiro escalado, mais a pressão, e o fato de que os gaúchos iam querer mostrar que não iam entregar, era outra história.

O time começou mais nervoso ainda, tocando a bola de lado, com medo de errar. E aí, putaqueopariu, gol do Grêmio.

No tempo que levou até o empate, fiquei pensando, o que é que vai acontecer se a gente perder essa? Bom, em primeiro lugar, o Maracanã ia ter que ser demolido. O Brasil ia se desintegrar em consequência de conflitos tribais. Chávez ia suspeitar de uma conspiração americana e ativar seu plano secreto com o Irã, jogando uma bomba atômica nos EUA, que, no contra-ataque, destruiriam o mundo.

Já estava pensando em como mandar minha família em uma daquelas espaçonaves do Super-Homem que escapam enquanto o planeta explode quando o David, santo David, que entrou de última hora no time, empatou.

David

Como diziam os Hebreus, esse tal de David tem estrela

Aí sim, a massa acordou. As bandeiras desenrolaram e eu mal conseguia ouvir o rádio no volume máximo, com fone de ouvido. Até a pequena torcida do Grêmio ali presente aplaudiu, porque, vejam como gaúcho é doido (no melhor sentido possível), os caras pagaram ingresso pra torcer contra o próprio time. Nesse momento, o Inter ainda era campeão. Um cara na minha frente, com esforço descomunal, conseguiu ir para outro lugar da arquibancada, porque atrás dele um filhadaputa urrava como um possuído. Era eu.

Durante o intervalo, Apolinho, na rádio, dizia: “o time de masters que venceu os fuzileiros navais na preliminar correu mais do que esse time do Flamengo aí”. Era verdade, o time estava muito lento. Não estava com cara que ia dar, não, para ser sincero.

Mas aí, foi o seguinte. Duvido que a fama de cara tranquilo do Andrade sobrevivesse se tivéssemos a gravação do que ele disse à equipe no intervalo. Os caras voltaram pra campo com jeito de que tinham levado um esporro que faria o Serginho Chulapa ir chorar no cantinho. Como a torcida gritaria quarenta e cinco minutos depois, Andrade é sinistro.

Depois disso foi outro jogo, pressão total. Pet e Adriano jogando mal, mas tentando. Leonardo Moura e Zé Roberto correndo por todo mundo. Os reservas do Grêmio, que em momento algum entregaram nada, começaram a sentir o problema de ser reserva: a falta de ritmo de jogo. Mas o gol não saía.
Andrade vai tirar Petkovic. Tem alguma confusão, que até agora não entendi, e ele não sai. Bate o escandeio na cabeça do abençoado Angelim, um dos meus jogadores favoritos do Mengão nos últimos anos, que, literalmente, faz tremer o Maracanã. Durante dois minutos, é impossível ouvir o rádio. Eu já tinha visto a torcida do Flamengo comemorando, mas nunca tinha visto uma catarse como aquela. Dezessete anos.

Não tem Cristiano, Fenômeno ou Gaúcho: Ronaldo é o Angelim

Não tem Cristiano, Fenômeno ou Gaúcho: Ronaldo é o Angelim

Quando o verdadeiro Garotinho disse, ainda comemorando o gol, “Deus abençoou a maior torcida do Brasil com esse gol”, um muiézinha no meu setor da arquibancada ficou com lágrimas nos olhos. Era eu. Os caras da rádio perderam qualquer pudor de admitir que torciam pelo Mengão.

A festa continuou até o fim, e o Grêmio quase empatou em uma falha bisonha da defesa. Quase fizemos o terceiro, o que teria feito maravilhas à minha saúde cardíaca. E o jogo não acabava. Tirei a Enciclopédia Britânica do bolso, li e reli quatro vezes, e o jogo não acabava. Saí correndo do estádio, fiz o Caminho de Santiago plantando bananeira, voltei, e o jogo ainda não tinha acabado. Entrei em uma máquina do tempo, fui até cinco minutos depois do fim do mundo, e a porra do jogo não tinha acabado.

Já estava pensando em apelar e ligar para a assistência técnica da NET, quando deu quarenta e cinco minutos. Mas ainda tinha descontos! Desconto de que, porra? Isso é hora de fazer conta, careca miserável (não eu, o juiz)? E se o Grêmio empatar nos descontos? Fiquei olhando para fora do estádio, na direção do Cristo, já esperando aquela onda do 2012 aparecer e nos tirar o título.

No finalzinho, Bruno (atrás de cujo gol a essa altura eu estava) pega a bola na pequena área, e sai andando com ela para um lado e para o outro. Ele vai pra lá, depois vem pra cá. Depois vai pra lá de novo, depois vem pra cá de novo. O cara do Grêmio se aproxima lentamente, e eu não tenho certeza se o Bruno está vendo. A torcida urra. Eu tenho a nítida impressão de que estou em um episódio de “Além da Imaginação”. O que esse maluco está fazendo?

Mas, quando eu já estava conformado de que o jogo duraria a eternidade inteira, acaba. Euforia, surto, catarse, o Maraca balançando de novo. A torcida abre bandeiras com as caras do novo time campeão. A mais próxima de onde eu estou é a do Toró. Todo mundo se abraça. As pessoas choram. Todos os jogadores têm seus nomes gritados, inclusive o Maldonado, que não jogou a final, mas foi fundamental para o título. Bruno ajoelha diante da torcida e é ovacionado. Quando a volta olímpica passa por onde eu estou, percebo que o Juan é baixinho pra cacete, e está sinceramente emocionado por trás da marra. Petkovic, personagem histórico do futebol brasileiro, sai com uma cara de consagração. Andrade é carregado pelo gramado.

Os Caras

Os Caras

Só saí do estádio uns quarenta minutos depois do fim. Se alguém tiver tirado foto do por do sol por trás do Maraca, por favor me mande. O David tirou, não deixem de ir lá ver.

Nem tentei pegar ônibus ou metrô, e fui a pé até o centro da cidade.
Chegando na Presidente Vargas, encontrei uns botafoguenses voltando do Engenhão, chorando de emoção (alguém esperava que eles ganhassem do Palmeiras? Eu, não). O clima era ótimo, e nos cumprimentamos cordialmente. Lá no meio da avenida, ainda antes da Central do Brasil, parei por cincominutos para admirar outro evento, que vou deixar pra mencionar no último parágrafo.

Fiquei feliz, não só pelo Mengão ter ganho, mas porque era justo que essa geração, Bruno, Angelim, Juan, Leonardo Moura, Willians e Aírton ganhassem um brasileiro e entrasse para a história. Adriano voltou em grande estilo e foi artilheiro do campeonato, junto com Tardelli. Zé Roberto também parece ter voltado a jogar sério. E o destino prestou uma justa homenagem a Petkovic, que tantas vezes foi herói solitário de times fracos do Flamengo, mas voltou ao clube para ser campeão com um elenco bem melhor.

Parabéns ao Inter, que, apesar do Mário Sérgio, conseguiu terminar em vasquésimo lugar; ao São Paulo, que perdeu o título, mas, visto que teve um começo de campeonato muito ruim, se recuperou notavelmente; e ao Cruzeiro, grande protagonista do segundo turno ao lado do Mengão. O Palmeiras, hein, que coisa.

E, embora me irrite profundamente reconhecer méritos nos rivais cariocas, a recuperação do Fluminense realmente foi espetacular. O Fluminense tinha terminado o primeiro turno com, se não me falha a memória, quinze pontos. Faltando dez jogos, precisava ganhar tudo, e tinha adversários na ponta de cima da tabela, como Galo, Cruzeiro e Palmeiras. Ganhou tudo.

Pô, queriam que estatístico prevesse milagre?

Impressionante, em que pese a questão, porra, se sabia jogar tudo isso, porque estava em último?

O mesmo vale para o Botafogo, que eu achei que cairia, depois da derrota contra o sortudo Atlético-PR. Não tem como não reconhecer o mérito dos caras, que, dessa vez, foram mesmo prejudicados pela arbitragem em vários jogos, e não mereciam cair. O Botafogo não tinha como brigar pelo título, ou pelo G-4, mas era time para ficar ali pelo décimo lugar. Deu umas vaciladas, e quase caiu, mas nunca mereceu cair. Justíssima permanência. Coritiba, Santo André, Náutico e Sport ficaram logo acima dos Cruzmaltinos na tabela, e ano que vem vão jogar lá no Marrentão contra o Duque de Caxias.

Foi um dia de festa no Rio, com Botafogo e Fluminense salvos no último minuto, e os outros dois grandes campeões das divisões que lhe cabem. Ah, quer saber, hoje eu estou tão de bom humor que vou dar parabéns sinceros ao Vasco do Dinamite por voltar à série A.

E pra completar a festa, rapaziada, pra completar a festa, tinha ensaio da Mangueira no Sambódromo.

Viralize:
  • Twitter
  • Facebook
  • del.icio.us
  • Digg
  • Technorati
  • Tumblr
  • Posterous
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Blogplay
  • StumbleUpon
  • Wikio
  • Print
  • PDF
  • email

This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

58 Comments on “A Nação é Hexa!”

  1. #1 Tweets that mention A Nação é Hexa! – Na Prática a Teoria é Outra -- Topsy.com
    on Dec 7th, 2009 at 4:45 pm

    [...] This post was mentioned on Twitter by davidbutter, Celso R. de Barros. Celso R. de Barros said: Como vi o Hexa: http://migre.me/dxCv [...]

  2. #2 @svartman
    on Dec 7th, 2009 at 5:01 pm

    Sensacional, parabéns pelo texto e (apesar de eu odiar todos os torneios que não tenham o São Paulo em 1º e/ou o Corinthians em 2º) pelo título merecido. Fiquei feliz com o 3º lugar do meu Tricolor, foi mais longe do que eu imaginava. Vamos ver agora se o Fla se contém pra 2010 e aprende que Libertadores só começa a partir da semifinal. Abraço!

  3. #3 Bruno Pinheiro
    on Dec 7th, 2009 at 5:10 pm

    Ronaldo Angelim é o Rondinelli dos anos 2000…

  4. #4 Raphael Neves
    on Dec 7th, 2009 at 5:11 pm

    Cara,

    Não estava no Maraca, nem vi ensaio da Verde-e-Rosa, mas torci, torci muito com um amigo em um pub em NY que transmite todos os jogos… e bebendo Stella Artois (bom, é a única coisa que poderia te deixar com inveja, talvez). Enfim, foi uma puta festa.

    Viva o Mengo!

  5. #5 NPTO
    on Dec 7th, 2009 at 5:49 pm

    Valeu, rapaz!

  6. #6 NPTO
    on Dec 7th, 2009 at 5:49 pm

    Exatamente

  7. #7 NPTO
    on Dec 7th, 2009 at 5:51 pm

    Rapaz, pode deixar que todos torcemos por você aqui. Aproveite a cerveja, hexacampeão!

  8. #8 Felipe Basto
    on Dec 7th, 2009 at 7:08 pm

    Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, ô!!!!!!!!!!!
    Cara, foi sinistro. Joguinho complicado, hein. Mas ganhamos. E viva o único ser humano hexa do Brasil: Andrade!!!!!

  9. #9 fredk
    on Dec 7th, 2009 at 7:08 pm

    Parabéns. Conseguiram algo a que se agarrar pelos próximos 17 anos! Hehehe

  10. #10 Leonardo
    on Dec 7th, 2009 at 7:17 pm

    Cara, há tempos que acompanho seu blog, mas só hoje vou comentar. Desculpe-me.

    Seu blog é do caashdgsahfg.

    E este seu texto ficou sensacional. Parabéns. Ri e chorei com seu texto, de verdade.

    Moro na França há 4 anos e você não pode imaginar a agonia que é torcer pelo Mengão pela internet. Quase morri ontem à noite, ouvindo o jogo pela internet e vendo imagens fantasmagóricas por um canal pirata.

    Faltou pouco para que a vovozinha do andar de baixo chamasse a polícia do sarkô para ver o que estava acontecendo com o maluco do sexto andar. Eu gritava na varanda, pulava de pijama e com a camisa do Mengo em uma mão. Na outra mão, meu velho urubu de borracha, um mascote imbatível (devemos esse título a ele e a mais ninguém).

    Os parisienses que passavam pela rua olhavam e não entendiam nada.

    Só quem é rubro-negro entende.

    Saudações rubro-negras!

    Lelec

  11. #11 Japajato
    on Dec 7th, 2009 at 7:44 pm

    Cara, esse texto ficou perfeito! Se eu mantivesse um blog ia roubar cada uma das referências :-)

    Com relação à onda de 2012, acho que o perigo maior seria se o Cristo pirasse com o título e desse um stage dive "monumental" no Maraca.

  12. #12 Marilda S. Costa
    on Dec 7th, 2009 at 11:24 pm

    Menino, que delícia de texto. Adorei. Não sou torcedora de time algum… tenho um interesse pelo futebol com uma visada mais, vamos ser antipática, antropológica. Passo os olhos pelos textos de alguns comentaristas, que escrevem em jornais impressos (inclusive os da Folha, tão odiada ultimamente)e alguns aqui da internet. Quando os textos têm qualquer dica mais no sentido de análise cultural (no mais amplo sentido do termo) leio até o fim, caso contrário páro nas primeiras linhas. Pois então, seu texto é um manjar dos deuses no sentido cultural que me interessa.
    Beijo grande.
    Marilda
    PS. Sou leitora mais ou menos assídua de seu blog. Geralmente, gosto do que escreves e de teu estilo, mas, não sei bem porque, comecei a achar uma coisa meio sem sentido postar comentários nos blogs que acesso. Que se vai fazer? E a vida segue.

  13. #13 wag
    on Dec 7th, 2009 at 11:24 pm

    Isso que é torcedor apaixonado!! parabéns ao Flamengo e a sua torcida. Torci pelo Flamengo ontem, pela cidade do Rio que adoro e pela paixão que o time provoca e sabia que seria muito emociante ver aquela torcida toda em prantos de alegria.

    Quanto ao meu Cruzeiro, ufa, nos demos bem, mesmo quando o time tava meio perrengue, avisamos ao Atlético/MG, que estava em segundo, para não desistir de seu papel histórico de" flanelinha", e segurar a nossa vaga que nós estavamos chegando, dito e feito!!!

  14. #14 @joaocalmon
    on Dec 8th, 2009 at 2:04 am

    Antes de mais nada, é HEXA porra!

    Não consegui comprar ingresso quando as bilheterias soltaram as cargas na semana passada; paciência, compraria na hora ao preço que fosse. Afinal, do alto dos meus 23 anos, não tinha acompanhado de perto e ao vivo o único titulo brasileiro possível, o de 92 e o dramático desmoronamento do Maracanã.

    Almocei cedo, preparei os bolsos com rádio, carteira de motorista, o cartão de credito, dinheiro, e uma sacola para embrulhar tudo em caso de chuva. Fui para a Lagoa e peguei o 460 em direção ao hexa, porque naquela hora não acreditava em outra coisa que não fosse um passeio para o delírio de umas 90 mil pessoas que responderiam cantando que o Maraca, obviamente, era nosso e a festa iria começar.

    Desci perto, a multidão fazia bagunça, o clima era menos festivo do que imaginava e senti falta do policiamento na hora que começou a brotar organizada pelas transversais. No presente alternativo, a Raça e a Jovem iriam sair na porrada e eu correria pela minha vida, sozinho; felizmente isso não aconteceu, pelo menos até aquele momento.

    Comprei um ingresso falso, e não foi barato. Odeio cambista, mas não tive muita escolha. Durante os 90 minutos na fila, tomei 2 cassetadas na perna pelo policiamento que apelou para a grosseria na tentativa de contrapor a falta de contingente. Nada ia estragar a festa, coloquei na cabeça.

    Entrei. Eram 4 e meia. LOTADO. Fiquei na Jovem, por falta de opção, do lado oposto ao seu. Deu 5 horas, festa, muita festa. Balões coloridos, foguetório, bandeirões, bateria, muito canto, e até uma bandeira da Palestina.

    O resto já foi dito.

  15. #15 @joaocalmon
    on Dec 8th, 2009 at 2:06 am

    Só para lembrar a todos.

    Com o manto sagrado,
    E a bandeira na mão,
    O maraca é nosso,
    Vai começar a festa!

  16. #16 Jonas Binelli
    on Dec 8th, 2009 at 6:31 am

    Legal o Flamengo ser campeão e tudo (principalmente por causa do Petkovic, que é um cara tão legal que faz eu perdoar os sérvios pelo Milosevic) mas, olhando bem, tu não enxergou mesmo o Grêmio entregando? Nem nas intermináveis trocas de bola no meio campo quando já estava 2 a 1? O que, deixe-se claro, não desmerece nem um pouco o título…

  17. #17 The Traveller
    on Dec 8th, 2009 at 6:46 am

    Falaí, NPTO! Agora tenho um novo blog, meu diário de viagens, que evidentemente, já descambou para a história. Eu não tenho jeito. Visite-me.

  18. #18 He will be Bach
    on Dec 8th, 2009 at 12:03 pm

    iPod de macho??!?!?!?

  19. #19 aiaiai
    on Dec 8th, 2009 at 1:04 pm

    Lindo texto, de chorar mesmo!
    Rumo ao hepta!
    Agora, sem querer semear a discórdia, mas já semeando, alguém viu o que o dinamite falou ontem do flamengo? Lamentável!

  20. #20 Luiz
    on Dec 8th, 2009 at 2:02 pm

    Ronaldo Angelim está um degrau acima, acreditem.

    Quem fala é alguém que já teve a honra de tê-lo jogando por seu time ( o Fortaleza), onde ele sistematicamente resolvia a situação.

    Valeu "Magro de Aço"…

  21. #21 Carlos Maia
    on Dec 8th, 2009 at 6:02 pm

    Parabéns pelo título e texto. Foi o jogo mais anormal que eu assisti. Impossível não vibrar com gol do Grêmio, foi o que fiz, mas logo depois cai na real e torci para o Flamengo virar. Impossível ser solidário com os colorados. E tem uns guris show de bola naquele time reserva do Grêmio.

  22. #22 Anonymous
    on Dec 8th, 2009 at 6:53 pm

    pernambuco não faz parte desta nação.

  23. #23 Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, ô! Mengão do meu coração! « Palpitaria Brasil
    on Dec 8th, 2009 at 10:10 pm

    [...] melhor texto sobre o jogo está no blog do velho NPTO, é de chorar de emoção e [...]

  24. #24 The Traveller
    on Dec 9th, 2009 at 2:24 am

    Seu NPTO arrombado, me enche o saco pra criar um blog e depois não vai lá visitar? Já pro meu blog, porra!

    PS: Diga aos amigos Bambis que se o São Paulo foi o primeiro Hexa, o Mengão é o primeiro Hexa HETERO!!! :)

  25. #25 Cláudio Ladeira
    on Dec 9th, 2009 at 3:01 am

    Cara, lindo texto, de chorar mesmo. Lavou a alma de quem não foi abençoado o suficiente para estar no Maraca.
    Agora, o baner do Elster com a faixa de HEXA… acho que nem o próprio Elster imaginava que chegaria tão longe…

  26. #26 Ivan
    on Dec 9th, 2009 at 7:02 am

    Engraçado foi a comemoração aqui na terra da garoa, só porque o São Paulo, pela primeira vez em sei lá quantos tempo, passou um ano sem ganhar um título importante. Finalmente sobrou algo pra falar, fora as piadas homofóbicas.

  27. #27 aiaiai
    on Dec 9th, 2009 at 3:16 pm

    Fui no seu blog e gostei muito do texto que me lembrou um outro blogueiro que anda meio sumido. Não consegui comentar lá, então peço licença aqui para o NPTO só para dizer que vou aguardar ansiosa por novos posts!
    boa viagem

  28. #28 Anonimo
    on Dec 9th, 2009 at 3:18 pm

    E desde quando um time de macho ganhar o campeonato é homofobia? Você está sendo heterofóbico ao querer o monopólio dos títulos para o seu time. Bambis e Flamenguistas competiram em igualdade de condições, seu time só não chegou em primeiro porque primeiro tomou de quatro em Goiás.

  29. #29 The Traveller
    on Dec 9th, 2009 at 3:52 pm

    Caralho, Paulinha, eu sou um merda mesmo, esqueci de ativar os comentários. Agora vc já pode comentar. Pelo sim, pelo não, deixei a moderação ativada, caso algum frequentador do blog do NPTO resolva aparecer lá para dizer como foi cartático receber o pau de Hugo Chaves na sua fenda anal. É um blog de viagens, não de política homobolivariana!

  30. #30 Confuso horário | Ágora com dazibao no meio
    on Dec 9th, 2009 at 9:40 pm

    [...] Cá estou em Aracaju, completando uma semana na terra, tempo suficiente para descobrir o quanto o NPTO ou o David se sentiriam em casa com o tamanho da torcida que o Flamengo tem na cidade. Por outro [...]

  31. #31 Ivan
    on Dec 10th, 2009 at 4:58 am

    Uau, santa burrice. O que eu falei é que justamente o contrário, porque… bom, se vc não entendeu na primeira mensagem não vai entender depois mesmo. Minhas congratulações, tanto pela intolerância quanto pela inépcia.

  32. #32 Anonimo
    on Dec 10th, 2009 at 5:58 am

    Por não saber definir homofobia vc me xinga 2 vezes. É um bruto! E não precisa responder, pode ficar com 2×1 no placar de xingamentos que eu não ligo.

  33. #33 Anonimo
    on Dec 10th, 2009 at 6:10 am

    É como o meu querido Olavo de Carvalho fala: se o Ivan soubesse definir homofobia ele o faria, mas desafiado, prefere usar xingamentos. É isso que as universidades paulistanas formam! E além de mendicante intelectual o cara é homofobo, visto que sou gay pra caralho e ele foi intolerante comigo me chamando de burro e intolerante. Quanta inépcia! ;-)

  34. #34 Ivan
    on Dec 11th, 2009 at 7:24 am

    Haddad, c tá de olho né? Analfabetismo funcional rolando solto e vc preocupado com o ENEM….

    Anônimo(Olavão tb te ensinou a ser covarde?), vou desenhar pra vc entender.

    (Tipo aquelas revistas de criança em que vc liga os pontinhos e forma uma imagem, saca?)

    Quando eu digo : "Finalmente sobrou algo pra falar, fora as piadas homofóbicas", significa, justamente, que agora poderão falar de uma derrota são-paulina de fato, e não ficar chamando alguém de gay exaustivamente como se fosse um desmerecimento. Ou seja, vão poder falar de outra coisa JUSTAMENTE porque o São Paulo não ganhou. Quando ganha, só resta a homofobia como resposta.

    Juntou os pontinhos agora?

  35. #35 Ivan
    on Dec 11th, 2009 at 7:35 am

    Hahahaha só agora reparei: gay e fã do olavo de carvalho? Nem fudendo, deve ser só algum desocupado querendo tirar sarro desde o começo. O que é meio bobo, mas já é melhor que um fã de verdade do Vilósofo (by hermenauta).

  36. #36 george
    on Dec 11th, 2009 at 10:14 pm

    Nunca ri tanto. Belo Texto. Os flamenguistas e Andrade, o primeiro negro campeão brasileiro como técnico, mereceram.

  37. #37 Walmir
    on Dec 13th, 2009 at 7:35 pm

    Apesar de não reconhecer mto merecimento nos títulos do Flamengo, parabéns pelo campeonato conquistado principalmente comuma reação tão boa e inesperada.Aliás, por falar em reação boa e totalmente inesperada, e a reação do Flusão.Não fomos rebaixados, e a reação só se deu de forma tardia, para dar emoção ao campeonato, matar os tricolores do coração e fazer uma pressão em cima do foguinho.Abraços e saudações tricolores.

  38. #38 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:52 am

    Faaaaal, véio! É isso aí! No próximo vamos combinar de ir juntos!

  39. #39 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:52 am

    Rapaz, valeu, faz tempo que leio a Terceira Margem, mande um abraço à cidade!

  40. #40 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:53 am

    Cara, os torcedores do Galo é que devem estar muito putos. Abração!

  41. #41 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:54 am

    Caramba, Marilda, obrigado, e apareça sempre.

  42. #42 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:55 am

    Parabéns por ter estado lá! Saudações Rubro-Negras!

  43. #43 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:55 am

    Essa musiquinha ficou de arrepiar, mesmo.

  44. #44 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:56 am

    Eu achei o Grêmio desinteressado, e os reservas sem ritmo de jogo. Mas entregar, entregar, não achei. Afinal, a gente quase ficou no empate.

  45. #45 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:57 am

    E aí, maluco? Pode deixar que vou linkar aí do lado. Bem-vindo de volta à blogosfera!

  46. #46 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:57 am

    Radinho de Pilha!

  47. #47 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:58 am

    Valeu aiaiai! Bom, o Dinamite é um bom sujeito, mas se entendesse de futebol não seria vascaíno.

  48. #48 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:58 am

    "Magro de Aço" eu vou usar de agora em diante, excelente.

  49. #49 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 12:59 am

    Também achei alguns dos jogadores do Grêmio muito bons, meu medo era justamente eles resolverem mostrar serviço logo agora.

  50. #50 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:02 am

    Isso é que é um sujeito fino, né não?

  51. #51 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:03 am

    Valeu, rapaz, fazia tempo que não aparecia!

  52. #52 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:03 am

    Me disseram que a Fla Sampa fez uma festa lá em frente à Gazeta.

  53. #53 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:22 am

    Brigadão, George, apareça! Vamos torcer pra diretoria do Mengão dar um salário decente pro Andrade agora.

  54. #54 NPTO
    on Dec 16th, 2009 at 1:24 am

    Faaaaaaala, mestre! Chapa das antigas! Apareça sempre, tricolor miserável!

  55. #55 Walmir
    on Dec 17th, 2009 at 4:56 am

    Velhas amizades a gente não esquece, estaremos sempre em contato.seu blog é bem legal mesmo.um abraço.

  56. #56 aiaiai
    on Dec 17th, 2009 at 5:23 pm

    fino e maluco..ele tá me chamando de paulinha por que? eu hein…
    mas como ele escreve direitinho vou dar uma olhada lá
    kkkkkkkkkkkk

  57. #57 V. Dezessete anos essa noite: O fim de todas as coisas – A Terceira Margem do Sena
    on Jan 10th, 2010 at 6:45 pm

    [...] Para ler o testemunho de um felizardo que esteve presente no Maior do Mundo naquela tarde, leia o delicioso texto do sempre brilhante [...]

  58. #58 O Ano NPTO – Na Prática a Teoria é Outra
    on Jan 23rd, 2010 at 5:36 pm

    [...] para terminar o ano, testemunhei um evento de proporções épicas, que certamente faz empalidecer tudo o que aconteceu no último ano, e na maioria dos [...]

Leave a Comment